<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448</id><updated>2012-02-20T01:23:35.461-01:00</updated><category term='justiça'/><category term='parlamento'/><category term='greve'/><category term='Papa'/><category term='Capelas'/><category term='política agrícola'/><category term='ministro'/><category term='TAP'/><category term='Ecclesia'/><category term='deputados'/><category term='FAO'/><category term='BTL'/><category term='mundo'/><category term='Turismo'/><category term='açorianidade'/><category term='poços de maré'/><category term='Igreja'/><category term='Diocese'/><category term='Lajes do Pico'/><category term='competências'/><category term='arquipélago'/><category term='S.Miguel'/><category term='economia'/><category term='formação profissional'/><category term='trabalhadores'/><category term='cruzeiros'/><category term='Graciosa'/><category term='redes digitais'/><category term='clero'/><category term='biodiversidade'/><category term='agricultura'/><category term='sisternas'/><category term='Fábrica'/><category term='ilhas'/><category term='adegas'/><category term='Pico'/><category term='património'/><category term='PSD'/><category term='baleia'/><category term='ambiente'/><category term='autonomia'/><category term='transportes aéreos'/><category term='crise'/><category term='água'/><category term='aeroporto'/><category term='Belmiro de Azevedo'/><title type='text'>Escrita em Dia      -     José Gabriel Ávila</title><subtitle type='html'>escrever é revelar quem sou e o que penso</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>282</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-1694746309035145595</id><published>2012-02-18T10:03:00.000-01:00</published><updated>2012-02-18T10:04:43.568-01:00</updated><title type='text'>Pico – um destino sem viagens</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; “A viagem será um pouco mais curta, teremos vento pela cauda e pouparemos cerca de 15 minutos na rota. O tempo está bom na Ilha do Faial”- informou o comandante. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Fiquei mais descansado, não fosse o vento de sudoeste que na véspera tinha cancelado as ligações para o Pico, fazer-nos andar aos solavancos, antes de aterrarmos na pista de Castelo Branco. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; É um aeroporto pequeno, o do Faial, feito, ao que se diz, contra a vontade de Salazar que julgava que a nova pista estava a ser feita na ilha do Pico. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Desde então, só após o 25 de Abril e com o empenho de militares, a Ilha Montanha teve também uma estrututura aeroportuária, penalizada mais pela pouca expressão política da ilha que pela falta de espaço. Este, se os homens quisessem, daria até para aterrarem vai-vens espaciais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Nos voos diários entre Lisboa e o Faial, operados pela TAP e SATA-Internacional, viajam muitos passageiros para o Pico, cuja população se equipara à da ilha em frente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; E embora hoje tenha também uma pista com dimensões iguais à faialense e infraestruturas de apoio indispensáveis à navegação construídas pelo Governo dos Açores, continua  a diferenciação negativa restringindo a um voo semanal as ligações com Lisboa, penalizadas por um inconcebível toque na Terceira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Esta é uma constante reivindicação dos picoenses e não se vê quem terá a coragem de a satisfazer. Se o Governo dos Açores quisesse, poderia ordenar à SATA-Internacional que realizasse mais um voo semanal. Não o faz, se bem que isso rentabilizaria os largos milhões ali investidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Recentemente, foi anunciado que o Governo da República não está disposto a proceder à ampliação da pista do Aeroporto da Horta, pertença da ANA-EP.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Assim sendo, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;compete ao Executivo Açoriano, proceder ao aumento da pista do Aerporto do Pico, frequentemente penalizada pelos ventos fortes de sudoeste que descem a montanha e cancelam os voos. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt; A instalação de equipamentos do sistema de aterragem por instrumentos (ILS), é importante mas para suprir a falta de visibilidade, o que não é o caso, porém a intensidade dos ventos pode ser combatida – dizem os entendidos – com o aumento da pista,  e sem grandes custos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Está na altura de tomar opções – as melhores opções! - para fazer face a um sector de atividade que deve expandir-se para segmentos singulares do turismo de natureza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Raúl Brandão, quando em Julho de 1924 visitou o Pico ficou encantado com esta ilha. Nas suas impressões de viagem, publicadas em 1926 em “Ilhas Desconhecidas”, o cronista  tece considerações como esta: “O Pico é a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ela pertence, duma cor admirável e com estranho poder de atracção”. E noutra passagem: “Ninguém me tira dos olhos este extraordinário Pico, presidindo como uma grande figura no meio do oceano a todo o arquipélago dos Açores”. “Se eu vivesse aqui queria uma casa e uma cama onde só visse o Pico. Ele enchia-me a vida.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; De tal modo ficou Brandão tocado pela ilha que afirma: “a terra do Pico cheira”. “O ar do Pico é maravilhosio de finura e graça. Chove e seca logo. Esta pedra porosa absorve a humidade como uma esponja.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Se por cá passasse nesta altura do ano, em que os incensos floridos exalam uma fragrância inebriante, Raúl Brandão concordaria, certamente, com os marinheiros picarotos que, ao perderem a terra de vista, apercebem-se pelo cheiro estar próximos da ilha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Quando noutras regiões do país se promove o destino das amendoeiras em flôr, por que não seguimos o exemplo e captamos visitantes continentais desconfortados com o frio e a terra seca, para esta natureza verde, exuberante e de intensos aromas? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Muitos outros, nos últimos tempos, tem aconselhado esta Ilha, como destino singular. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Então o que falta para apostar na rota do Pico?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://escritemdia.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;http://escritemdia.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-1694746309035145595?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/1694746309035145595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=1694746309035145595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1694746309035145595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1694746309035145595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/02/pico-um-destino-sem-viagens.html' title='Pico – um destino sem viagens'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-949122885272143290</id><published>2012-02-12T16:56:00.000-01:00</published><updated>2012-02-12T16:57:18.019-01:00</updated><title type='text'>Discursos sem conteúdo</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; D&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;eclarações ultimamente feitas por governantes e políticos, têm contribuído para alimentar espaços informativos e debates em vários meios de comunicação social de grande audiência. Os próprios humoristas, sempre atentos à realidade social, não deixam de satirizar e de brincar com alguns desses ditos que, pelo seu caricato, entram, rapidamente, nas redes sociais através de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;cartoons&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; e de anedotas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Têm sido tão frequentes e infelizes os “deslizes” que, enquanto um anda de boca em boca, outro logo surge a tomar o lugar do anterior. Não vou referir nenhum deles. São expressões conhecidas e tão pouco sensatas e imprudentes que o povo, na sua discrição e senso comum, fica de boca aberta, admirando-se da falta de elevação e sensatez que, antes, eram atributos e apanágio de governantes e políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A autoridade não se afirma apenas pela detenção do poder e pelo exercício dos cargos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em democracia, os governantes devem ser os mais preparados para assumir funções legislativas ou executivas, propondo soluções adequadas, justas e inovadoras capazes de envolver os cidadãos em projetos comuns que determinem um futuro melhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Neste tempo pré-eleitoral, dada a crise que atravessamos e a falta de perspetivas económicas para a ultrapassar, os candidatos devem fazer um esforço sério para apresentar novas e exequíveis soluções, visando o  crescimento económico e o desenvolvimento social. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O discurso político  tem de ser consistente e inteligente para mobilizar os eleitores. Dizer que uma “região económica consiste na aposta do desenvolvimento económico e na criação de um verdadeiro mercado interno” é uma afirmação banal, sem novidade e até inconsequente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O cidadão comum e os empresários açorianos sabem, perfeitamente, que um dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;handicaps&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; do mercado interno é a nossa dimensão e a falta de gente. As produções agro-industriais e as pescas, estariam muito limitadas se se destinassem apenas ao consumo insular. “Verdadeiro mercado interno” pode, portanto ser um slogan de campanha, mas não é nenhuma proposta nova. Curiosamente, esta ideia de Berta Cabral, foi contestada por Duarte Freitas em artigo de opinião quando afirma: “não temos dimensão, nem mercados, nem produção que façam a economia andar por si”. Dois protagonistas do mesmo partido, em pré-campanha, com discursos diferentes. Qualquer deles, porém,  na minha opinião, não apresenta novas propostas de desenvolvimento, credíveis, que incentivem os açorianos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O discurso do maior partido da oposição que pretende, naturalmente, voltar ao poder nas próximas regionais, limita-se a apelar à mudança de governação - “Os Açores precisam de um governo mais eficaz e mais eficiente” (sinónimo). Estes apelos mobilizam dirigentes sociais-democratas mas nada acrescentam a quem pretenda, conscientemente, fazer uma opção de voto. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Um programa eleitoral não deve limitar-se, apenas, a elencar  reivindicações locais que, muitas vezes, não redundam em benefícios sociais e económicos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Por outro lado, dizer-se que “é preciso mais sociedade e menos política”, é arrasar os direitos da cidadania e os fundamentos da democracia. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A política é uma arte nobre de gestão e administração do bem comum e, nos últimos tempos, provavelmente por ignorância, alguns responsáveis têm-na considerado uma atividade menor, mesquinha ou indigna. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Esta semana, por exemplo, o ministro Relvas afirmou a propósito das &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;secretas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; que “não se pode fazer política com coisas tão sérias”. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Perante afirmações tão coincidentes, como podem os cidadãos acreditar na dignidade, transparência e necessidade das instituições democráticas e seus agentes, se se acusa e defende “menos políticos e melhores políticos”? Como devem agir os melhores políticos e quem afere as suas qualidades? Os dirigentes e a militância partidária ou o povo? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O degradado clima económico e social obriga a que os responsáveis governamentais e partidários encontrem novas e melhores soluções para a difícil situação em que nos encontramos, varrendo dos programas teorias políticas mal sucedidas e criticadas por figuras e instituições de reconhecido mérito. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Em tempo de pré-campanha, não vale tudo: valem, sim, as boas e consistentes propostas que visem sobretudo o bem-comum, o desenvolvimento e não a mera alternância do poder.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; A política é uma atividade muito digna, desde que os seus agentes se coloquem ao serviço da causa pública e não de interesses pessoais ou de grupo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-949122885272143290?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/949122885272143290/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=949122885272143290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/949122885272143290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/949122885272143290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/02/discursos-sem-conteudo.html' title='Discursos sem conteúdo'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3526920106193487636</id><published>2012-02-06T16:49:00.000-01:00</published><updated>2012-02-06T16:51:03.232-01:00</updated><title type='text'>HISTÓRIAS DO SÉCULO PASSADO</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="CENTER"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt; Decorria a segunda guerra mundial, (1939-1945). Portugal mantinha-se em situação neutral, embora se temesse a todo o momento a invasão da Península Ibérica por uma das potencias beligerantes.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; Em 1940  constou que Hitler ia assenhorear-se da Espanha e de Portugal, depois de ocupar a França.  O Governo Português, embora fizesse todos os esforços para evitar uma invasão do território continental, temia que as forças germânicas não respeitassem a nossa neutralidade e preparou-se para evitar o pior.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; As Ilhas adjacentes estavam “ocupadas” pelas forças portugueses. Constava que só na Ilha do Faial estavam  estacionados cinco mil militares, muito embora os ingleses tivessem nela estabelecida uma base naval para apoio  aos barcos de guerra dos Aliados.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;A nossa História já registava a invasão francesa que obrigara o Rei Dom João VI a refugiar-se no Brasil.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; O Governo Português  já não podia refugiar-se no Brasil e escolhe as ilhas açorianas para residência do Presidente.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; Num dado momento os Governadores dos distritos açorianos são chamados a Lisboa com urgência. A navegação era  escassa e  só a Horta tinha comunicações aéreas, através dos Clipper’s, nas viagens da América para Lisboa.  Num deles foram os governadores  “convidar” o Presidente Óscar Carmona para “visitar” o Arquipélago.  O convite foi naturalmente aceite. A viagem iniciou-se a 26 de Julho de 1941. Acompanhavam o Presidente, alem da Família, os Ministros do Interior Pais de Sousa e da Marinha Ortins Bettencourt, natural da Graciosa.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; A visita à Ilha do Pico ia ter lugar na Madalena. O Presidente da Câmara, Manuel Cristiano de Sousa e Simas, recebera do Governador uma verba de l0.000$ (salvo erro),   para preparar o edifício dos Paços do Concelho e a recepção. E de facto assim aconteceu. O largo da Matriz fora transformado num verdadeiro jardim. Mas tudo ia ficando baldado....&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; O Presidente Carmona, ao ser recebido na Câmara Municipal de Ponta Delgada, condecorou o respectivo Presidente. Sabido que ia condecorar os presidentes dos Municípios visitados  deu-se ordem para que a visita ao Pico se fizesse por S. Roque, afim de ser agraciado o Presidente, Celestino Augusto de Freitas, preterindo-se o presidente da Madalena, que não andava nas boas graças da política distrital.   Numa noite  preparou-se o Cais do Pico e o desembarque e a visita ali se deu. Depois, o Presidente Carmona dirigiu-se para a Madalena, afim de embarcar para o Faial. O trajecto foi desviado para as ruas traseiras, para não passar no centro da Vila. No entanto, chegado ao cais de embarque, o Capitão João Costa, comandante distrital da Legião, dirigiu-se ao Presidente Carmona e lamentou que ele não tivesse passado junto do edifício da Câmara, onde se encontrava o Batalhão da Legião, vindo da Horta, para lhe prestar a guarda de honra. O chefe do protocolo queria evitar que o Presidente fosse até aos Paços do Concelho  mas Carmona resolveu ir, e foi a pé, do Cais até à Câmara, onde passou revista ao Batalhão da Legião. E novamente o Capitão Costa convida o General Carmona, em nome do presidente do Município, a entrar nos Paços do Concelho, onde estavam as ofertas que lhe eram destinadas e à Comitiva. Embora com a oposição do Protocolo, o Presidente entrou  e descansou alguns momentos no gabinete recebendo, ele e a comitiva, as ofertas do Município, mas já não foi ao salão. Daí ficar o Presidente  Cristiano  com o discurso no bolso e não receber a condecoração que lhe era devida...  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; São decorridos 70 anos! O resto fica para mais tarde...&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Vila das Lajes&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;7-01-2012&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Ermelindo Ávila&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3526920106193487636?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3526920106193487636/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3526920106193487636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3526920106193487636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3526920106193487636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/02/historias-do-seculo-passado.html' title='HISTÓRIAS DO SÉCULO PASSADO'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3987119564619923925</id><published>2012-02-06T16:47:00.000-01:00</published><updated>2012-02-06T16:48:27.890-01:00</updated><title type='text'>Carta a um idoso</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0.5cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Amigo Ti Manel:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Temos andado arredados um do outro, por essas terras de Deus, que não têm proporcionado o convívio que cultivei quando era mais novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando regressou do Canadá, onde lidou com frios terríveis que paralisavam o seu sangue novo, vinha feliz por regressar com a reforma que, atempadamente, a segurança social lhe mandava. Era ainda um homem bem parecido e todos o olhavam, com simpatia, pois as suas poupanças ultrapassavam as dos agricultores mais abastados que lhe emprestaram  dinheiro para a partida. Os rapazes da sua idade foram também envelhecendo, mas as reformas que recebem nada se assemelham à que o governo canadiano lhe envia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Aqui em Portugal a vida melhorou muito, é verdade! Melhoraram os cuidados de saúde. Quem não tinha direito a reforma passou a ter um pequeno subsídio, que não dá para pagar luz, gás e outros gastos. Melhorou a qualidade de vida: habitação, água,  luz, caminhos, etc. Os estabelecimentos comerciais modernizaram-se e parece que os bens alimentares e outros são a preços que  não se nota a diferença dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;mall&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;. Confessou-me um dia que “o Canadá agora era aqui”. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; De um momento para o outro, Ti Manel, há menos de um ano, deu-se a&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;reviravolta. O Governo disse que Portugal estava na bancarrota e que tínhamos de pedir dinheiro emprestado ao estrangeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A partir de então tem sido o descalabro: A Troika, formada pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, impôs as suas regras como bem quis e entendeu, para pagarmos quanto antes as fortunas emprestadas. E os políticos disseram a tudo que sim senhor, e que fariam tudo o que fosse necessário, doesse a quem doesse, para respeitar o acordo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Agora é o que se vê: aumentaram os impostos, a alimentação subiu, a saúde deixou de ser gratuita, o desemprego disparou, quem tinha dívidas à banca deixou de pagá-las, cortaram os subsídios de férias e de natal acima do salário mínimo, o mais baixo de toda a Europa, e o mais que se verá pois a procissão ainda vai no adro e estes senhores são tão gulosos e gananciosos que não se fartam enquanto não derem cabo de nós. Os idosos são os mais penalizados devido às magras reformas e pensões e à sua precária saúde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O mais caricato é que este ano de 2012 é o &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações. A&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; comissão europeia diz tratar-se de “uma oportunidade para todos reflectirem sobre o facto de os europeus viverem agora mais tempo e com mais saúde do que nunca e de aproveitarem as oportunidades que se oferecem.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; Que oportunidades - pergunto eu - se a própria União Europeia que se arvorava em promotora da solidariedade e da coesão social e económica entre os estados membros, é a primeira a impor juros e condições insuportáveis aos países que estão com a corda ao pescoço?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; Envelhecimento ativo, trabalhando onde, em quê e a que preço, se o desemprego atinge cerca de 10% da população portuguesa e são sobretudo os jovens os mais penalizados e os idosos os primeiros a serem despedidos, alegando-se excesso de mão-de-obra e dificuldades financeiras das empresas? Como podem eles continuar a “desempenhar um papel ativo na sociedade, partilhar a sua experiência, viverem uma vida mais saudável e gratificante”, como proclamam os eurocratas, se são eles os primeiros a perder o trabalho, com  reduzidas indemnizações, alegando-se não terem capacidade de produção e de adaptação?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; Um inquérito realizado em Portugal, pela União Europeia, refere que dos 3.500 inquiridos, 60% afirma que o estado não tem preocupação com os  idosos. Por outro lado, o Euro-barómetro revela que 58% dos europeus afirma que a discriminação baseada na idade, se generalizou na Europa. E vêm as instâncias da união afirmar que há legislação para proteger a discriminação contra os idosos? Como, se é a União Europeia a primeira a impor os despedimentos na função pública, a redução dos salários, o aumento dos impostos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; Caro Ti Manel: os senhores que falam nas rádios e televisões dizem que há cerca de 2 milhões de pobres no nosso país. Pelo que estamos a assistir, todos os dias, a pobreza continua a aumentar e já atinge a classe média, suporte importante da economia do consumo, dos serviços, e de todos os sectores de atividade. Ao contrário, cresce cada vez mais a riqueza de uns senhores que se dão ao luxo de deslocalizar capitais e empresas para países em que se paga poucos ou nenhuns impostos. E tudo isto acontece perante a indiferença e passividade dos nossos governantes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;&lt;b&gt;Oxalá me engane, ou ainda vamos assistir ao protesto dos injustiçados a quem se exige o pagamento compulsivo da elevada carga fiscal, deixando-os na miséria e à mercê da caridade pública.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;&lt;b&gt; Onde pára a justiça tão apregoada pelos políticos, pelos defensores dos direitos humanos e consagrada na constituição?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; “Pobre é pobre”, comentavas indiferente, a manifestação de um candidato presidencial. “Quando chegar ao poleiro, já não se aproxima da gente!” Ao que respondi:“Não diga isso, homem, quem é que quer ir para aquele lugar? Só dá chatices!...”  Agora reconheço que o Ti Manel tinha razão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;  A sabedoria vem com a experiência da vida e as sociedades que não aproveitam o envelhecimento ativo perdem muito por não se promover a solidariedade entre gerações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt; Esta já vai longa. Até qualquer dia, Ti Manel, e Deus lhe dê muitos anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0.5cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-style: normal"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3987119564619923925?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3987119564619923925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3987119564619923925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3987119564619923925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3987119564619923925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/02/carta-um-idoso.html' title='Carta a um idoso'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-5977354016706976066</id><published>2012-01-31T17:29:00.001-01:00</published><updated>2012-01-31T17:29:53.308-01:00</updated><title type='text'>Depois da Madeira...os Açores?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;       O acordo a que chegaram os governos de Lisboa e da Madeira vai mudar o relacionamento entre a República e as Regiões e pode constituir um revés para as conquistas autonómicas consagradas na constituição e na Lei das Finanças Regionais.&lt;br /&gt;    A subida do IVA para as taxas reduzida, intermédia e máxima nos 5, 12 e 22%, apenas um ponto abaixo do continente, indicia que o ministro das finanças pretenderá impor a mesma solução aos Açores, quando for revista a Lei das Finanças Regionais, por imposição da Troika, não entendendo, propositadamente, que essa diferenciação positiva foi aceite pela União Europeia, devido aos constrangimentos das economias insulares.&lt;br /&gt;    E não vale a pena explicar, como o têm feito os dirigentes da oposição madeirense, as dificuldades de viver em ilhas, o custo dos transportes devido à dependência das importações e a reduzida dimensão do tecido económico. Estas justificações não são aceites nem pela opinião pública nacional nem pelos detentores do poder no governo e na oposição. Estes pretendem que os contribuintes portugueses, sem exceções, tenham as mesmas obrigações fiscais neste período em que os delegados da Troika mandam mais que os eleitos da nossa democracia representativa.&lt;br /&gt;    Isto significa que os órgãos autonómicos, instituídos democraticamente em 1976, não souberam, não quiseram ou não tiveram capacidade de elucidar, convenientemente, os seus pares do continente, de modo a que, em períodos difíceis como este, fossem eles os primeiros a defender os habitantes insulares cujo território, embora pequeno, amplia grandemente a dimensão de Portugal.&lt;br /&gt;    Nos últimos tempos, vimos assistindo ao interesse da parte de várias revistas estrangeiras pelo destino turístico Açores, mas a mesma atitude não ocorre nos meios de comunicação social portugueses.&lt;br /&gt;    Parece existir um sentimento anti-insular, fruto não só dos desmandos jardinistas, mas sobretudo porque os poderes da República não compreenderam os problemas do povo insular que é quem mais sofre com as salomónicas imposições troikianas.&lt;br /&gt;    Esta incompreensão, irá aprofundar ainda mais o fosso entre o continente e os dois arquipélagos.&lt;br /&gt;    O crescente decréscimo da atividade económica açoriana atinge muito gravemente a construção civil e, à conta disto, aumenta o desemprego, agrava-se o poder de compra, diminui a atividade comercial e empresarial.&lt;br /&gt;    A recessão está instalada nos sectores secundário e terciário e não se vislumbra uma saída a curto prazo.&lt;br /&gt;    Por este motivo, os transportes marítimos e depois os aéreos, diminuirão a frequência de escalas, a começar pelas ilhas menos populosas e mais envelhecidas, como aliás já foi noticiado.&lt;br /&gt;    Não chegaremos às escalas marítimas de antigamente, até porque todas as ilhas já dispõem de modernas infraestruturas portuárias. Todavia, a continuar a mentalidade de racionalizar meios e de manter apenas os equipamentos que dão lucro, haverá uma redução significativa da oferta de transportes marítimos e aéreos.&lt;br /&gt;    É contra esta situação que os mais velhos viveram durante dezenas de anos, aguardando o barco de 15 e 26 para poder sair por motivos de saúde, de negócios ou de estudo, que temos de estar de sobreaviso. Se agora temos ligações a Lisboa por cinco ilhas, com a comparticipação do Estado no custo das tarifas, pode acontecer que esse benefício nos seja retirado, alegando indisponibilidade orçamental.&lt;br /&gt;    Parece-me estranho que as dificuldades e anseios das Regiões Autónomas sejam mais atendidas pelas instituições da União Europeia do que pelos poderes políticos nacionais. É sinal de que o centralismo se instalou na mente dos decisores e não respeita as diferenças da ultra-periferia.&lt;br /&gt;    Até agora, Lisboa e a opinião pública nacional têm olhado para a Madeira.&lt;br /&gt;    Com o aproximar das regionais, os açorianos irão ser vítimas do  ataque cerrado dos políticos e tecnocratas alfacinhas, pretendendo arregimentar-nos para a sua concepção ultra-liberal do Estado e da sociedade. É contra tudo isto que temos de estar atentos.&lt;br /&gt;    A História ensina-nos que durante centenas de anos vivemos longe de tudo e de todos e só a emigração para o Brasil e América do Norte nos abriu novos horizontes e novas vidas.&lt;br /&gt;    Fortalecendo laços com os nossos familiares que partiram, iremos, uma vez mais, afirmar o nosso querer e a nossa têmpera que impusemos nos países de emigração. É a eles que temos de recorrer, nos difíceis momentos que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;José Gabriel Ávila&lt;br /&gt;jornalista c.p. 536&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-5977354016706976066?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/5977354016706976066/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=5977354016706976066&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/5977354016706976066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/5977354016706976066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/01/depois-da-madeiraos-acores.html' title='Depois da Madeira...os Açores?'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3511656192075665413</id><published>2012-01-24T14:05:00.004-01:00</published><updated>2012-01-24T14:13:41.927-01:00</updated><title type='text'>Reviver o Seminário de Angra</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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       &lt;/span&gt;Esta velha sentença revela a importância que a sociedade atribui a tudo quanto contribui para a sua evolução cultural, sócio-económica e religiosa. Por isso, não é de ânimo leve que se extinguem organismos e instituições sociais, mesmo que algumas estejam inativas ou a definhar. Nunca é demais relevar: eles fazem parte do património imaterial, são agentes de saber, de cultura, constituem formas de socialização e de afirmação de identidades.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-HrnmiBa2zs8/Tx7J6yfTgtI/AAAAAAAAB6Y/MJcB-OIgTLQ/s1600/Semin%25C3%25A1rio.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 356px; height: 426px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-HrnmiBa2zs8/Tx7J6yfTgtI/AAAAAAAAB6Y/MJcB-OIgTLQ/s320/Semin%25C3%25A1rio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701216190120297170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Nos últimos meses um crescente número de alunos das décadas de 50 e de 60&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" lang="FR" &gt; do Seminário de Angra, tem-se agrupado no facebook, divulgando&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;fotografias dos tempos de juventude, reconhecendo colegas que a vida dispersou pela América do Norte, Brasil, Europa e Açores e outros que a lei da morte libertou. Tem sido interessantíssimo rever albuns fotográficos e tantos colegas que viveram e se formaram num edifício dos anos 30, construído no espaço da antiga casa do Barão do Ramalho, à Rua do Palácio, ou iniciaram estudos no Colégio dos &lt;/span&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;Jesuítas em Ponta Delgada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Todo este movimento coincide com os 150 anos da fundação do Seminário de Angra; criado pelo Bispo D. Frei Estevão de Jesus Maria, funcionou, inicialmente, no antigo convento de São Francisco de Angra onde&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;repartiu instalações com o Liceu daquela cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Conheci ainda sacerdotes e pessoas que ali estudaram em períodos políticos conturbados da primeira república que retirou o edifício à Igreja, interrompendo o funcionamento da única escola dos Açores com ensino pós-secundário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Durante décadas, milhares de jovens de todas as ilhas rumaram a Angra para frequentar o Seminário, cujo escol de professores tinha reconhecida competência, pois haviam sido formados em grandes universidades europeias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A maioria dos rapazes ficava pelo caminho, à medida que avançavam nos cursos de Filosofia e Teologia, alegando não ter vocação para o sacerdócio. No entanto, a qualidade da formação pessoal - cultural e religiosa – desde a mais tenra idade, era moldada segundo valores e disciplina que marcaram, pela vida fora, as sua opções religiosas, sociais, profissionais e políticas. E se a hierarquia católica tivesse encarado de outro modo a questão do celibato e do casamento do clero, na sequência da abertura proporcionada por muitos padres conciliares, mais jovens teriam sido ordenados. Mas este é apenas um àparte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Quem passou pelo Seminário de Angra nas décadas de 50 e de 60, ficou marcado pela abertura à cultura, à sociedade, à modernidade, e por novas ideias sociais, políticas e religiosas veiculadas por docentes formados em Itália, na Alemanha, na Bélgica ou em França. Essa lufada de ar fresco, que alguns mais conservadores criticavam, manifestou-se também em fortes polémicas mantidas nos dois jornais angrenses por figuras prestigiadas, ou em sermões e palestras radiodifundidas e de grande audiência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;O pensamento novo e moderno que fazia escola no Seminário e daí irradiava para a sociedade, teve também expressão muito forte no Instituto Açoriano de Cultura – IAC. Foi esta a entidade promotora das Semanas de Estudo que decorreram nas três capitais dos ex-distritos, com o objetivo de « mais saber para melhor viver. »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Esse dinamismo « tocou », profundamente, uma numerosa geração de jovens naturais de todas as ilhas que nos anos 50 e 60 frequentaram « a santa casa mimosa de Deus », segundo canta o hino do Seminário e que, nas suas atividades pessoais e profissionais, muito contribuíram para o desenvolvimento social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Para recordar essa decisiva etapa de suas vidas, está a ser organizado um encontro de antigos alunos, com mais&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;de 60 anos, que decorrerá nos dias 6, 7 e 8 de Julho em Angra. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Será tempo muito curto para tantas memórias e saudades que perduram e que originaram uma outra forma de encarar a vida e o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;font-size:100%;" lang="FR" &gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3511656192075665413?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3511656192075665413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3511656192075665413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3511656192075665413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3511656192075665413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/01/reviver-o-seminario-de-angra.html' title='Reviver o Seminário de Angra'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HrnmiBa2zs8/Tx7J6yfTgtI/AAAAAAAAB6Y/MJcB-OIgTLQ/s72-c/Semin%25C3%25A1rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3056354283261546919</id><published>2012-01-19T22:54:00.001-01:00</published><updated>2012-01-19T22:56:33.487-01:00</updated><title type='text'>Mudar hoje para vencer amanhã</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Há tempos, um conhecido economista declarou que nada ficaria como dantes, após esta crise.&lt;br /&gt;   A afirmação não é nova e radica no próprio significado da palavra grega.&lt;br /&gt;   O certo é que a partir dos anos setenta, ocorreu uma grande evolução no nosso país que só os mais idosos e de boa memória podem avaliar. Em tudo: no aumento dos salários, na qualidade de vida, na saúde, na educação,  na afirmação de novos valores éticos e no conhecimento do mundo. A evolução aconteceu por fatores vários: políticos, sociais e económicos que não importa agora referir.&lt;br /&gt;   Estamos conscientes de que antes vivíamos muito pior e o regresso ao passado significa um retrocesso civilizacional.&lt;br /&gt;   Quando se faz comparações com o antigamente, lembramo-nos de quando se andava descalços. Sapatos só se comprava pela comunhão solene e eram sempre maiores pois o pé ía crescer, ou para o casamento. Calçava-se e vestia-se, em dias de festa, o que vinha nas sacas da América. Para o trabalho nos campos, fazia-se em casa albarcas em pele de porco e de vaca, com sola de pneus. Só os mais abastados usavam botas e sapatos feitos no sapateiro.&lt;br /&gt;   O fatinho preto da comunhão, tinha de ficar mais largo porque um rapaz com 10/11 anos está em crescimento. Por isso as baínhas das calças guardavam pano suficiente para acompanhar a evolução corporal. Mesmo assim, quantos miúdos não trazíam a canela descoberta...&lt;br /&gt;   E nada havia a fazer. Pôr a mesa, diariamente, para famílias numerosas como as de antigamente, era um exercício de cálculo e criatividade muito complicado, pois os géneros alimentícios provinham das hortas e quintais e metade do ano a terra descansa para voltar a produzir a partir da primavera. Arrecadar no verão legumes, batatas e milho para gastar no inverno, juntamente com os produtos do porco e da vaca criado à porta de casa, era  regra de boa economia nas famílias rurais mais abastadas. Mas quando um destes produtos faltava, devido à invernia e aos ventos ciclónicos, o ano era de muitas privações.&lt;br /&gt;   Muitos açorianos emigraram para ter uma maior estabilidade económica e familiar.&lt;br /&gt;   Os que ficaram com vontade de partir – e muitos foram! - aprenderam a viver com o pouco que tinham, transformando roupa da América em vestidos feitos por modelos de revistas que não envergonhavam os melhores costureiros.&lt;br /&gt;   Poupou-se muito para educar os filhos, comprar casa e terras onde a família pudesse crescer e desenvolver-se.&lt;br /&gt;   Tudo se aproveitava e nada era lançado ao lixo. Este ou era reciclado na alimentação de animais e na produção de estrume para os campos, ou era consumido nos fogões e fornos onde se cozinhava e cozia o pão. Era quase perfeito o ciclo da reciclagem.&lt;br /&gt;    Havia menor poluição ambiental. Os terrenos eram quase todos destinados à agricultura e pecuária e só os mais íngremes e inacessíveis deixados ao livre crescimento da floresta autóctone.&lt;br /&gt;   Vivia-se numa sociedade pré-industrial, antiga, atrasada, talvez, relativamente ao desenvolvimento da Europa do pós-guerra e dos EUA cuja diferença nos era revelada por fotografias enviadas por familiares emigrados.&lt;br /&gt;   Hoje, de novo, a crise a bater-nos à porta.&lt;br /&gt;   O desvario em que se encontram a União  Europeia e a Zona-Euro, devem provocar uma reflexão profunda em todos os açorianos, em busca de alternativas aos modelos económicos mal-sucedidos.&lt;br /&gt;   A experiência da nossa integração europeia permite-nos concluir que os caminhos do nosso desenvolvimento não são paralelos aos dos países da Europa comunitária, nem nas produções agro-industriais, nem nas pescas, na economia em geral.   &lt;br /&gt;   O nosso mal foi termos percebido tarde que deveríamos ter dado um grande salto em frente para as bio-tecnologias, em virtude de dispormos de ambiente e de mar com manancial de matérias primas e fontes de pesquisa científica. Ainda vamos a tempo de apostar nestas atividades como um dos pilares do desenvolvimento económico, juntamente com o eco-turismo e as produções agro-ambientais.&lt;br /&gt;   Somos diferentes porque somos ilhas pequenas e é essa dimensão que condiciona a nossa identidade e a nossa idiossincrasia.&lt;br /&gt;   Se durante a crise criarmos novas formas de desenvolver o arquipélago dos Açores, terão valido a pena todas as mudanças económicas e comportamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   José Gabriel Ávila&lt;br /&gt;   jornalista c.p. 536&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3056354283261546919?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3056354283261546919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3056354283261546919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3056354283261546919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3056354283261546919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/01/mudar-hoje-para-vencer-amanha.html' title='Mudar hoje para vencer amanhã'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-6327927877673534616</id><published>2012-01-08T22:08:00.000-01:00</published><updated>2012-01-08T22:09:21.262-01:00</updated><title type='text'>Uma cidade em crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já há lugares à larga para estacionar ,na Avenida do Infante, facto não muito comum, há uns tempos, quando Ponta Delgada fervilhava de trânsito, logo de manhã.&lt;br /&gt;Mau sinal, digo eu, numa cidade que já conheceu tormentosas horas de ponta.&lt;br /&gt;Pelas ruas do velho burgo, não fora os alunos da escola de formação profissional, à Rua Marquês da Praia e Monforte, olhando peões e veículos a passarem preguiçosos, e pouco mais gente havia.&lt;br /&gt;Ponta Delgada perdeu gente, muita gente para os subúrbios e agora definha a força da sua vitalidade comercial. Há estabelecimentos novos, é verdade, mas muitos outros existem onde os empregados espreitam na rua um eventual cliente que justifique a porta aberta e o salário que auferem.&lt;br /&gt;O rosto da cidade é também o figurino da pouca vitalidade económica. Numa grande superfície, uma empregada confessa que « em novembro de 2010 já se fazia horas extraordinárias. No Natal passado isso só aconteceu na semana da Festa. »&lt;br /&gt;Sinais de crise? Certamente.&lt;br /&gt;O meu vizinho, há uns tempos satisfeito por estar a trabalhar nas SCUTS, voltou ao desemprego. « Falta acabar umas coisinhas , mas só para duas ou três semanas. Depois?...não sei. Há-de se ver!... » Entretanto, vai aproveitando o tempo para ir reconstruir a casinha que comprou. « Do Governo estiveram aqui uns senhores a fazer um levantamento das obras. Sugeriram até mais coisas que as que eu pedia. No final, recebi uma carta a dizer que já não havia verba. Para mim!...mas se fosse para outros havia, sim senhor!... »&lt;br /&gt;Não vai fácil a vida para muita gente.&lt;br /&gt;Mesmo assim um vendedor de uma conceituada marca de automóveis afirmou-me que « dezembro foi muito bom. Excedeu as nossas expetativas. Estou com medo é de janeiro e de fevereiro. Se há dinheiro? Há sim, senhor! Muito dinheiro há ainda por aí!...eu é que tenho de andar com a vida certinha, pois se num casal um fica sem trabalho, como é que vai ser, senhor?...É disso que eu tenho medo!... »&lt;br /&gt;Pressente-se há muito uma desconfiança no presente e no futuro. Aos poucos e poucos, os guindastes que há uns anos eram parte da paisagem de Ponta Delgada, foram parando, enferrujando e sendo desmantelados. Inicialmente, julgou-se ser uma situação transitória, pois nós aqui, por sermos mais pequenos e estarmos longe do mundo, não seríamos tão afetados. Puro engano. Os efeitos dos tsunamis vão-se diluindo na distância, mas atingem também regiões longínquas. Foi o que aconteceu.&lt;br /&gt;Um dia destes, nos arredores da cidade, dois homens revolviam um grande caixote de lixo.&lt;br /&gt;A fome também já atingiu estas proporções? - perguntei. O meu companheiro de viagem respondeu: « isto não é nada! Na nossa rua, há jovens e famílias a passar fome, devido ao desemprego. Não me admira nada que daqui a uns tempos eles se revoltem contra os que mais têm! Esses – continuou com ar perturbado – como estão bem, não sabem ouvir os protestos dos pobres. Por isso não me admira nada que comecem por aí os roubos. Afinal, eles não perdem nada, porque nada têm!... Outros vendem droga para matar a fome e há também quem venda o corpo para pagar as propinas! »&lt;br /&gt;Que terrível mundo este!...&lt;br /&gt;Esta semana atracou às Portas do Mar mais um dos muitos e grandiosos navios de cruzeiro. Vêm admirar as belezas desta ilha do Arcanjo antes de rumar às Caraíbas onde agora faz verão.&lt;br /&gt;Por detrás de tanta maravilha, há gente muito carenciada, novamente à espreita de uma oportunidade para se afirmar e ser alguém aqui ou no estrangeiro.&lt;br /&gt;Ocorre-me, por isso, um poema do meu colega Onésimo Almeida feito na década de 70, em situação social idêntica, que tão convictamente interpretávamos cantando a Lira: « De maravilhas e sonhos,/ dizem que as ilhas são/ É, sim! p'ra olhos jantados/Mas p'ra meu povo inda não! »&lt;br /&gt;José Gabriel Ávila&lt;br /&gt;jornalista&lt;br /&gt;c.p. 536&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-6327927877673534616?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/6327927877673534616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=6327927877673534616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/6327927877673534616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/6327927877673534616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/01/uma-cidade-em-crise.html' title='Uma cidade em crise'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2487453580095336116</id><published>2012-01-02T14:07:00.000-01:00</published><updated>2012-01-02T14:08:08.732-01:00</updated><title type='text'>2012 – é possível um mundo melhor!</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Olhar para trás e fazer uma reflexão de fim de ano, é um exercício espiritual quase inaciano que, normalmente, gera remorsos mas não contribui para uma convincente alteração de comportamentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É assim, individualmente e com as instituições, maiores ou menores que sejam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mudar para melhor quando se está em tempo de crise, pode parecer irónico. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em tempos de apregoadas dificuldades sobretudo financeiras, a que se associam, normalmente, convulsões sociais resultantes do desemprego e da incapacidade de responder a necessidades básicas, exige-se um empurrão, um incentivo de quem gere o bem-comum, sem o que pouco se pode esperar, a não ser a desesperança. Este é o sinal mais palpável da situação social em que vivemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Até há uns meses, convenci-me de que se estava a exagerar nos media com discussões constantes sobre a crise pois isso poderia gerar nos portugueses um síndrome de permanente desânimo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje, estou convencido que a falta de esperança e de alento se instalou nos estratos sociais mais atingidos pelo desemprego, pela redução salarial, pelo aumento de impostos, pela falta de perspetivas futuras que levam milhões de portugueses a desgostar-se ou a desacreditar no seu país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Faltou no discurso oficial e na opinião dos comentadores políticos e sociais, um apelo forte à criatividade, bem como a ajuda do estado em situações quase insuperáveis e a mobilização para encontrar formas diferentes de ganhar a vida, enfim, o slogan repetido por Obama, vezes sem conta e com convicção: « Yes we can! ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nos momentos de infortúnio, faz sentido apelar ao sentido patriótico, não apenas para justificar a subida de impostos, a perda de direitos e o pagamento da dívida soberana. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando ouvimos e lemos que perdemos capacidade de decisão política, levantam-se em nós sentimentos de revolta, porque sentimo-nos feridos no nosso orgulho nacionalista, esse sentimento que até o regime salazarista soube aproveitar para inculcar a doutrina do Estado Novo e o respeito pelo chefe « providencial ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Embora haja quem pense que o país precisa de um D.Sebastião com poder musculado e forte, determinado em ditar sozinho um rumo para o país,  nada lucraríamos com um regime ditatorial, como o anterior que nos atrasou dezenas de anos da Europa moderna e democrática.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A Europa, o mundo e o nosso pequeno país sabem, perfeitamente, que as guerras desencadeadas em momentos de grave crise económica por líderes políticos sem tino, nem respeito pelos direitos humanos, geraram milhões de mortos, e delas não advieram benefícios, mas a miséria e o infortúnio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No início de 2012 que para os portugueses é o ano de todas as incertezas, é tempo de encontrar motivações para os cidadãos se envolverem em projetos com futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Custa-me ouvir laureados em economia fazer previsões sobre a saída deste ou daquele país da zona euro, de uma forma simplista, sem apontar perspetivas para uma nova economia. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A opinião pública exige dos investigadores e intelectuais das ciências sociais, económicas, financeiras e políticas que apontem novos rumos, novas saídas para a crise, uma nova esperança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As alterações no sistema financeiro provocaram o colapso do mercado da habitação e o encerramento de empresas de construção civil e obras públicas. Só aí é um exército de milhões de seres humanos afetados pelo desemprego. E se pensarmos nos efeitos do aumento do preço do petróleo na indústria automóvel e na produção energética, associada a uma crescente consciencialização da proteção do ambiente e às vantagens da exploração dos recursos marinhos, da bio-tecnologia, tudo isto, obriga a que os mestres das universidades orientem a sua investigação para dar resposta aos novos desafios. São eles que farão avançar a sociedade para novos paradigmas económicos e financeiros que gerarão mais riqueza e justiça. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há exemplos bem sucedidos de jovens empreendedores que devem ser conhecidos, para que mais investidores se lançem à descoberta de um mundo novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Esta é a minha esperança, no dealbar de 2012.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Apesar de tudo, acredito que caminhamos para um mundo melhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2487453580095336116?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2487453580095336116/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2487453580095336116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2487453580095336116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2487453580095336116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2012/01/2012-e-possivel-um-mundo-melhor.html' title='2012 – é possível um mundo melhor!'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2621127602251747537</id><published>2011-12-24T14:42:00.000-01:00</published><updated>2011-12-24T14:44:50.819-01:00</updated><title type='text'>Por um Natal verdadeiro</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Esta é uma crónica natalícia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Pode, porém, não conter a linguagem a que nos habituaram certos clichés, vazios de conteúdo e sem consequências no comportamento e relacionamento humanos. Essas mensagens publicitárias, embora embrulhadas numa simbologia própria da quadra, pretendem, somente, alimentar um certo « show-off » das relações frias e formais que os postais e mensagens eletrónicas substituem com facilidade, sem que aprofundem a amizade e a solidariedade de que todos necessitamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O Natal, na sociedade consumista em que vivemos, nada tem de histórico, de genuíno, de tradicional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O nascimento de Jesus e o presépio,  deixaram de ser o fundamento das celebrações religiosas e sociais, em que assenta toda a mensagem bíblica da salvação cristã trazida pelo Messias, o Filho de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nos últimos dois séculos, um inventado São Nicolau e mais recentemente o pai natal apagaram, quase completamente, o nascimento do Deus feito homem, saudado pelos pastores e os magos há muito aguardado pelo Povo Hebreu, como ensinavam as escrituras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Perdeu-se, portanto, todo o sentido bíblico, profético e salvífico do verdadeiro Natal de Jesus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ganhou a produção industrial com o negócio dos brinquedos e dum sem número de outros produtos, grande parte dos quais supérfluos. A sociedade consumista e despesista foi-se encarregando de, ao longo do ano, retirar o sabor da novidade e do usufruto de bens necessários que tantos ansiavam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O problema, hoje, é saber o que oferecer aos mais abastados que já têm quase tudo. É o « drama » das sociedades  da abundância.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Aos carenciados, sobra-lhes a pobreza do essencial para a sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Para atenuar este drama social, que poderia gerar conflitualidade num ambiente festivo, o que não convém, a sociedade consumista encarregou-se de promover campanhas ditas de solidariedade, para angariar géneros alimentícios e outros para os mais necessitados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os mais abastados, normalmente, dão o supérfluo, o que não lhes faz falta. Não têm qualquer mérito nesses gestos pois, como diz Santo Ambrósio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;«não é dos teus bens que tu dás quando és generoso com o pobre; tu dás-lhe o que lhe pertence. Porque aquilo de que te arrogas é dado em comum para o uso de todos. »&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os outros, os que menos podem, tiram da boca para partilhar o pouco que têm com os que menos possuem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Destas campanhas tiram grandes proveitos comerciais as empresas que, alegando colaborar com instituições de solidariedade social, não abdicam de publicitar, desbragadamente, os seus patrocínios. Nada que se conforme com o verdadeiro espírito natalício.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É perante este espetro social e comercial que ocorre mais uma celebração do Natal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Interrogo-me, muitas vezes, como foi possível a civilização ocidental, cristã, humanista, não ter conseguido preservar, na sua matriz cultural a importância da celebração do nascimento de Jesus, que se desvalorizou com o recurso às prendas e presentes que geram o maior negócio comercial do ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Interpretando este sentir, Paulo VI, denunciou o capitalismo liberal na célebre encíclica sobre o Progresso dos Povos afirmando: »&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Infelizmente, porém, sobre estas novas condições da sociedade,ergueu-se um sistema que considerava o lucro como motor essencial do progresso económico, a concorrência como lei suprema da economia, a propriedade privada dos meios de produção como um direito absoluto, sem limites nem obrigações sociais correspondentes. Este liberalismo sem freio conduzia à ditadura, geradora do «imperialismo internacional do dinheiro.»&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Melhores palavras não consigo para terminar esta reflexão sobre o Natal de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Só uma mudança de paradigma económico, trará fraternidade e paz ao mundo, como apregoaram os anjos, ao anunciarem o nascimento do Deus-Menino. Que esta mensagem entre no coração de todos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt;  &lt;p class="sdfootnote"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;Encíclica  « Populorum Progressio », nº 26.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2621127602251747537?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2621127602251747537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2621127602251747537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2621127602251747537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2621127602251747537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/12/por-um-natal-verdadeiro.html' title='Por um Natal verdadeiro'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-8832571417728423688</id><published>2011-12-19T14:19:00.000-01:00</published><updated>2011-12-19T14:21:07.772-01:00</updated><title type='text'>Extinguir freguesias é matar identidades</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;A população portuguesa tem assistido a pronunciamentos de maior ou menor dimensão, revelando que estes tempos difíceis são propícios a uma maior tomada de consciência sobre a defesa de direitos e valores consagrados há muito por poderes e instituições públicas e privadas.&lt;/span&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Alguns atingem direitos laborais e sociais: a perda de subsídios de natal e de férias nos próximos dois anos, a subida exponencial do pagamento de taxas moderadoras nos serviços de saúde, o acréscimo de meia hora de trabalho não remunerada, a redução de feriados, a que se acrescentam outras alterações propostas pelo governo de Lisboa visando a extinção de centenas de autarquias locais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Esta é uma questão muito sensível que já provocou forte repúdio e contestação contra o Ministro da tutela, no recente congresso das Juntas de Freguesia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Qualquer reforma que passe pela extinção de uma instituição autárquica, sobretudo nos meios rurais, atinge um tema muito caro às populações que se sentem atingidas na sua identidade e no poder democrático que  exercem através daqueles orgãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Pese embora a boa ou má gestão e alguns desvios até, no exercício do poder local, as Juntas de freguesia são as instituições mais próximas dos cidadãos a quem estes recorrem, solicitando ajuda nos momentos de infortúnio, apoio para atividades culturais, sociais e de lazer, e o contributo  financeiro na melhoria das suas habitações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As Juntas de freguesia, sucedendo às extintas Juntas de paróquia, afirmaram-se como instituições representativas de uma localidade, promotoras da sua identidade, auto-estima e qualidade de vida. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Algumas foram criadas nas últimas décadas – na sequência da instalação dos poderes autonómicos – por possuírem um determinado número de habitantes e instituições sociais, educativas, religiosas, económicas, etc. Tudo isto, tendo como matriz um património cultural diferenciado das localidades vizinhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quem conhece os Açores, sabe muito bem que a natureza dividiu os espaços e moldou as pessoas às condições geográficas e ambientais. O melhor exemplo que temos dessas diferenças são os sotaques e as pronuncias que caracterizam e diferenciam cada ilha, cada concelho e cada freguesia. Este é um sinal de singularidade, gerador da identidade que importa não perder, pese embora as consequências de uma inculturação gerada pela  globalização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O tempo de mudança social e económica por que passam grandes e pequenos centros urbanos, onde se assiste ao encerramento de grandes e pequenas indústrias e empresas, ligadas a vários ramos de atividade, está a gerar uma onda crescente de desemprego. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A cidade, ao contrário de há uns anos atrás, devido ao desemprego, tornou-se um espaço repulsivo. Há muita gente a regressar às localidades de origem, onde permaneceu o seu imaginário. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nas zonas rurais, as pessoas são conhecidas e tratadas por tu; é lá que reencontram as raízes familiares, sociais e culturais e retomam práticas do cultivo da terra, de onde retiram bens de primeira necessidade, essenciais para a sobrevivência. Num futuro próximo, a agricultura ecológica, com maiores apoios financeiros, será uma atividade económica que absorverá mão de obra desempregada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A pretendida e contestada reformulação do mapa das juntas de freguesia vem, por isso, a destempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Extinguir freguesias numa cidade, onde os limites estão do outro lado da rua, habitada por gente em trânsito, sem relações de vizinhança e sem apego a uma residência alugada, não é o mesmo que extinguir uma autarquia rural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A diferença é tão grande que seria um verdadeiro disparate pretender construir novas centralidades para a prestação de serviços públicos, cujas dificuldades de funcionamento se adivinham. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Só com eficientes serviços de proximidade, as populações  sentem segurança e qualidade de vida. De contrário, as zonas rurais ficarão desertas e abandonadas, o que afetará a paisagem rural, o ordenamento do território, o meio-ambiente e a diversidade cultural.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; Estes terão de ser os pressupostos de uma boa reforma administrativa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os responsáveis autonómicos já manifestaram intenções de introduzirem alterações no funcionamento do poder local. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Que elas respondam ao sentir das populações da periferia e contribuam para afirmar o seu querer e participação cívica, fundamentais a um processo de desenvolvimento integral.  &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Avila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-8832571417728423688?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/8832571417728423688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=8832571417728423688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8832571417728423688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8832571417728423688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/12/extinguir-freguesias-e-matar.html' title='Extinguir freguesias é matar identidades'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4737900177565060967</id><published>2011-12-12T20:44:00.000-01:00</published><updated>2011-12-12T20:45:35.098-01:00</updated><title type='text'>O correio de Natal</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As cartas da América com postais de boas festas e umas « dólas » para o jantar da festa, costumavam chegar no navio Lima. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;  O velho paquete, de quinze em quinze dias, fundeava na baía das Lajes, por volta das sete da manhã, à sombra da Montanha do Pico, vindo de Lisboa, entrando em Santa Maria e viajando até ao Corvo, com passagem pelas outras  ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ainda muito cedo, o meu avô vestia a melhor farda de carteiro, um fato de cutim acinzentado que a tia Etelvina penava para lavar na Mouraria e passar a ferro de carvão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na primeira lancha iam, normalmente, António Ávila, agente da Insulana, o delegado marítimo, o guarda-fiscal, o carteiro e o bagageiro, e por lá ficava algum tempo. De regresso, trazia as malas com a correspondência, acompanhadas pelo carteiro, pois as encomendas maiores chegavam mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na escassa e escura loja do Correio, a experiência e dedicação do meu avô, obrigavam-no a não perder tempo na entrega da correspondência. Abertas cuidadosamente as malas, a correspondência era colocada em cacifos  por freguesias para, no dia imediato, seguir no carro da mala. As cartas e jornais da vila, tinha o meu avô de entregá-los aos destinatários o mais depressa possível. Ajudei-o, algumas vezes, na distribuição, levando às casas mais distantes cartas e jornais diários de Lisboa que naquele tempo, devido ao enorme formato, pesavam como pedras da costa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Durante dias e dias, as cartas alimentavam conversas e a saudade dos que haviam partido, enquanto os jornais, repletos de informação atrasada, ou eram emprestados aos vizinhos, ou oferecidos em troca de presentes para serem pasto das chamas quando se acendia o forno de lenha. À falta de melhor, havia quem os utilizasse para embrulho e arrumações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nos anos 60, conheci os craques do Sporting, através do Século desportivo que minha mãe guardava para mo enviar envolvendo linguiça, queijo e deliciosas laranjas, tão apreciadas pelos meus colegas do Seminário. Quantos meses não teriam eles!...Mas não importava. As imagens mostravam os golos de Lourenço e Figueiredo e alguns frangos do Carvalho...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;      * * *&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A época das rápidas viagens marítimas e aéreas, depressa foi suplantada pelas novas tecnologias da informação. Há, porém, muito a fazer para que as TIC sejam acessíveis a um maior número de cidadãos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nesta quadra natalícia, as cartas e mensagens eletrónicas deixaram de circular através dos correios normais. Os produtores informáticos encontraram alternativas aos tradicionais postais de boas festas e vendem cartões, com ou sem música, maiores ou menores, de todas as formas e feitios. Haja dinheiro, que os postais de Natal e outras mensagens chegam, com um simples clique, aos destinatários, onde quer que estejam, faça chuva ou faça sol. O mesmo já não sucede com o correio tradicional. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Um dia destes, fui ao Correio perguntar quanto tempo demorava a chegar uma encomenda registada, entre Lisboa e o Pico. A atenciosa funcionária, recorreu ao computador e respondeu-me de pronto: « 3 a 4 dias ». Sorri e respondi-lhe: há um mês, um envelope com um livro demorou três semanas. Nesta época do ano?...Vamos acreditar que chega antes do Natal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Um dia destes, presenciei fortes críticas ao serviço de entrega de correspondência. Um carteiro dos CTT ouviu a reclamação e afirmou, à boca pequena, que as pessoas têm razão, pois muito pessoal saiu e não foi substituído, e os correios entregaram parte da distribuição a empresas privadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nos últimos anos, o antigo serviço dos correios que constituía parte importante da segurança do Estado, sofreu profundas alterações. Acabaram os postos do correio, fecharam estações postais e passou-se  esse serviço às juntas de freguesia que não se responsabilizam nem pela entrega, nem pela demora do correio. E quando se pede o livro de reclamações, é-nos dito que o livro é da Junta e não dos CTT, cuja estação fica a uns quilómetros dali...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Como eu gostaria que o meu avô Francisco Ávila vivesse para, com a sua bengala em riste, contar aos gestores dos correios o que os cidadãos mais apreciavam nos carteiros: a celeridade na distribuição, o sigilo, a honestidade, a atenção para com as pessoas e o zelo profissional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Por estas qualidades foi-lhe atribuída uma medalha de mérito que ele ostentava com humildade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje, outros parâmetros aferem o desempenho dos carteiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Não duvido que, na senda da produtividade e do lucro a qualquer preço, se verá um carteiro carregado de correspondência, vendendo também pelas portas: livros, lápis, cadernos e outros bens de primeira necessidade. Tudo para rentabilizar uma empresa que o Estado quer vender aos privados. Porque dá grandes lucros, certamente!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4737900177565060967?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4737900177565060967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4737900177565060967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4737900177565060967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4737900177565060967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/12/o-correio-de-natal.html' title='O correio de Natal'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2839630278787108234</id><published>2011-12-07T08:35:00.001-01:00</published><updated>2011-12-07T08:35:51.876-01:00</updated><title type='text'>Restauração nacional - ontem e hoje</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;O Dia da Restauração da Independência de Portugal que, durante sessenta anos, esteve subjugado à dinastia filipina de Espanha, cujo domínio se estendeu até aos Açores, foi celebrado de forma envergonhada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No meu tempo de aluno da escola primária, a data muito pouco representava para nós, embora fosse celebrada com atividades lúdicas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ainda hoje recordo algumas quadras do Hino da Restauração, que   todos cantávamos, com o ardor infantil que o regime de então, autoritário e nacionalista, inculcava nos mais novos, relevando feitos dos nossos maiores: « Portugueses celebremos/ o dia da redenção/ em que valentes guerreiros/ nos deram a nação ». Este era o Hino evocativo do heroísmo dos « famosos de quarenta que lutaram com ardor ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Recordar as motivações que, em 1640, levaram a burguesia, menosprezada na sua atividade mercantil em favor de outros povos europeus, a aderir à revolta, é um exercício que deve ser feito, para dele se extrair ilações para as dificuldades que passamos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Sendo embora este o último ano em que este feriado nacional permite essa oportunidade, a maioria dos portugueses, no seu pouco saber e na sua experiência de vida, manifestam-se apreensivos perante as incertezas que Portugal, a Europa e o mundo enfrentam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ainda há bem poucos anos, – foi a 1 de Janeiro de 2002 -  os portugueses trocaram o escudo pelo euro e, então, os governantes europeus garantiram que a nova moeda iria proporcionar uma época de mais progresso e desenvolvimento nos países integrantes da moeda única. Na altura, interroguei-me sobre a recusa do Reino Unido em continuar com a libra esterlina. Na minha ignorância, concluí tratar-se de mais uma birra britânica ao avanço da união europeia. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ouvi, porém, muita gente sensata, manifestar a sua admiração e perplexidade perante o imediato aumento dos bens de consumo, sem qualquer contrapartida de salários e pensões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Portugal – dizem várias personalidades ligadas à economia -  está na iminência de voltar ao escudo, moeda criada há 100 anos, após a implantação da República. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este retrocesso, porém, terá graves implicações, dizem os entendidos. Mas os cidadãos anónimos, interrogam-se sobre as consequências que advirão para as finanças públicas, para as poupanças, depósitos e créditos bancários. Haverá uma acentuada desvalorização do escudo? Quanto nos vai custar mais o pagamento do empréstimo feito à troika? Teremos dinheiro para viver? Quem vai suportar as pensões, as reformas e os salários dos funcionários públicos e privados? E os desempregados, esse exército incontável de gente que as alegadas reformas económicas mandou para o olho da rua, e que se vê confrontada com encargos, dívidas e falta de dinheiro para sobreviver?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As notícias dos últimos dias prenunciam uma evolução preocupante da conjuntura económico-financeira da Europa e do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os mais velhos, facilmente, estabelecem comparações com as depressões por que passaram os Estados Unidos e a Europa do pós-guerra, ultrapassadas com as medidas corajosas do Presidente Roosevelt para revitalizar a economia. Nada que os atuais economistas e os historiadores não tenham já referido, como solução para os males que atingem a economia da Zona Euro, sujeita à ganância e ao grande poderio dos senhores do dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A opinião pública, a classe média e os cidadãos mais desprotegidos, começam a duvidar da capacidade dos protagonistas políticos para definir um novo rumo para salvar a Europa de um clima de instabilidade social, semelhante ao que aconteceu na década de 30 e que deu origem aos totalitarismos de líderes « providenciais » de tão má memória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Estranho que governantes e deputados dos parlamentos regional, nacional e europeu continuem aprovando planos e orçamentos, leis e regulamentos para os próximos tempos, como se tudo estivesse a decorrer com normalidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Será que há um plano de contingência para o caso da União Europeia sucumbir e de se fechar a torneira dos apoios comunitários? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Perante a atual conjuntura seria prudente os Açores incrementarem, com as autoridades dos países de acolhimento de emigrantes, na América do Norte e do Sul, novas formas de cooperação em domínios como a investigação científica, a economia marítima, o ambiente, a saúde, a educação e o turismo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A nossa localização, no meio do Atlântico Norte, é um fator importante, com um enorme potencial que não me canso de repetir. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Oxalá haja clarividência para a Europa retomar o seu rumo histórico na senda da paz, do humanismo e da solidariedade entre os povos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://escritemdia.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;http://escritemdia.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2839630278787108234?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2839630278787108234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2839630278787108234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2839630278787108234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2839630278787108234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/12/restauracao-nacional-ontem-e-hoje.html' title='Restauração nacional - ontem e hoje'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-1744469629418892157</id><published>2011-11-29T12:17:00.001-01:00</published><updated>2011-11-29T12:19:55.065-01:00</updated><title type='text'>O Monumento da Vitória</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Nestes tempos de crise, cujo termo alguns governantes insensatos se apressam a antever, há cada vez mais gente duvidando de que melhores dias virão, pese embora as juras de que com grandes sacrifícios lá chegaremos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ao longo da História de Portugal, passámos por graves situações, desde a perda da independência para o reino de Castela, até às mais recentes batalhas pela posse de colónias d'além mar em África e no Oriente, as quais nos ensanguentaram e exauriram as forças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A tudo sobrevivemos, perdendo, embora, vidas e fazendas, amealhadas com dôr, suor e lágrimas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje, o Portugal daqui sofre novas ameaças que, uma vez mais, afrontam os mais débeis da sociedade. Por todo o lado se ouve lamentos desesperançados que o conformismo atávico transforma em impotência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; «Não temos mais que fazer! – confessou-me uma produtora agrícola, na feira da Batalha, encostada à sua banca, explicando-me por que é que ia acabar com o seu pomar que, pelos vistos, produzia enormes pêras e maçãs, à venda por 60 e 70 cêntimos. « Isso é só açúcar – repetia – mas não dá. Para esses frutos estarem assim, grados e sem bicho, tivemos de comprar produtos no Grémio e eles estão cada vez mais caros! » E não há ajudas, perguntei. « Ajudas? De quem? Ninguém quer saber de nós. Somos muito pequeninos e já estamos velhos. O meu marido foi operado, não pode trabalhar e recebe uma pequena pensão que nem chega a 40 contos. Eu também fui operada à coluna. Não vale a pena, vamos cortar as árvores e a terra há-de encher-se de silvas... »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Um pouco mais adiante, uma cigana olha pela banca repleta de chinelos de quarto multi-colores. São chineses, todos o sabem, mas isso não justifica que ela os apregoe a « dois pares cinco euros ». E mesmo assim ficam lá, à espera de mais um dia de feira, em Alcobaça ou em Leiria. São preços de há dez anos, murmurei, ao que ela respondeu « são preços de há dez anos, é verdade! »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Indiferente ao que se passa no mercado da Batalha, está, do outro lado da praça, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mandado construir em 1386 por D.João I, como forma de agradecimento pela vitória sobre os espanhóis na batalha de Aljubarrota. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O Mestre de Avís, sua mulher, a rainha D.Leonor, e toda a « ínclita geração de altos infantes », lá estão sepultados na Capela Funerária que constitui com a totalidade do Monumento, património da Humanidade consagrado pela UNESCO, marco artístico singular do estilo gótico que nunca me canso de admirar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na igreja do Mosteiro dominicano, onde D. João I quis legitimar a sua dinastia contestada pela coroa espanhola, e também o poder régio e a sua capacidade de realização, olhei em redor e encontrei-me só, passando por entre tanta beleza, sem ninguém mais para aclamar e bendizer a arte de tantos artífices desconhecidos, dirigidos pelo Mestre/arquiteto Huguet. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ao longo de duzentos anos em que foi construído, o Mosteiro da Batalha recebeu do poder régio grande apoio da fazenda pública. As capelas imperfeitas, mandadas erigir por D.Duarte revelam o empenho dos monarcas que até D.Manuel I ampliaram o convento, ao estilo mais belo da época.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje, porém, é visível o desgaste de anos provocado pelas intempéries naturais e pela poluição ambiental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Oxalá a mentalidade economicista reinante que, de uma forma assustadora, muitos governantes e fazedores de opinião pretendem impôr ao comum dos cidadãos, não atinja os nossos bens patrimoniais, com cortes cegos em despesas de manutenção de grandiosos imóveis de interesse público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Seria um erro irreparável, pois estar-se-ia a atingir a história e a matriz cultural do povo português, no que tem de mais identificador da gesta secular que tanto nos orgulha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Nesta época em que a globalização parece pretender apagar os traços mais característicos e singulares de povos e nações como Portugal, com uma história de oitocentos anos, compete aos políticos responsáveis pela cultura e educação dar a conhecer às crianças, aos jovens e a todos, em geral, a grande herança recebida dos nossos antepassados.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este é um desígnio nacional, regional e local que não podemos enjeitar, custe o que custar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-1744469629418892157?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/1744469629418892157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=1744469629418892157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1744469629418892157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1744469629418892157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/11/o-monumento-da-vitoria.html' title='O Monumento da Vitória'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-8709672382384959007</id><published>2011-11-21T20:42:00.001-01:00</published><updated>2011-11-21T20:44:30.955-01:00</updated><title type='text'>Estórias de contrabando</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este fim de semana a Espanha vai às urnas. Mariano Rajoy será o novo primeiro ministro que enfrentará uma situação económica e social recessiva, idêntica à de outros países da moeda única europeia. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em pequenas localidades da raia espanhola, junto à fronteira alentejana, algumas faixas do PP e do PSOE sinalizam o ato eleitoral, mas a vida decorre, normalmente. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A ausência de forças da Guarda Nacional é notória pelo (des)ordenamento do trânsito. E a própria fronteira com Portugal, a dois passos, não obriga a qualquer vigilância policial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Antes de março de 1995, nada disto acontecia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Toda a raia alentejana era cuidadosamente patrulhada pela Guarda-Fiscal e GNR. As enormes quantidades de contrabando entrado sobretudo do lado espanhol, obrigavam a que houvesse uma apertada vigilância sobre os prevaricadores, cuja ação lesava a fazenda nacional com a fuga aos impostos alfandegários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Manolo foi um dos contrabandista espanhóis que, desde criança, se iniciou nesta atividade altamente lucrativa. Nasceu em La Codosera, localidade situada perto de Portugal, para onde se passava através de uma ponte estreita. A família – pai e avô - sempre se dedicou àquele negócio. Todos viveram do mercado clandestino que, pela calada da noite, passava para o lado português. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « Tudo o que você possa imaginar se vendia para Portugal. Máquinas, carne, animais, roupas, tudo... Um dia passei para o outro lado uma manada de 250 bois e vacas. Como? Nós pagávamos às altas patentes do posto da guarda, claro! E eles abriam um corredor na fronteira para não haver dificuldades. Levávamos horas e horas. » « Era uma riqueza aqui nesta raia alentejana! »- atalhou o Mosteiro, guarda-fiscal(GF) reformado. « O chefe do posto mandava-nos patrulhar a pé uma determinada área, longe dali. Tínhamos de cumprir o serviço pois o chefe ameaçava-nos que se lá não estivéssemos, das tantas às tantas, ele iria fiscalizar. A gente bem ouvia ao longe uns barulhos estranhos, mas tínhamos de ficar ali, o tempo determinado, até eles passarem... »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « O meu pai, continuava Manolo, tinha uns armazéns junto de casa, onde guardava a mercadoria que vinha de toda Espanha: latas de mel, coelhos, lebres, eu sei lá. Lembro-me, ainda era eu criança, de o meu pai nos ter mandado a um armazém, onde estavam centenas de coelhos e lebres, tirar as vísceras aos animais, para eles não apodrecerem. Era um cheiro insuportável...até fígado de vaca descongelado se passava para a marinha portuguesa... ». E quem transportava tudo? « Eram homens do lado português. Quanto mais transportavam às costas, mais ganhavam. Andavam toda a noite, de um lado para o outro. Havia homens que ganhavam numa noite o que, normalmente se ganhava num mês ». « Era uma riqueza! » repetia o antigo GF. « O pior – continuava Manolo – eram os porcos vivos  fechados em sacas de serapilheira. Faziam um barulho que se ouvia longe! » E a guarda civil espanhola, que certamente conhecia onde estavam as mercadorias, não fazia nada? « Nem se metia. Porquê? Ela sabia que o que interessava à Espanha era vender... Os compradores portugueses pagavam, estava tudo bem! » E de onde eram eles? « De todo o lado. Tinha comerciantes de Lisboa, do Porto, de todo o lado. Quando me casei, com uma rapariga aqui do Alentejo, o meu pai disse-me: Manolo vou-te dar um bom cliente para começares a vida. Sabem quem era? O Paraquedista da Amadora. Era um comerciante que tinha esse nome porque a guarda nunca o apanhava. » De imediato o Mosteiros interrompeu: « Um dia - esta contou-me  há dias um colega da brigada, o chefe mandou o piquete seguir o  Paraquedista por uma estrada onde tinha sido visto. Quando lá chegaram, já o homem tinha desaparecido por outro lado. Era assim...um autentico rato! »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; E do lado português, não havia contrabando? « Pouca coisa. Café, ovos e pouco mais. Você sabe: depois do 25 de abril, o escudo desvalorizou e muita gente com dinheiro comprou ouro. Também fiz contrabando de ouro. Aquilo não era ouro verdadeiro, eram umas placas de ferro banhadas a ouro. Vinham do sul de Espanha. É claro, muitos que as compraram ficaram sem o dinheiro e sem o ouro...(risos) »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « Aqui na raia, até Rio Maior, fizeram-se fortunas. Alguns ainda por aí andam... hoje são uns senhores!... »- continuou o guarda Mosteiros. « Esta gente daqui tinha dinheiro, o contrabando dava muito dinheiro a ganhar a toda a gente. »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em Espanha, o tráfego do contrabando com Portugal é tema de livros e reportagens de jornais e televisão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em Portugal, parece ser assunto tabu, embora os velhos alentejanos já não receiem dele falar ao recordarem outros tempos em que a peseta era moeda corrente do lado português.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A abertura de fronteiras, acabou com o comércio clandestino, mas isso não impede que, atualmente, os portugueses continuem a abastecer-se, em Espanha, de combustíveis mais baratos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É a situação de um país periférico que no mar encontraria, certamente, maior dimensão e um novo e mais promissor futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-8709672382384959007?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/8709672382384959007/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=8709672382384959007&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8709672382384959007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8709672382384959007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/11/estorias-de-contrabando.html' title='Estórias de contrabando'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4223493621879395246</id><published>2011-11-15T13:42:00.001-01:00</published><updated>2011-11-15T13:44:37.836-01:00</updated><title type='text'>A história da Paulina</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Ao erguer-se a manhã, os pássaros saudavam o dia, saltando dos incensos e faias e desenhando em bandos, curvas longas pelo céu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Aos poucos os camponeses iam-se levantando. O ritual era sempre o mesmo: passar, de ligeiro,as mãos pela cara, com água retirada do tanque com um balde de mão e colocada na bacia de esmalte do lavatório de madeira do balcão da cozinha. Ninguém receava ser visto pelos vizinhos que procediam ao mesmo ritual. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « As minhas sopas de café, estão feitas? » reclamava, com voz autoritária e rouca do tabaco da terra, o marido da Paulina. « Já estão ao pé do lar, homem! Hás-de cramar até morrer, louvado seja o Senhor!... »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Amanhada a égua que passara a noite na loja, o Antonico partia, tocando a alimária que a custo subia a ladeira, desviando-se das relheiras sulcadas ao longo de séculos por carros de bois, carregados de milho ou de barrís de vinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Homem que se preze, tem um cavalo à medida dos seus haveres e vai com ele até à igreja, pensava o Antonico, corpo alto e robusto, que na América arrecadara um bom pé de meia. Na freguesia, era um Senhor respeitado. Trajava, diariamente, alvarozes, que seguravam uma corrente de ouro de onde pendia um rico relógio de bolso que ostentava em público. A sua abastança transparecia também nos dentes de ouro. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Como outros jovens, Antonico partiu para a América nos anos 20 e por lá  fez fortuna. A mulher ficou na ilha e teve de tratar de si, enquanto o seu homem não regressava. Tornou-se costureira, ofício de mulher séria e honrada. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mal o sol despontava, junto à ponta do Topo, Paulina saltava da cama para adiantar a lida da casa: acender o lume do lar, fazer o comer do marido,  tratar dos bichos e da lida da casa e adiantar a ceia que o dia é grande e à noite o homem quer a mesa posta, com conduto. Não sendo dia de acender o forno para cozer uma fornada de pão de milho e bolo, a Paulina trajava-se e, de rodilha à cabeça, com a sua velha Singer que comprara a muito custo, lá ia vereda abaixo, a casa da menina Luísa, desmanchar umas roupinhas vindas da América para fazer uns trajes novos para as Festas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ao longo do caminho, Paulina, sempre ligeira, cantarolava, rezava, murmurava, pensava, desviando-se das pedras que os ferros dos burros deitavam ao chão. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « Se eu tivesse ido à América, como o Antonico, não andava agora por aqui, rolando os pés por estes caminhos... »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os dias de Paulina eram sempre iguais. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os filhos embarcaram para as terras frias do Canadá. O pai não lhes pôde mandar « papéis »&lt;/span&gt;&lt;sup&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a class="sdfootnoteanc" name="sdfootnote1anc" href="#sdfootnote1sym"&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/sup&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; para emigrarem para a Califórnia, essa sim, terra onde se fez muito dinheiro nas minas de ouro e de carvão, nos « farms » e nas vacarias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « Coitadinhos...tiveram de abalar por esses mares fora! Estão a abrir caminhos de ferro, nas matas geladas daquela terra sem-fim... », lamentava-se Paulina, encostada à parede do balcão, contando à vizinha as novidades da última carta. « Estão penando muito... mais que o pai! Esse teve a sorte do seu lado. Trabalhou, mas amealhou e agora para que serve tudo? Andamos os dois p'raí, cada um para seu lado e a casa vazia, sem a alegria dos filhos e dos netos, coitadinhos, que nem os conheço. Sabes, Maria, penso que nosso Senhor me vai permitir essa graça...tenho pedido muito à Sra da Piedade.»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « Já se faz tarde para preparar a ceia. Se o Antonico chega a casa e não vê a mesa posta... ai Jesus, Senhor, valei-me! está o caldo entornado!...»&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; E temendo estes maus presságios, Paulina voava, vereda fora, saltando pedras e relheiras, protegida por paredes altas, pejadas de faias e incensos, onde se recolhiam melros e toutinegras, canários e pombos torcazes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;      *** &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Paulina é o exemplo típico da mulher simples e laboriosa: dona de casa, mãe extremosa, submissa, respeitadora do marido e, simultaneamente, consciente da descriminação social de uma sociedade que considera como valores o que são atropelos à dignidade da mulher e da família.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nos tempos por que passamos, é desejável e imperioso um retorno à sociedade rural. Os seus contornos, porém, terão de ser diferentes pois as mulheres já demonstraram que têm muito mais para dar do que a lida da casa e o cuidado dos filhos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A sociedade rural tem de mudar a mentalidade antiga, sem perder valores fundamentais à afirmação da família. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div id="sdfootnote1"&gt;  &lt;p class="sdfootnote"&gt;&lt;a class="sdfootnotesym" name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc"&gt;1&lt;/a&gt;Designação  popular de Carta de chamada e contrato de trabalho   &lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4223493621879395246?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4223493621879395246/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4223493621879395246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4223493621879395246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4223493621879395246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/11/historia-da-paulina.html' title='A história da Paulina'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4588974444674537993</id><published>2011-11-08T12:51:00.001-01:00</published><updated>2011-11-08T12:52:32.462-01:00</updated><title type='text'>Os fortes ventos de leste</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;O início das intempéries invernosas chegou em cima da mudança horária. Mais cedo do que é habitual, pois os ciclones, como diz o povo, costumam surgir em Fevereiro-Março. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Estes fenómenos naturais a que os açorianos estão habituados, desde tenra idade, moldam a identidade do ilhéu que afronta os elementos para sobreviver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Para tanto, necessitou de aprender os sinais que a natureza lhe proporcionava, para cuidar das tarefas do dia-a-dia, em terra e no mar. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A Montanha do Pico constitui, de há muito, para pescadores e marinheiros, lavradores e pastores, um observatório meteorológico. Através da posição e das mais variadas formas das nuvens, das cores do sol posto ou do amanhecer, os entendidos conseguem prever a direção do vento, o estado do mar, a aproximação da chuva ou do mau tempo e os dias de calmia. A Montanha mais alta de Portugal é um verdadeiro barómetro das ilhas do Triângulo e deve ter servido durante séculos os navegantes que, com rudimentares meios de orientação, passavam por estas ilhas do Atlântico Norte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje, a existência de equipamentos sofisticados de observação meteorológica permite previsões fiáveis de vários dias, acessíveis a todos através das novas tecnologias da informação. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Está-se, por isso, a perder a ciência empírica de ler o céu. Os velhos e sábios marinheiros não passaram o saber aos mais novos. Resta-nos, apenas, da sabedoria popular, uma série de provérbios relativos ao tempo que importa divulgar, pois esse património tem grande valia quer científica quer linguística.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Vem tudo isto a propósito da informação meteorológica para os Açores, veiculada pelas televisões nacionais. Os apresentadores revelam uma enorme ignorância sobre a geografia das ilhas e resumem o tempo no arquipélago a dias de chuva ou de sol. Como se o mar não rodeasse estas ilhas e não causasse danos e constrangimentos que nos coarctam a liberdade de movimentos e nos impedem de partir quando queremos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No arquipélago a meteorologia previu ventos fortes e mar com vagas de 9-10 metros, capazes de entrar por terra dentro, como é habitual, enquanto no continente as barras fechavam devido a ondulações de 5-6 metros. Dos Açores, nada se disse, enquanto se amedrontavam os continentais com alertas amarelos com chuvas fracas que só provocaram inundações por incúria e falta de limpeza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Estamos, de facto, muito longe da capital!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Devemos, por isso, insistir que as diferenças de fundo que nos marcam para toda a vida, vivamos nós na ilha ou no exterior, devem merecer um tratamento diferenciado, a que os poderes autonómicos tem o dever de dar resposta, ajudados pelo estado e pelas instâncias internacionais a que pertencemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mas não basta insistir. Importa resistir aos afrontamentos e desrespeitos constantes dos preceitos autonómicos, consagrados constitucionalmente. Mesmo em tempo de crise, pretender que os açorianos sejam afetados em prerrogativas justificadas pelos custos da insularidade, é atentar contra direitos, o que não devemos permitir. Até porque, cada vez mais, credenciados economistas advertem para os efeitos catastróficos das medidas do governo, que juntamente com a União Europeia, terá de refletir sobre a situação grega, e o futuro da Europa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Há cada vez mais gente convencida de que ao pretender-se reformar o Estado e a Economia, se deve ir devagar, sob pena de estar-se a deitar abaixo estruturas e práticas que, não sendo perfeitas, constituem o suporte da organização administrativa e social de um povo e de uma nação.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Diz um princípio filosófico: A natureza não dá saltos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É esta experiência milenar que deve nortear a boa gestão dos estados e das instituições, sem, todavia, esquecer que « todo o mundo é composto de mudança ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não vão bons os dias por que passamos, nem o tempo é de calmia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Oxalá bons ventos nos tragam as cimeiras e a milenar sabedoria grega para que o dinheiro seja súbdito e não o senhor da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4588974444674537993?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4588974444674537993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4588974444674537993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4588974444674537993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4588974444674537993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/11/os-fortes-ventos-de-leste.html' title='Os fortes ventos de leste'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-544016493820868726</id><published>2011-10-30T17:05:00.001-01:00</published><updated>2011-10-30T17:07:23.435-01:00</updated><title type='text'>Pão-por-Deus: o clamor dos necessitados</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;O pão-por-Deus, nos tempos da minha infância, era um dia festivo. Não pelas dádivas que nos colocavam dentro da saquinha de retalhos, feita com roupa da América, mas pela folia que se gerava nas ruas, quando uma moedinha  se recebia dos mais abastados. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Poucos tinham dinheiro, muito menos para dar. Castanhas ou laranjas aqui, biscoitos ou rebuçadinhos ali, e lá íamos, rua fora, batendo à porta das pessoas conhecidas. Os outros, cobriam a pobreza com o xaile, e escondiam a miséria das portas para dentro. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mas se, para algumas crianças o « peditório » era, sobretudo, uma brincadeira, para outras pessoas, nomeadamente mulheres « envergonhadas », o pão-por-Deus era uma maneira de amealhar géneros alimentícios: milho, batatas, cebolas e fruta, de que muitas famílias careciam para calar a fome.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Com o passar dos anos e a melhoria das condições de vida, a tradição foi, naturalmente, rareando e perdendo o sentido original de partilha de bens pelos mais necessitados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O crescimento discriminatório da economia e da riqueza, cada vez mais escandaloso, voltou, no entanto, a reclamar novas formas de apoio à pobreza e, presentemente, não chega já o dia do pão-por-Deus para socorrer os  necessitados. Há organismos vários de resposta à miséria quotidiana, sem mãos a medir para as crescentes solicitações que lhes caem à porta. Todas essas Organizações não governamentais (ONG) e instituições particulares de solidariedade social (IPSS), agindo em rede, desenvolvem, com a ajuda de muitos voluntários, ações nas áreas da saúde e da infância, da juventude, da valorização familiar e profissional e da promoção social. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Podemos dizer que a sociedade civil despertou, na última década, para o dever da intervenção solidária que liberta os carenciados e lhes proporciona o lugar a que têm direito, afirmando a sua cidadania.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Neste Ano Europeu do Voluntariado, instituído para apelar e promover a participação de um quarto da população do velho continente em ações viradas para a sociedade, importa sobretudo responder às necessidades básicas de cerca de um quinto da população portuguesa que, segundo dados divulgados em 2004 pela comissão europeia, continua a viver no limiar da pobreza, agora ainda mais agravada pelo aumento exponencial do desemprego e do abaixamento dos salários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não deixa de ser curioso que a mesma União Europeia que, passados seis anos, nos vem impor medidas gravosas, tivesse  então proposto ao Governo português "a efectiva inserção social dos grupos de risco, através da adopção de medidas ligadas ao rendimento mínimo, a melhoraria dos níveis de qualificação dos desempregados, sobretudo dos menos qualificados e dos jovens e, face ao envelhecimento da população, o abaixamento dos custos da saúde, a reforma das pensões, e o financiamento "regressivo" da saúde, através da redução dos custos financeiros para os grupos mais desfavorecidos. » &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Impunha-se, pois, que as instâncias europeias, orientadas por princípios de desenvolvimento e solidariedade para com os povos mais desprotegidos, revelassem outra sensibilidade, de molde a atrair todos para a « casa comum europeia ». Todavia, não é isso que, nos últimos meses, os cidadãos têm sentido na carne. Daí a sua ilusão perante o projeto comum europeu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Neste dia do pão-por-Deus, assiste-se, de novo, e passados tantos anos, a uma ânsia crescente de muitos jovens emigrarem, pois não vislumbram futuro feliz na terra onde nasceram. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; Ninguém deve ficar indiferente ao grito dos necessitados: nem a igreja, ao apresentar como exemplo a vida de « todos os santos », nem os governantes, a quem compete promover o bem comum, nem as universidades, agentes de mudança e fonte do saber, nem as instituições financeiras e económicas, nem as famílias, núcleos principais da sociedade.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Dar « pão-por-Deus », hoje, implica promover projetos criativos e inovadores, geradores de esperança e alegria, que contribuam para o desenvolvimento solidário e para a paz. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-544016493820868726?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/544016493820868726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=544016493820868726&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/544016493820868726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/544016493820868726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/10/pao-por-deus-o-clamor-dos-necessitados.html' title='Pão-por-Deus: o clamor dos necessitados'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-8803837957327800565</id><published>2011-10-22T16:11:00.001Z</published><updated>2011-10-22T16:14:28.767Z</updated><title type='text'>Desigualdades na repartição de sacrifícios</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Nos últimos dias, após a opinião pública tomar conhecimento do aumento de impostos e da perda de direitos adquiridos prevista no próximo Orçamento de Estado, um ambiente de descontentamento, insatisfação e de revolta, se apossou do cidadão comum, que nunca conheceu tão gravosas medidas governamentais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É verdade que os pobres já não sentem a crise porque estão, permanentemente, em dificuldades. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O que sucede agora é que os cortes salariais, os despudorados aumentos de impostos e de outros benefícios consagrados em lei, afetam a classe média que mais contribui para o funcionamento do Estado. E isso dói e deixa feridas profundas que poderão alastrar e gerar a revolta social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Até agora, comentadores e analistas económicos tem-se desdobrado em justificações sobre os benefícios da receita do governo, alegando ser o processo mais correto de o país colocar as contas em dia. Todavia, um cada vez maior número de cidadãos indignados contesta essa tese, afirmando que quem gastou mais do que devia, que pague a dívida. São duas visões antagónicas, extremadas por uma crise que afeta sobretudo os que menos têm, e salvaguarda a riqueza dos potentados económicos e financeiros. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quem estiver atento aos media e aos « pregadores » do modelo neoliberal, apercebe-se da tramóia montada para fazer crer aos mais incautos, que não há outras alternativas senão pagar, atempadamente, tudo o que pedimos emprestado e que os sacrifícios irão continuar por anos a fio. Mas como, se os governantes afirmam que, em 2013 (?), Portugal iniciará a recuperação económica?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ou será que o que se pretende é a política da terra queimada que favorece os banqueiros e a alta-finança, e um figurino económico rejeitado pelo povo português quando aclamou: « 25 de Abril sempre »!? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na manifestação dos « indignados », foi evidente a presença massiva de jovens, ao lado de um apreciável número de reformados. Quem pensasse que os novos andam distraídos com o rumo da sociedade, enganou-se. Os jovens, porque mais esclarecidos, sabem bem o que querem e estão determinados a atingir os seus objetivos, que não se quadram apenas com um bom emprego e uma qualidade de vida satisfatória, antes com a sua realização pessoal e coletiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Esta é a grande diferença dos adultos, muitos dos quais, foram subservientes ao trabalho, aos padrões sociais vigentes e a regras que contrastavam com a afirmação da personalidade, da justiça e da dignidade humana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A Europa e Portugal estão hoje confrontados com novos paradigmas sociais e éticos que afrontam, por vezes violentamente, o « status quo ». É a resistência popular a regimes políticos cuja atuação ilegítima a sua autoridade, por atentar contra o bem-comum e os direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não será que estamos perante um regime semelhante? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O governo, para ultrapassar a crise, afirma o Presidente da República,  não zela pela « equidade fiscal, pela igualdade de repartição de sacrifícios, retira benefícios a uns sem que outros contribuam do mesmo modo, » e isso “põe em causa a coesão nacional”. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Isto é sinal evidente de que « medidas de austeridade mal repartidas » podem gerar convulsões que afetam a paz social e o progresso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O desemprego dispara e a miséria aumenta. Apesar disso, os governantes proclamam aos quatro ventos que não há volta a dar e que os sacrifícios são inevitáveis. Mesmo assim, não garantem o sucesso da receita, o que revela incapacidade para apresentarem aos portugueses soluções adequadas que promovam a esperança num futuro melhor e diferente.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os poderes públicos têm o dever de promover a justiça e a equidade, o desenvolvimento e o bem comum. Se assim não procedem, cabe ao povo o direito e o dever de tomar nas próprias mãos o seu destino.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É esta a questão que, em última análise, preocupa o Chefe do Estado. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-8803837957327800565?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/8803837957327800565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=8803837957327800565&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8803837957327800565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8803837957327800565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/10/desigualdades-na-reparticao-de.html' title='Desigualdades na repartição de sacrifícios'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-1263728458387041859</id><published>2011-10-17T20:46:00.000Z</published><updated>2011-10-17T20:47:57.629Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;O sucesso(r) de César&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;O anúncio por Carlos César de que não se recandidatará à Presidência do Governo, no próximo ano, veio calar muitas vozes do PSD que, nos últimos tempos, temeram que isso acontecesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Vários «outdoors» da JSD divulgaram uma frase do líder do PS afirmando que não se recandidataria a novo mandato e algumas figuras social-democratas aprestaram-se a tomar a defesa jurídica da tese da incapacidade estatutária para o efeito, com que Cavaco pactuaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ironicamente, os mesmos que desencadearam a campanha, vêm agora considerar que a decisão e substituição de César não lhes diz respeito... &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este episódio político – tal como a inesperada demissão de Mota Amaral, desejada por muitos – marcará um dos ciclos da história autonómica açoriana, a que não são indiferentes nem a opinião pública, nem os cidadãos eleitores em geral, nem os protagonistas dos aparelhos partidários. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os partidos da oposição vêem a substituição de César por Vasco Cordeiro, político dinâmico e empenhado que ajudei a formar na adolescência, como uma oportunidade para a mudança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os militantes e dirigentes socialistas pretendem continuar no poder que, a muito custo, retiraram ao PSD após 20 anos de governação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Uns e outros, presentemente, estão mais preocupados em ficar ou em conquistar os gabinetes da governação que interferem diretamente na vida quotidiana de uma região pequena como a nossa, dadas as fragilidades económicas e sociais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A declaração de César é sinónimo de desapego ao poder, na lógica da ética republicana e, estou convencido, foi uma pedrada no charco da opinião pública, habituada a procedimentos diferentes. Interrogo-me, porém, acerca do porquê de a comunicação social nacional não lhe ter dado o devido destaque, nem a ter trazido a debate. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O mérito e o exemplo de Carlos César vão, certamente, ser aproveitados pelos socialistas para conquistarem nova vitória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Penso, no entanto, que o líder socialista percebeu que devia, o quanto antes, dar lugar aos novos: porque têm novas ideias, novas formas de vida, novos valores que, juntamente com os valores tradicionais, constituem o esteio para uma nova ordem social e económica que, lenta e impercetivelmente, se começa a desenhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O que Carlos César pede aos novos protagonistas é que tragam à política regional disponibilidade e honestidade para servir o bem-comum, coragem para enfrentar desafios difíceis e a capacidade para interpretar os anseios dos açorianos, pois a região enfrenta as consequências de uma crise económica europeia muito profunda, originada pela fúria descontrolada dos poderes financeiros que escondem a sua ganância nos becos da globalização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os próximos plano e orçamento regionais englobam, estou certo, uma visão diferente, impensável, há três anos, quando o executivo tomou posse. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O atual Presidente do Governo pretenderá, pois, corrigir programas desadequados à nova situação orçamental e apontar novos rumos para a frágil e dependente economia destas ilhas perante uma crise profunda que abala a Europa e o Mundo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A aposta no turismo, que teve em César o seu principal impulsionador, deve responder sobretudo às potencialidades que têm sido reconhecidas por entidades internacionais, continuando a apostar na formação dos profissionais do setor e envolvendo as populações como agentes importantes e informantes dos visitantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na área da construção civil – há quem diga: «mais casas, não!» -  importa, porém, renovar o parque habitacional degradado das cidades e das zonas rurais, integrando parte dessas habitações no turismo, como sucede noutros países, e gerando mais empregos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As infraestruturas da educação permitem antever novas  perspetivas nos domínios da investigação científica e da inovação tecnológica. Este deve ser o novo pilar de uma região com um potencial marítimo enorme, mas desaproveitado, e uma agricultura quase imune a doenças, o que abre caminho à agricultura biológica em grande escala. E outras apostas mais, na chamada economia tradicional, deverão surgir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não é tarefa fácil, sobretudo para quem está mais habituado a criticar procedimentos do que a apresentar medidas novas e arrojadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Os eleitores de todas as ilhas aguardam por novas soluções  credíveis e realizáveis que respondam aos novos tempos, não de pendor liberal e consumista que originou a crise atual, mas de pendor desenvolvimentista e solidário, integrando todos num projeto comum, promotor da equidade e da dignidade humanas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É perante este desafio que as forças políticas estão colocadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O tempo de César está a terminar. A História o julgará.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-1263728458387041859?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/1263728458387041859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=1263728458387041859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1263728458387041859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1263728458387041859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/10/o-sucessor-de-cesar-o-anuncio-por.html' title=''/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-8213641825357156581</id><published>2011-10-12T09:17:00.001Z</published><updated>2011-10-12T09:20:28.912Z</updated><title type='text'>Carta de Lisboa</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Amigo José Feijoco&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Há dias, sentados à mesa, celebrando a abundante colheita das tuas vindimas, falávamos da crise que parece não afetar muita gente, lá para as nossas bandas. No meio de um suculento caldo de peixe, cozinhado pelo teu genro, com o coração no mar mas emprego em terra, trocámos impressões sobre o modo melhor de tratar das vinhas e das figueiras e delas tirar algum proveito para as labutas e canseiras que sempre trazem, muito mais agora que os anos vão pesando e « os cabelos branqueando »...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Valem, na apanha das uvas, os amigos que sempre se chegam para ajudarem-se uns aos outros – hoje para aqui, amanhã para ali, sempre numa roda viva por esses campos cada vez mais incultos, enchendo-se de faias e de incensos, que já não há quem os trabalhe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na cozinha da tua adega onde a tua filha, pintora de profissão, fez a sua residência – « tenho casa bastante p'ra mim, vou gastar o dinheiro a passear » - montaste uma mesa grande e farta. Só faltou uma viola e um bandolim para puxar a chamarrita, pois a tua voz forte, educada na capela do Pe Francisco, daria o mote para levar senhoras e homens, meio aviados pelo teu bom vinho de cheiro, ao meio da sala.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A festa, por isso, acabou mais cedo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No outro dia tive de rumar para Lisboa, capital de um cada vez mais pequeno império sem terras, nem ouro, nem especiarias, que o fausto dos reis da quarta dinastia desbarataram construindo palácios para manter os vassalos na dependência dos poderes autoritários. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mas não se ficou por aí o esbanjamento de riquezas que o país arrecadou ao longo dos séculos. Alguns países estrangeiros, ditos amigos ou a nós ligados por velhas alianças, foram autênticos sanguessuga da fazenda nacional. Nesse lote não esquecemos a Grã-Bratanha que, por via do apoio militar às invasões francesas, impôs a D.João VI, então no Brasil, o General Beresford para comandar os destinos da nação, sem apelo nem agravo do exército e das indústrias portuguesas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ali próximo, está a estátua do Marquês de Pombal, construída pelo escultor republicano Francisco dos Santos (1878-1930). A ele foi também encomendada a escultura representativa da República, colocada no átrio da Assembleia.  &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Pombal, do seu imponente pedestal, observa a cidade que ele arquitetonicamente renovou, após o grande terramoto de 1755. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Sebastião José de Carvalho e Melo, Secretário de Estado do Reino ao tempo de D.José, costuma ser acusado pela expulsão dos jesuítas, mas esta decisão controversa e, talvez, condenável, subestima decisões importantes sobre o incremento da indústria portuguesa, atrofiada pela importação de produtos estrangeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Pela Praça do Marquês, passa o vai-vem da cidade, num bulício interminável que só a contestação popular consegue sossegar, de tempos a tempos e em circunstâncias de crise como esta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No primeiro do mês e mais uma vez, desfilaram por aqui milhares e milhares de manifestantes, protestando contra medidas impostas pelos  senhores do poder e do dinheiro que - dizem - nos conduzirão a dias melhores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Caro José Feijoco&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Tu que foste habituado desde menino ao trabalho duro dos campos que não dá tréguas aos que acreditam que « quem quer tem », já por aqui andaste.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ingressaste na Guarda Fiscal, num quartel de uma cidade distante de movimentações populares, ainda no tempo da outra senhora, quando os servidores do estado eram obrigados a professar a sua fidelidade ao regime do Estado Novo que, invocando a segurança nacional, praticava a repressão de direitos e liberdades que a Constituição de 1933 sonegava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não se diga que, então, os trabalhadores não produziam, com o melhor do seu esforço e dedicação. Mas não chegava. Os salários, muito lentamente, subiam e isso obrigou muitos milhares a partirem, clandestinamente. De alguns soubeste que fugiram, mas seria desumano não fechar os olhos, tais as dificuldades familiares. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mais tarde, também largaste a Guarda para teres um futuro melhor para os teus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;As crises económicas e sociais são cíclicas e é contra as penalizações sobre os mais fracos que milhares e milhares de pessoas fizeram ouvir os seus brados, junto da estátua do Marquês. Terá valido a pena?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Oxalá, meu caro José, possamos dentro em pouco, conhecer uma nova arquitetura social em que o dinheiro se sujeite à justiça, à dignidade das pessoas, à economia e ao bem-estar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É difícil, mas não é impossível. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Um abraço sela a nossa amizade. Até para o ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; C.P. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-8213641825357156581?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/8213641825357156581/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=8213641825357156581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8213641825357156581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8213641825357156581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/10/carta-de-lisboa.html' title='Carta de Lisboa'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2316726556666080979</id><published>2011-10-05T15:30:00.001Z</published><updated>2011-10-05T15:32:36.327Z</updated><title type='text'>A propósito da visita de Cavaco</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Há o sentimento popular de que os açorianos e a vida neste arquipélago não é bem entendida pelos continentais, nomeadamente por certas individualidades ligadas ao poder local e nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ainda esta semana, numa repartição pública, uma funcionária contestava essas posições, contrapondo-as com o seu arreigado portuguesismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O certo é que, sempre que alguma autoridade nacional visita os Açores, invoca a unidade nacional, como se ela estivesse em causa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A recente deslocação do Presidente da República às ilhas da coesão e ao concelho de Ponta Delgada (porquê esta exceção?), pretensamente para conhecer e dar visibilidade às ilhas de Sta Maria, Graciosa, São Jorge, Flores e Corvo, fez-me lembrar visitas ministeriais e presidenciais de antes e após o 25 de Abril, das quais excluo a presidência aberta de Mário Soares; nada trouxeram de novo, a não ser a constatação, pelas populações, do distanciamento e inoperância dos poderes centrais para resolverem pequenos e velhos anseios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Aconteceu assim com a visita de vários Ministros das Obras Públicas e com as visitas presidenciais de Craveiro Lopes e Américo Tomás. Os inquilinos de Belém regressaram a Lisboa carregados de presentes, mas não retribuíram os açorianos com projetos de desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Volvidos tantos anos, é fácil comparar procedimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A visita de Cavaco Silva, passou ao lado das populações simples, ordeiras e laboriosas das ilhas menos populosas e mais envelhecidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As imagens televisivas revelaram o distanciamento das populações locais da comitiva presidencial. Provavelmente, porque muitos açorianos, interiorizaram a necessidade de contenção de despesas dos portugueses em geral, e dos titulares de cargos políticos, em particular, a começar pelo Presidente da República. Não se lhes peça, pois, que concordem com as refeições que os contribuintes pagam a comitivas abonadas com ajudas de custo e outros subsídios e das quais não prescindem. Esta é uma explicação que ninguém confessa, abertamente, mas segreda entre-dentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A outra questão prende-se com o distanciamento das autoridades, do cidadão comum. Quando em campanha eleitoral, os candidatos percorrem a pé avenidas, ruas e becos, abraçam e beijam eleitores, misturam-se com a multidão, sem preocupações visíveis de segurança. Investidos de autoridade, o poder sobe ao trono, torna-se inatingível, incontactável, afasta-se o mais que pode do povo, verdadeiro detentor do poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O alegado festival de bandas de música, promovido pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, nas portas da cidade, era o cenário exemplar do que acabo de dizer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O interior da Praça foi resguardado por uma enorme tenda que abrigava Cavaco Silva e mulher, autarcas e convidados do município e as bandas que fizeram o único número do programa. O ar festivo vinha das colchas caras de veludo branco, colocadas pelo município, nas varandas laterais. O povo - verdadeiro soberano do regime democrático – estava distante, nos passeios laterais junto às arcadas, sob o olhar atento da polícia. A meia dúzia de metros, cães-polícia preparados para eventuais tumultos aguardavam enjaulados, frente ao Comando regional da PSP, o alerta de entrada em ação. Como se os açorianos não tivessem demonstrado já que, apesar de tantas injustiças e incompreensões, têm o bom-senso suficiente para fazer valer as suas convicções, de forma pacífica, nos lugares próprios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Cavaco tem de « agradecer » à PSP o zelo colocado na segurança da comitiva presidencial que, certamente, impediu a aproximação de muitos dos seus eleitores que ali estavam para o saudar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Num balanço sumário à visita Presidencial, julgo que Cavaco Silva deveria ter adiado a vinda aos Açores para outra oportunidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os efeitos da crise são tão alardeados que qualquer autoridade deve dar exemplo de contenção, para que não nos exijam mais sacrifícios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Os açorianos já perceberam que só um governo próprio responde aos seus anseios e os governantes de Lisboa têm de compreender as dificuldades da autonomia para que a equidade e a unidade nacionais não sejam postas em causa. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; Ser português aqui, no meio do Atlântico Norte, fronteira e porta de entrada da Europa traz contrapartidas para o Estado que a miopia centralista não enxerga. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É por isso que os Açores são cada vez mais valorizados a nível mundial seja pela posição estratégica, seja pelas características e condições ambientais que oferecem ao ocidente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Será que o Presidente percebeu tudo isto?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2316726556666080979?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2316726556666080979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2316726556666080979&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2316726556666080979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2316726556666080979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/10/proposito-da-visita-de-cavaco.html' title='A propósito da visita de Cavaco'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2198116108324546508</id><published>2011-09-24T13:14:00.001Z</published><updated>2011-09-24T13:17:03.368Z</updated><title type='text'>Horta – cidade inconformada</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Um dia destes viajei até à Horta, sem outro intuito que não fosse observar a cidade, enquanto arranjavam o meu carro, na Madalena. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A opção não foi a mais acertada,pois apanhei uma valente molha em cima do cais, eu e todos os passageiros, nomeadamente, idosos e crianças, enquanto os marinheiros retiravam, do interior do barco e com grande calma, algumas peças de automóveis. Barafustei: « isto é pior que o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; terceiro mundo »; mas um jovem atalhou: « isto é o décimo mundo! », »não se percebe por que não colocam aqui uma manga para os passageiros não se molharem ».  Alagado dos pés à cabeça, entrei no barco e disse ao mestre que passava indiferente: « porque é que umas peças de automóveis valem mais que pessoas à chuva? » O homem não respondeu, entrou na cabine do comando, provavelmente, pensando que nada tinha a ver com isso, que a empresa « Portos dos Açores » é que devia tratar melhor os passageiros, que a gente aqui faz o nosso serviço o melhor que sabemos e podemos...&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GXIGffELC_M/Tn3YIvEjyaI/AAAAAAAAB5Y/AS9X0DTVQkk/s1600/horta.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 181px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GXIGffELC_M/Tn3YIvEjyaI/AAAAAAAAB5Y/AS9X0DTVQkk/s320/horta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655914351633353122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Do outro lado do canal, uma cidade a crescer para os lados da Alagoa, onde está a ser construída uma grande estrutura portuária, destinada às ligações inter-ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os faialenses, não lhe dão grande importância e, na sua verve crítica, dizem que talvez fosse melhor ampliar a doca para receber navios cruzeiros, porque o cais já é pequeno. Curiosamente, o paquete « Athena », um velho navio de luxo, em trânsito para as Caraíbas, estava só, no velho porto artificial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Junto à Avenida marginal, a marina abriga dezenas e dezenas de iates e embarcações de recreio pois os pequenos veleiros que atravessam o Atlantico Norte, já regressaram à Europa. De volta à América Central, procedentes do Mediterrâneo, estão os grandes iates, prestes a passar, ostentando a opulência das grandes fortunas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A Horta é, de facto, um cais obrigatório de escala do iatismo e começa a ser, também, um centro de prestação de serviços e de observação de cetáceos. Junto ao velho cais de Santa Cruz, aninham-se, em pequenas casas de madeira, empresas destinadas a esse fim e, mesmo em dia de chuva, as embarcações não deixam de sair para observar baleias, golfinhos e demais mamíferos marinhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Oxalá o whale-watching, autentica galinha dos ovos de ouro, não descure a vertente técnico-científica e tenha o máximo cuidado no transporte dos  visitantes, utilizando modernas e cómodas embarcações, que serão a maior promoção deste destino singular.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É neste segmento de mercado que temos de apostar, fortemente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A cidade da Horta tem condições excecionais porque todo o casario corre para o mar, sob o olhar e proteção da Montanha do Pico que empresta à ilha azul o cenário mais belo do triângulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há anos, houve quem defendesse as potencialidades e complementaridade das três ilhas. No entanto, já o Faial levava vantagem como centro urbano, cidade capital de distrito e com infraestuturas e serviços inexistentes nas outras duas ilhas. Mais tarde, os políticos regionais do início da autonomia não deixaram cair os pergaminhos faialenses e fixaram lá a sede do Parlamento. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A tri-centralidade insular começou a alterar-se, a partir da construção dos portos comerciais e dos aeroportos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O porto do Pico permitiu que as casas comerciais faialenses perdessem influência no abastecimento de mercadorias. O comércio da Horta ressentiu-se e não se adaptou às novas circunstâncias. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A inevitabilidade de mais ligações de médio curso com o aeroporto do Pico, provocará novos constrangimentos e uma forte e escondida pressão na capital, para que nada se altere. Mas não vale a pena retardar a evolução. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mais cedo ou mais tarde, a complementaridade do triângulo funcionará e proporcionará novas vantagens aos empresários e ao desenvolvimento insular.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No « canto da doca », olhando a cidade-mar, Helder Castro dizia-me: « Eu acho que o aeroporto do Pico deve receber voos charters. Ganhava o Pico e ganhava o Faial porque estamos aqui a dois passos. » E continuava: « sei que na Horta há muita gente que pensa o contrário, mas julgo que estão errados. »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Terminado o meu passeio pela cidade, concluí: o que precisamos é de ser criativos e menos conservadores nos investimentos que, aqui e ali ainda vão surgindo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O tempo dos aventureiros, olheiros da lua e do mar, deu lugar ao iatismo orientado por satélites. Quem compreender estas mudanças, certamente, vai ter futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista C.P. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2198116108324546508?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2198116108324546508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2198116108324546508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2198116108324546508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2198116108324546508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/09/horta-cidade-inconformada.html' title='Horta – cidade inconformada'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GXIGffELC_M/Tn3YIvEjyaI/AAAAAAAAB5Y/AS9X0DTVQkk/s72-c/horta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-7114740818931814673</id><published>2011-09-18T11:16:00.004Z</published><updated>2011-09-18T11:28:59.150Z</updated><title type='text'>96 anos</title><content type='html'>O meu pai faz hoje 96 anos.&lt;br /&gt;É uma data que não posso deixar de partilhar com os meus leitores que, certamente, se congratulam com a minha e nossa alegria.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-7tJ975OtYjU/TnXVQAP52GI/AAAAAAAAB5Q/S7hcvTtGpwU/s1600/Sr%2BErmelindo%2B2-1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 217px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7tJ975OtYjU/TnXVQAP52GI/AAAAAAAAB5Q/S7hcvTtGpwU/s320/Sr%2BErmelindo%2B2-1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653659378154854498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lendo muito e escrevendo outro tanto, foi esse o segredo da sua longevidade. Por isso a sua lucidez e memória são prodigiosas de tal modo que, diariamente, se senta em frente ao seu portátil e escreve para os jornais.&lt;br /&gt;Ainda há um mês publicou o livro "Lajes do Pico - primeira povoação da ilha", após a publicação, há um ano do "Album da Ilha do Pico", ambos editados pela Publiçor.&lt;br /&gt;No convívio dos seus filhos e netos, celebra, na sua adega da Engrade-Piedade-Pico, as sua muitas primaveras.&lt;br /&gt;Que este dia se repita, até Deus querer!&lt;br /&gt;(foto de Jorge Blayer, a quem agradeço)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-7114740818931814673?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/7114740818931814673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=7114740818931814673&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7114740818931814673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7114740818931814673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/09/96-anos.html' title='96 anos'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7tJ975OtYjU/TnXVQAP52GI/AAAAAAAAB5Q/S7hcvTtGpwU/s72-c/Sr%2BErmelindo%2B2-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-1571659460191441368</id><published>2011-09-17T18:03:00.001Z</published><updated>2011-09-17T18:07:57.484Z</updated><title type='text'>Museu marítimo de construção naval</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Quem anda por estas terras, apercebe-se, facilmente, que a média de vida é cada vez mais alta. Os censos, de dez em dez anos, confirmam-no.&lt;/span&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As pessoas, embora idosas, são ciosas das suas tradições. São elas os garantes de memórias que constroem a identidade de cada localidade e de cada ilha. No ocaso da vida, a saudade tonifica a existência e resguarda vivências pessoais e coletivas que constituem um esteio do presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Tudo isto a propósito de um museu particular, o Museu Marítimo – instalado em Santo Amaro do Pico, junto à rampa, por onde foram lançadas ao mar largas dezenas de embarcações de médio porte. Conheci o seu proprietário, José Silva Melo, na década de 80. Residia em Bristol, EUA, numa casa, tendo anexa uma completa oficina de carpintaria.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ztXmTWnTIR8/TnTh11H4BtI/AAAAAAAAB5I/PmwMo6zDP_c/s1600/Museu%2Bmar%25C3%25ADtimo-constru%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bnaval.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ztXmTWnTIR8/TnTh11H4BtI/AAAAAAAAB5I/PmwMo6zDP_c/s320/Museu%2Bmar%25C3%25ADtimo-constru%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bnaval.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653391747166242514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em 1958, seu irmão e meu colega, Eugénio da Silva Melo, também ele com uma vocação inata para o desenho, ao passar pela avenida olhava para o saco da doca de Ponta Delgada e dizia: « quem construíu aquela traineira «  Ilhéu », da Corretora, foi meu irmão José ». &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Desse tempo, ficaram memórias que o desenhador de iates e embarcações de recreio de uma fábrica de Bristol, conservava cuidadosamente na sua oficina: recortes de jornais, fotografias, miniaturas de embarcações picarotas e, um enorme entusiasmo de contar estórias do seu passado de ilhéu. Mostrava essas recordações, com um brilho nos olhos e uma alegria, como se visualizasse a bonita traineira, retratada num postal turístico que  correu mundo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A sua menina dos olhos, porém, era uma grande ventoinha, por ele construída, que fornecia energia à sua residência. Foi, certamente, o seu maior invento, pois trouxe-a dos Estados Unidos e instalou-a na sua casa de Santo Amaro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Passei por lá um dia destes e estranhei a porta fechada, pois nos baixos da sua casa passava a maior parte do dia, recebendo visitantes e construindo peças de artesanato. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Que teria acontecido? « O José de Melo voltou à América e talvez não regresse mais aqui... » disse-me o mestre Carlos Melo – o endireita de Santo Amaro, como é conhecido. « Ele teve um AVC como eu, mas não recuperou. Eu fiquei sem me mexer, mas como vês, já ando. Ainda agora vim da América. Fui lá com a minha filha e quando cheguei comecei logo a trabalhar. Ainda hoje já me bateram à porta 18 pessoas. Agora até os médicos me mandam os doentes e só quando eu não posso fazer nada é que eles vão para o hospital. »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; E José de Melo, filho de Manuel Joaquim Melo, construtor naval a quem ele dedicou o seu museu bem como aos outros construtores navais: José Teixeira Costa, Júlio Matos e João Alberto que criaram novas traineiras de madeira adequadas à captura de atum de salto e vara? Que é feito das suas obras criativas? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; José de Melo preocupou-se em guardar documentos fotográficos, moldes, ferramentas da construção naval e artefactos. Quem entrava no museu, admirava-se como um emigrante « retired » (reformado), se preocupava tanto com a preservação da memória e da identidade de uma atividade que dinamizou aquela pequena localidade da costa norte do Pico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; José de Melo talvez « não regresse mais aqui ». À porta, a informação: « closed ». &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Será que um dia destes, alguém abrirá a porta para mostrar o espólio do criativo construtor naval que tantos iates de recreio projetou? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Como José de Melo, há tantos outros emigrantes, regressados à pátria, interessados em revelar memórias que, ao longo dos anos foram arrecadando, apenas com o intuito de afirmar a sua identidade e matar saudades de outros tempos e de outras vivências.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Porque este museu está fora da rede oficial, será que vai cair no esquecimento e continuar « closed »?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ou será que vale a pena fazer dele o embrião do tão falado museu marítimo de contrução naval há muito reivindicado e que ainda não passou do papel?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-1571659460191441368?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/1571659460191441368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=1571659460191441368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1571659460191441368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1571659460191441368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/09/museu-maritimo-de-construcao-naval.html' title='Museu marítimo de construção naval'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ztXmTWnTIR8/TnTh11H4BtI/AAAAAAAAB5I/PmwMo6zDP_c/s72-c/Museu%2Bmar%25C3%25ADtimo-constru%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bnaval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-7559224328232637418</id><published>2011-09-11T22:29:00.000Z</published><updated>2011-09-11T22:30:48.622Z</updated><title type='text'>As uvas ainda estão verdes</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando em junho aqui cheguei, todos anteviam um bom ano vinícola, melhor que o anterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As labutas normais foram decorrendo: sulfatar as vinhas de quinze em quinze dias, mondar, levantar uvas para o sol amadurecer os cachos protegidos por paredes basálticas e maroiços, do rossio do mar e dos ventos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há umas semanas para cá, quando se previa que a chuva daria uma ajudinha muitos começaram a torcer o nariz. Afinal, a maior parte da uva de cheiro continua verde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ainda houve quem programasse vindimas para os fins de agosto, mas a maioria desistiu e aguarda o fim do ciclo da uva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não há nada a fazer – diz-se por aqui. Se as uvas não estão maduras, o vinho não presta e cedo se transformará em vinagre, e até este, para ser bom, tem de ser feito com bom vinho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este é o retrato do que se passa na Ponta leste da Ilha do Pico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ao contrário, este é um ano abundante em uva da madeira. Quem a tem, dá graças a Deus; quem a não plantou, lamenta-se e espera que os saibéis (uva que de alto teor alcoólico, utilizada para dar cor ao vinho de cheiro) cuja apanha é mais tardia, compensem a produção de uva de cheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O mais curioso é que os pequenos viticultores que produzem para consumo doméstico não se lamentam do que está a acontecer. Fruto do pragmatismo popular, dizem que, na agricultura, tudo tem o seu tempo certo -  « tarde nem para o céu »- e atribuem as razões ao tempo: às mudanças climáticas, recentemente confirmadas pelos cientistas, e à falta de chuva na altura certa. Importa, pois, esperar... Há quando? A natureza é quem dirá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os antigos diziam: »primeiro de agosto, primeiro dia de inverno ». Os dias passavam quentes, num brumaço insuportável que só o mar contrariava. Agosto é o mês das lavadias – ondas enormes e volumosas que varrem a costa de uma ponta à outra, lavando as rochas altas e afastando  banhistas. Depois, setembro, fim de estação, mês de vindimas e do regresso ao trabalho às aulas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando era criança, ouvia dizer que o Sr. João Lacerda, que no alto da Engrade tinha uma vistosa adega, deixava a Ponta da Ilha antes do início do Outono. O certo é que quem ficava atrás, apanhava com chuvas e ventos do « ciclone do João Lacerda ».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje, já não é assim. Os tempos estão a mudar, em todas as situações da vida. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As aulas já não abrem a 7 de outubro, como foi regra anos e anos mas, que eu saiba, as escolas têm os mesmos tempos letivos e professores e alunos, obrigados a cumprir horários, não manifestam o entusiasmo e alegria do reencontro, que nós tinhamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O outono vem aí e depois a hora de inverno. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O nascer do sol, nesta ponta leste do Pico, ocorre por volta das sete e meia. A essa hora, já muitos agricultores, estão na lida dos campos: na ordenha das vacas ou na apanha das uvas, enchendo baldes e barsas para esmagar nos velhos lagares das adegas. Trabalho penoso mas alegre porque misto de entreajuda e solidariedade a vizinhos e amigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A brisa suave das manhãs ajuda a azáfama dos vindimantes mas, a meio da manhã, a força do sol queima e nem abeiros, chapéus de palha e bonés sustêm os suores em bica. Água, só a água mata a sede. Ao jantar do meio dia, no entanto, outras bebidas são servidas para acompanhar pratos de peixe, de carne e outras iguarias...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É assim todos os anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Temo que quando a geração dos 50 e 60 anos deixar de andar pelos currais de vinha a podar, a cavar e mondar, a sulfatar, levantar e apanhar as uvas, e a fazer o vinho, a paisagem natural e humana desta ilha mudará, completamente, e nenhuma atenção se dará às heranças dos antepassados.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; E é pena, pois a identidade de um povo mede-se pela preservação das suas tradições e cultura. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Engrade-Pico, 8 de setembro de 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-7559224328232637418?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/7559224328232637418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=7559224328232637418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7559224328232637418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7559224328232637418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/09/as-uvas-ainda-estao-verdes.html' title='As uvas ainda estão verdes'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3786648535497093717</id><published>2011-09-05T11:28:00.000Z</published><updated>2011-09-05T11:29:12.284Z</updated><title type='text'>A RTP-AÇORES É O PRENÚNCIO DO ATAQUE À AUTONOMIA</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:14.0pt;font-family:Verdana" lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A decisão de reduzir as emissões diárias da RTP-Açores para quatro horas, anunciada pelo ministro da tutela a uma comissão parlamentar da Assembleia da República e não pela administração da TV pública, revela a forte influência do governo sobre aquele órgão de comunicação social e o desprezo que lhe merecem os órgãos de governo próprio regionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A maior parte dos responsáveis políticos regionais reagiram contra, mas as suas vozes não chegaram a Lisboa, e muito menos foram secundadas e apoiadas por qualquer dos partidos. O CDS/PP-Açores cujo líder regional é vice-presidente do partido foi a única voz a clamar no silêncio dos centristas e o mesmo aconteceu no PS, PCP, e Bloco. O PSD, que em tempos tanto se bateu por uma emissão regional própria, apresentou uma proposta para nova empresa, constituída por um grupo de entidades públicas e privadas, cujos interesses são contrários e, por vezes, antagónicos à filosofia de um serviço público.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Vem de longe, a tese de se abrir uma janela no canal 1 da RTP, onde fosse integrada a programação regional da RTP-Açores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Os propósitos então aduzidos, visavam reduzir custos ao Estado. Todavia, o que os governantes centralistas pretendiam era, tão somente, atingir o cerne da autonomia democrática. Ofuscando a identidade insular açoriana e as legítimas aspirações do nosso povo espalhado por nove ilhas, retirando visibilidade aos governantes regionais e locais, às suas instituições sociais, culturais e económicas, aos poucos e poucos, os açorianos passavam a ser mais uma região portuguesa, « orientada » pela metrópole lisboeta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Esse projeto contou com o apoio de vários políticos nacionais que nunca perdoaram aos açorianos a sua ousada luta da&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;livre administração dos Açores pelos açorianos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Esses preconceitos ainda hoje se mantêm e, de quando em vez, manifestam-se nas decisões das mais altas instâncias do poder. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Ao proclamar-se aos quatro ventos a necessidade de contenção de despesas do Estado, afetando mesmo direitos fundamentais; sabendo-se que as Regiões autónomas têm poderes próprios que escapam à gula do poder central, nada melhor do que atingir os canais de liberdade de expressão e afirmação dos açorianos e de reduzir a possibilidade dos governantes locais e regionais manifestarem as suas opiniões, quiçá divergentes da maioria instalada em Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Imposto o garrote financeiro à RTP-Açores que reduzirá a emissão para 4 horas diárias, virá depois a revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas com a redução das transferências financeiras, o aumento do IRS e IRC para os açorianos e, quem sabe, o fim da tripolaridade da Universidade dos Açores, o corte das contrapartidas do estado nas tarifas aéreas e a redução das cinco « gateways » para três ou mesmo duas. Para já não falar da extinção de autarquias – concelhias e freguesia- que dependem das transferências do Orçamento de Estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;É fácil que as administrações regional e local dos Açores serão atingidas com golpe fatal, e tudo em nome da reforma do estado e da contenção da despesa pública que os defensores da teoria liberal e da iniciativa privada tanto apregoam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A redução da emissão da RTP-Açores é o primeiro teste aos açorianos e seus governantes. Se a população, através de seus representantes e de instituições sociais e culturais aceitarem, sem forte protesto, essa decisão, está aberto o caminho para a imposição de outras medidas mais gravosas, pois os governantes lisboetas sabem, perfeitamente, que estão ainda num estado de graça e que alguns políticos, por razões várias, são pouco conceituados junto do povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A RTP-Açores, instituição iniciada em 1975, tem uma longa história. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Nem sempre desempenhou as suas funções com a qualidade que se exigia, no entanto, a maioria dos seus profissionais, sempre esteve e está&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;ciente do papel que lhes compete na promoção da cultura e da identidade regional. Se mais não fizeram, posso atestá-lo, foi porque constrangimentos de ordem vária o impediram. Reconheço que alguns programas não atingiram os níveis de qualidade que se impunha, mas é um dado indesmentível que foi a RTP-Açores que deu a conhecer os Açores aos Açorianos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Mesmo que a administração da RTP, consagre a possibilidade de transmissões diretas durante o dia (Festas de Santo Cristo, Espírito Santo, ou outras) faltará a disponibilidade técnica e financeira para cobrir esses eventos. Que acontecerá a programas de informação ou outros, presentemente transmitidos para as comunidades emigrantes e que alimentam também a grelha da RTP-internacional? E as transmissões da Assembleia Legislativa Regional, de jogos em direto ou de eventos relevantes para os açorianos que ocorrem durante o dia e não à noite?&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;As lacunas e dificuldades de cobertura informativa de que hoje a RTP-Açores é acusada, passarão a ser constantes e isso ditará o destino final do canal regional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Este é um momento grave da história açoriana. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;O centralismo, sob a capa do reformismo, está a atingir conquistas autonómicas que julgávamos inalienáveis.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Compete aos fazedores de opinião, intelectuais e responsáveis políticos, elucidarem a opinião pública sobre os efeitos das medidas anunciadas e de outras que aí vêm. Para que não nos arrependamos da inércia tão característica dos habitantes destas ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3786648535497093717?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3786648535497093717/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3786648535497093717&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3786648535497093717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3786648535497093717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/09/rtp-acores-e-o-prenuncio-do-ataque.html' title='A RTP-AÇORES É O PRENÚNCIO DO ATAQUE À AUTONOMIA'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4647937124666410093</id><published>2011-08-27T22:11:00.000Z</published><updated>2011-08-27T22:12:00.731Z</updated><title type='text'>Porto das Lajes do Pico: passado, presente e futuro</title><content type='html'>&lt;span lang="FR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;Sábado de Lurdes é um dos dias grandes da Semana dos Baleeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Sempre assim foi, devido à realização de regatas de botes a remos e à vela, e quando a festa se limitava ao novenário, a um tradicional arraial e, no domingo, à Missa de Festa e procissão que já se celebra há cerca de 130 anos. &lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;     &lt;/span&gt;As regatas eram aguerridas e muito apreciadas competições, pois confirmavam a força braçal dos remadores e as técnicas de navegação à vela dos vilas, dos ribeiras, dos calhetas e de são mateus. Os vencedores eram reconhecidos como heróis, e realçava-se os seus feitos sempre em altas e vigorosas discussões em que se alumiava os melhores oficiais, trancadores e remadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Na génese da devoção dos antigos baleeiros à Virgem aparecida em Lourdes, França, as tormentas das tripulações das frágeis embarcações, quando da entrada no porto das Lajes, em dia de mar tempestuoso. Com o passar dos anos, a religiosidade e a fé fortaleceram-se, porque continuaram os perigos sempre que os botes se lançavam ao mar para a caça à baleia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Em Novembro de 1987, foi caçada a última baleia, um macho com 16 metros, trancado por Manuel Macedo de Brum (Portugal). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Desde então, o porto das Lajes do Pico não mais viveu momentos de aflição, nem o entusiasmo de ver quem primeiro partia para chegar ao local onde os cetáceos haviam sido avistados pelo vigia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Extinta a baleação que se pode revisitar no Museu dos Baleeiros, iniciou-se o whale-watching. Anualmente, vêm às Lajes largas centenas de visitantes, pois o sul do Pico é considerado o santuário&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;das baleias dos Açores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A proteção costeira da Vila, velha aspiração da população, foi atendida, e permitiu um apreciável espelho d'água. Na lagoa interior do porto, procedeu-se ao desaçoriamento e ordenamento do espaço, construindo novas estruturas&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;destinadas às embarcações de pesca, de recreio, marina e observação de cetáceos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;O crescimento de todas estas atividades exige, atualmente, um novo olhar, mais cuidado, das entidades competentes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;É que, barcos de outros portos varam ali, por razões de segurança; os velhos barcos de boca aberta, a remos, deram lugar a embarcações cabinadas com mais de 10 toneladas que exigem o funcionamento do « travel-lift », avariado, incompreensivelmente, há cerca de três meses; as capturas aumentaram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Desde que, em 2009, os melhoramentos no porto entraram em funcionamento, tem crescido, de ano para ano, a procura de iates pela marina das Lajes do Pico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Este ano terão ali aportado 60 iates, o dobro do ano passado. A maioria tem nacionalidade francesa e belga e outros mais ali teriam acostado, não fosse a reduzida capacidade de atracagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Na verdade, a marina das Lajes do Pico dispõe apenas de 3 pontões com 27 « fingers ». Por isso é que, este ano, 30 iates viram recusados os seus pedidos para aportarem à Vila Baleeira dos Açores, onde as embarcações podem abastecer de água, combustíveis e bens alimentares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;E se não houvesse um certo « silêncio sobre a qualidade do porto », por certo, outras embarcações de recreio optariam por passar alguns dias no sul da ilha Montanha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Os iatistas que vêm às Lajes, valorizam o atendimento e a familiaridade como são recebidos e o silêncio envolvente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;O espaço disponível do porto já não permite uma resposta satisfatória às atividades que ali estão instaladas: o núcleo de pesca já é pequeno e os pontões de recreio náutico não podem crescer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A solução está, já por diversas vezes foi afirmado, na instalação do porto de recreio náutico no espaço entre o Caneiro e a muralha de defesa da Vila. Aí há espaço para essa e outras valências que o futuro dirá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Parar é morrer. Se o turismo é uma aposta no desenvolvimento económico, &lt;b&gt;não se pode menosprezar a excelente localização das Lajes do Pico na atividade do « whale-watching » e na rota dos iates. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Os maiores investimentos marítimos já foram realizados, e abriram novas perspetivas de futuro. Resta agora, desaçoriar os fundos e colocar mais pontões na lagoa exterior do porto. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Neste dia de memórias baleeiras, em que 34 botes, com tripulações masculinas e femininas, vão disputar regatas a remos e à vela, falar da ampliação do Porto das Lajes traz-nos à memória visitas de ministros das obras públicas que nunca se mostraram sensíveis às aflições dos baleeiros quando regressavam da arriscada faina baleeira. Por isso recorreram a Nossa Senhora de Lourdes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Presentemente, os governantes estão próximos, compreendem mais facilmente as situações e resolvem as velhas e justificadas aspirações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;É por isso que os lajenses aguardam, confiantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;Lajes do Pico, Semana dos Baleeiros de 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4647937124666410093?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4647937124666410093/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4647937124666410093&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4647937124666410093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4647937124666410093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/08/porto-das-lajes-do-pico-passado.html' title='Porto das Lajes do Pico: passado, presente e futuro'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-6432834087485956417</id><published>2011-08-25T17:19:00.003Z</published><updated>2011-08-25T17:28:35.903Z</updated><title type='text'>Ar-condicionado faz falta no Aeroporto do Pico</title><content type='html'>  &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	« O Pico é uma ilha muito especial » - confessava um turista holandês, em passeio pedestre por esta ponta da Ilha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	O cavalheiro, numa curta conversa com o meu vizinho benfiquista, desejou-lhe boa sorte para o embate com o Twenta, pois o clube da sua simpatia era o Ajax.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Nesta pequena localidade de veraneio, virada a leste e com vista muito aprazível para São Jorge e Terceira, parece que a nossa mundividência se limita a um « horizonte fechado » (título de um livro do jornalista Raúl Rego, publicado na década de 60, para exprimir a miopia nacional face à corrente democrática que dominava na Europa ocidental).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Felizmente, hoje, os nossos horizontes são bastante largos e, num clic, estamos ligados ao mundo via TV e net.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Esse salto brutal abala, constantemente, a consciência dos cidadãos mais idosos de ilhas como esta, classificada, pela sua beleza natural e por um silêncio ensurdecedor que afeta, psicologicamente, os impreparados para o isolamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	O impacte da terapia que muitos visitantes estrangeiros aqui procuram para curar-se do bulício das metrópoles, leva-nos a refletir nas vantagens dos pequenos lugares, fronteira da Europa, onde a crise parece ter vindo para ficar,  por falta de novos rumos e de novas ideologias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Há dias, li uma extensa reportagem no « Público » sobre o futuro do PS e da social-democracia. Posta de parte a terceira-via que alguns líderes europeus  adoptaram como resposta às novas questões europeias, parece não existir, no horizonte mais próximo, uma ideologia política que responda à crise, e nos traga novas soluções para o cancro do neo-liberalismo agonizante que arrastou a economia mundial para o abismo, de onde é difícil sair.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-QqE7CVutxs0/TlaFR81t53I/AAAAAAAAB40/Gz-fh5OWgos/s1600/Aeroporto%2BPico.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-QqE7CVutxs0/TlaFR81t53I/AAAAAAAAB40/Gz-fh5OWgos/s320/Aeroporto%2BPico.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644845726391199602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	A Europa está a virar à direita, (a seguir, provavelmente, será a Espanha), mas não se vislumbra nada de novo, nem à direita nem à esquerda, que contagie o pensamento político, comprove a eficácia das decisões governamentais e congregue os cidadãos num projeto nacional e europeu, forte e promissor. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Os governos atuais regem-se por um pragmatismo, sem conteúdo ideológico, em favor de um economicismo desumanizado. Menospreza-se valores fundamentais como: o direito à vida, ao trabalho, à saúde, à educação, à habitação e à afirmação das capacidades pessoais de cada um, a função social do estado, e releva-se a iniciativa privada, o capital, a precariedade laboral,  a livre iniciativa, sem peias nem leis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Os executivos transformaram-se em agências de contabilidade pública. Os titulares dos ministérios são escolhidos pela competência economicista e capacidade de cortar despesas e despedir pessoal e não por uma nova visão  humanista, social e política. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Os governos parecem mais escritórios de recebedoria e contabilidade pública que instituições democráticas ao serviço do desenvolvimento e do bem comum. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Observando isto, os cidadãos vivem sem esperança, ameaçados por mais contribuições e hipotecas a capitais externos insaciáveis com o infortúnio dos demais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Por aqui, ainda se recorda o colapso do Banco do Fayal, pela perda das pequenas poupanças que a falência ocasionou. Fala-se também da crise na indústria de conservas de atum que gerou a falência de pequenas sociedades, proprietárias de traineiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Os tempos mudaram, é verdade! Apesar de tudo, nunca se viveu tão bem como agora, livres de fomes e de desgraças que levaram à emigração milhares e milhares de açorianos (nos finais da década de 60, saía do arquipélago, mensalmente, o equivalente a uma freguesia de 1.200 pessoas).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Alguns deles estão a regressar à América e ao Canadá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;No Aeroporto do Pico, enaltece-se os melhoramentos, mas critica-se a falta de condições no interior da aerogare, onde o calor é insuportável, apesar do edifício estar preparado para o ar condicionado.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;	Num balcão da SATA, já foi instalado esse equipamento, após desmaios e protestos dos trabalhadores que suportavam temperaturas, três graus acima da temperatura exterior. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Há uns anos, sobre isso, lavrei um protesto no livro de reclamações. Respondeu-me a SATA endossando ao Governo a responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	É para ele que dirijo, agora, esta reclamação pública, ciente de que os picoenses serão, rapidamente, atendidos como tem sido noutras situações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Provar-se-á, então, que a gestão política da causa pública não pode ser efetuada por contabilistas encartados, mas por governantes sensíveis ao bem-comum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Engrade - Pico, 17-08-2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-6432834087485956417?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/6432834087485956417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=6432834087485956417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/6432834087485956417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/6432834087485956417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/08/ar-condicionado-faz-falta-no-aeroporto.html' title='Ar-condicionado faz falta no Aeroporto do Pico'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QqE7CVutxs0/TlaFR81t53I/AAAAAAAAB40/Gz-fh5OWgos/s72-c/Aeroporto%2BPico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4886597292180174897</id><published>2011-08-15T15:34:00.000Z</published><updated>2011-08-15T15:35:11.307Z</updated><title type='text'>Uma maré cheia de gente</title><content type='html'>  &lt;p style="margin-bottom: 0cm"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;	&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Mais de seis centenas de pessoas, sobretudo emigrantes, irão participar no projeto « Maré Cheia ». A iniciativa tem início amanhã, na freguesia de Santa Cruz das Ribeiras e desenrola-se até ao próximo dia 14.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Durante uma semana estão programados vários eventos: passeios a pé, escalada à Montanha do Pico, regatas de botes baleeiros, jogos e refeições tradicionais como o típico caldo de peixe, jantar de sopas do Espírito Santo, bailes e chamarritas e concertos pelas bandas filarmónicas locais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	O objetivo da iniciativa, com larga difusão junto dos núcleos emigrantes ribeirenses, é congregar o maior número de naturais e descendentes desta localidade picoense, com grandes tradições nas atividades marítimas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Os da minha geração, ainda recordam as viagens do iate Ribeirense entre os portos do sul do Pico e São Miguel, comandado por Mestre João Alves. Transportando pessoas e carga diversa, num vai-vem contínuo, aquele pequeno iate era um meio de as populações adquirirem nos mercados citadinos de Angra e Ponta Delgada toda a sorte de produtos de que careciam. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	As compras eram efetuadas pelo mestre ou marinheiros nos mais reputados estabelecimentos de Ponta Delgada e os  comerciantes, que neles depositavam a maior confiança por serem « gente de palavra », vendiam-lhes a crédito até à volta do barco. Isto mesmo me foi testemunhado, há cerca de 20 anos, por um velho negociante da baixa daquela cidade, recordando o tráfego marítimo entre São Miguel e o Pico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Mais tarde, as Ribeiras, por influência dos emigrantes pescadores de atum na Califórnia, voltou-se também para essa atividade. O próprio iate Ribeirense foi transformado em atuneiro e outras traineiras mais modernas e de maior porte foram sendo construídas. O enorme desenvolvimento que teve essa atividade industrial fez-se sentir nesta Ilha e em todo o arquipélago.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Ainda está por fazer a história sócio-económica da pesca do atum nos mares do Atlântico, sobretudo, no período entre os anos 50 e 80. Falta também analisar as causas e consequências das diversas crises que geraram muita riqueza e também muitos infortúnios a investidores, pescadores e trabalhadores fabris.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Os pescadores ribeirenses e suas famílias, foram atingidos positiva e negativamente por tudo isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Durante anos e anos, os braços mais jovens e fortes das Ribeiras, partiam de casa, no início da primavera, para formar companhas de traineiras varadas nos portos do Pico e do Faial e só voltavam pelo Espírito Santo; até ao fim da safra, andavam noite e dia, ao sol e à chuva, abrigando-se do mau tempo e dos olhares de outros atuneiros, por esses mares - das Flores a Santa Maria – sempre à procura de mais peixe. Foram mestres, pescadores, cozinheiros, fizeram de tudo, para conseguirem um pé de meia que lhes garatisse o sustento de suas familias. Muitos foram afortunados, outros tiveram de emigrar para refazer suas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Agora estão, novamente, de volta, celebrando a festa e contando memórias da caça à baleia em que foram homens de têmpera e mestres cuja sabedoria permanece « na memória das gentes ». &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	No Canadá, nas Américas de cima (Califórnia) e de baixo (Massachusets), no continente ou noutras ilhas, os ribeirenses são afirmativos, orgulhosos da sua história e ciosos do seu lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Da pequena localidade da Ribeira Grande, (extremo leste) passando pelas Pontas Negras, Santa Cruz, Caminho de Cima e Santa Bárbara, terminando no Arrife (extremo oeste), a presença dos emigrantes é notória. Melhoraram as suas antigas habitações, construiram casas amplas e modernas e, frequentemente, aqui vêm, porque se sentem bem, sentem-se daqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Seria interessante estudar este fenómeno, mas julgo que, com a redução da idade da reforma e o aumento da média de vida, cada vez mais emigrantes regressam à sua terra para passarem alguns meses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Bom seria que deles aproveitássemos a sua experiência de vida, os seus ensinamentos, a sua mundividência e, em troca, lhes proporcionássemos  melhores cuidados de saúde. Sentir-se-íam mais seguros e, provavelmente, permaneceriam mais tempo entre nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Quem sabe se assim não haveria uma « maré cheia » de gente retornada de que esta Ilha tão carenciada está.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Engrade- Pico, 4 de agosto de 2011.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4886597292180174897?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4886597292180174897/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4886597292180174897&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4886597292180174897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4886597292180174897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/08/uma-mare-cheia-de-gente.html' title='Uma maré cheia de gente'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4568969347247185491</id><published>2011-08-15T15:31:00.000Z</published><updated>2011-08-15T15:34:28.549Z</updated><title type='text'>Trilhos e viagens</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;-Vivemos em Paris – respondeu o jovem casal na baía da Engrade, ao dirigir-se, por um trilho pedestre, junto à costa, para o Farol da Manhenha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	-Ah, Paris, grande diferença desta paisagem! – atalhei eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	-Podemos passar por aqui?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	-Com muito cuidado. Olhe, ali a escada abateu. Por isso é que aqui escreveram PERIGO, - respondi-lhes no meu francês arrepiado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	E os visitantes, residentes na cidade das luzes, partiram, como se já conhecessem o caminho rochoso que circunda a bela paisagem da costa leste da ilha do Pico, tendo em fundo São Jorge e a Terceira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Já o afirmei, várias vezes: passam, diariamente, pela Ponta da Ilha, dezenas de estrangeiros – muitos a pé, alguns de carro. Fazem-se acompanhar por um roteiro, mas ao encontrarem o sinal de perigo, ficam perplexos. Alguns arriscam, outros seguem em frente, pelo caminho alcatroado do interior. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	O tradicional e muito concorrido trilho, esteve transitável até ao ano passado. A erosão natural junto à costa, provocou uma derrocada e, agora, torna-se muito perigoso por ali passar, sobretudo a quem não está habituado a andar sobre estas « pedras negras » que tanta beleza nos proporcionam e tantas feridas e maus tratos nos causam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Esta situação, porém, não deve ser impedimento para fechar trilhos tão concorridos como este.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Uma pequena e estreita ponte de madeira, bem estacada, resolveria o problema, sem grandes custos; e madeira é o que não falta por esses matagais fora. Esta seria a melhor forma de proteger o ambiente e a natureza. Quando o homem deixa de usar a paisagem onde habita, esta desumaniza-se e desvaloriza-se.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Não entendo por que é que os vigilantes da natureza não foram incumbidos de resolver esta e outras situações que, naturalmente, ocorrem. Ou será que estão mais preocupados em vigiar quem corta uns pés de incenso e de faia, de pau branco e de urze que, de ano para ano, se alastram por esses matos fora, sem que haja capacidade de os conter?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Nestas questões do ambiente, vale mais o homem destas ilhas usufruir dos seus benefícios do que ser esmagado pelas infestantes que se reproduzem por demais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Enquanto trocava impressões com o Figueiras, alentejano do interior profundo, encostado a Espanha, que perante a paisagem só afirmava: que maravilha!...que maravilha!...o Eduardo dava mais um mergulho na baía, em cata de mais uma lapa. O miúdo tem uma desenvoltura no mar que dá gosto. Mergulha até quatro metros de profundidade, mas já foi aos sete, atrás de uma lapa. Hoje apanhou dois quilos, umas maiores outras mais pequenas para molho afonso. Há dias, capturou seis quilos e vendeu alguns.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Lapas é petisco que não tem faltado por aqui. Os mergulhadores dizem que há, com fartura, e que para o ano não vão faltar. Mesmo assim, quem pretende matar o desejo, tem de desembolsar pelo menos 10 euros/kilo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	O mar, nesta ponta da ilha, tem proporcionado a apanha e também a captura de bonitos. As traineiras andam junto à costa e ao largo continuam a passar iates.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Domingo, à tarde, um veleiro navegava pelo canal abaixo, em direção ao leste. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	-É o Crioula! – dizia o Gonçalo, filho de marinheiro da armada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	-Não é, é a Sagres! – atalhava a mãe, cujo cunhado deu duas voltas ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Para desfazer dúvidas agarrei no meu binóculo, comprado há uns anos em Andorra, e pousei-o sobre o parapeito da varanda para ver com mais nitidez. O veleiro navegava com forte brisa e não consegui ver nem a cruz de Cristo estampada nos panos, muito menos o nome do barco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	Só no dia seguinte, quando o Diário dos Açores chegou, confirmámos que se tratava da SAGRES, em viagem da Horta para Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;	&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Na época das comunicações e da globalização há quem opte por afastar-se das grandes metrópoles e passar uns dias no meio da natureza e de um ambiente saudável.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;	Por isso, não se justifica encerrar um trilho pedestre quando uma pequena ponte de madeira, proporcionaria a gente de outros mundo, experiências que deficilmente repitirão, por estas paragens.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Engrade,Pico – 10 de agosto de 2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista- c.p.536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4568969347247185491?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4568969347247185491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4568969347247185491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4568969347247185491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4568969347247185491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/08/trilhos-e-viagens.html' title='Trilhos e viagens'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-8589146034907988712</id><published>2011-07-24T18:13:00.002Z</published><updated>2011-07-24T18:18:14.143Z</updated><title type='text'>Aviões já reabastecem no aeroporto do Pico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-u8Wdl6hsz6I/TixhpfIrsJI/AAAAAAAAB4s/hb0b3qkLDxE/s1600/Primeiro%2Breabastecimento%2BTAP%2Bno%2BPico%2B%252822-7-11%2529.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 194px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-u8Wdl6hsz6I/TixhpfIrsJI/AAAAAAAAB4s/hb0b3qkLDxE/s320/Primeiro%2Breabastecimento%2BTAP%2Bno%2BPico%2B%252822-7-11%2529.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632984599294095506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes; 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Passei pelas instalações de abastecimentos de combustíveis e notei que algo estaria para acontecer, os depósitos estavam pintados de fresco, prontos a serem utilizados. Por que não estaria ainda ao serviço das aeronaves? – questionei-me.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;O Airbus 320 da TAP, aterrou na pista do Aeroporto do Pico, em viagem extraordinária, com 45 minutos de atraso. Vinha cheio e na sua paragem com destino à Terceira, só levava meia dúzia de passageiros em trânsito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Tudo normal na placa, a não ser um auto-tanque parado,com combustível A1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Perguntei a um taxista se já tinha havido abastecimento de aviões, mas ele não me soube responder e&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;mostrou-se cético que este assunto, que tanta tinta fez correr, já estivesse resolvido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;De repente, o auto-tanque, dirige-se para junto do A-320, Luís de Freitas Branco, compositor português, que ficará também nos anais da história da aviação do Pico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Terminada a descarga da bagagem, a primeira operação de reabastecimento de combustível de um avião da TAP, começou, com a maior tranquilidade, sem pompa nem circunstância.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Já ontem, (quarta-feira) uma aeronave da SATA – AIR Açores, tinha reabastecido, embora numa operação experimental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Passado tanto tempo, começou o reabastecimento de aeronaves no Aeroporto do Pico. Poucos picoenses deram-se conta deste marco histórico que a foto anexa documenta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Em face disto, a partir de agora, não há justificação para os voos Lisboa-Pico, serem penalizados em carga e passageiros. Muito menos se aceita que esta ilha continue a ser considerada um apeadeiro ou uma estação secundária, e o destino final seja o aeroporto das Lajes-Terceira, como frequentemente é difundido, em Lisboa, pelos microfones do terminal 2.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;O grande investimento efetuado no aeroporto do Pico pela Região na ampliação da pista, no terminal de passageiros, parque de estacionamento, instalações e equipamento de bombeiros, torre de controle e meteorologia, armazem de carga e armazenagem e reabastecimento de combustíveis, sem referir a instalação do sistema de ajuda em terra à aterragem das aeronaves (ILS), tudo isto deve ser, maximamente, rentabilizado, com mais vôos semanais regulares.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;As populações que fazem do senso comum a regra da gestão das suas vidas, não entendem:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:72.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level3 lfo1;tab-stops:list 72.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-fareast-font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Verdana;"  lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;1.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;Por que é que têm de continuar a atravessar o canal, quando vão a Lisboa, sabendo que a ilha-irmã tem, praticamente, a mesma população da ilha Montanha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:72.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level3 lfo1;tab-stops:list 72.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-fareast-font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Verdana;"  lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;2.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;Por que é que o aeroporto da Horta, no Verão, tem mais que um vôo diário com a capital, se boa parte dos passageiros são ou&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;destinam-se ao Pico;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:72.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level3 lfo1;tab-stops:list 72.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-fareast-font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Verdana;"  lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;3.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;Por que motivo a TAP e SATA (empresas de capitais públicos) não compatibilizam os seus horários com os investimentos públicos e atendem às necessidades das populações;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:72.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level3 lfo1;tab-stops:list 72.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-fareast-font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Verdana;"  lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;4.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;Por que é que os pilotos da SATA-Int. não estão certificados para voar para o aeroporto do Pico, ao contrário da TAP que já percebeu que os aeroportos do Faial e do Pico são complementares;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:72.0pt;text-align:justify;text-indent: -18.0pt;mso-list:l0 level3 lfo1;tab-stops:list 72.0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;mso-fareast-font-family:Verdana;mso-bidi-font-family:Verdana;"  lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;5.&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;Finalmente, a população picoense não percebe por que é que a transportadora aérea regional, que apregoa aos quatro ventos as suas viagens para a Madeira ou o transporte para aqui e para ali, de comitivas de relevo, se esconde por detrás de um « time-share » que deveria servir, sobretudo, para afirmar a imagem de marca da Ilha do Pico que instituições estrangeiras cada vez mais relevam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Há umas dezenas de anos, um governante madeirense ligado ao turismo, em visita a esta ilha, confessava ter muita pena de não ter uma ilha como a nossa no seu arquipélago. Ele lá sabia. Agora está a confirmar-se a sua apreciação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Oxalá, a partir de agora, os gestores dos transportes saibam aproveitar os grandes investimentos efetuados em infraestruturas e as reconhecidas potencialidades picoenses. Para bem de todos nós! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Trata-se, acima de tudo, de uma questão de justiça.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;Engrade-Pico,21-Jul-2011&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span  lang="FR" style="font-family:Verdana;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-8589146034907988712?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/8589146034907988712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=8589146034907988712&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8589146034907988712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/8589146034907988712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/07/avioes-ja-reabastecem-no-aeroporto-do.html' title='Aviões já reabastecem no aeroporto do Pico'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-u8Wdl6hsz6I/TixhpfIrsJI/AAAAAAAAB4s/hb0b3qkLDxE/s72-c/Primeiro%2Breabastecimento%2BTAP%2Bno%2BPico%2B%252822-7-11%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3899379655793266409</id><published>2011-07-21T19:03:00.001Z</published><updated>2011-07-21T19:05:27.322Z</updated><title type='text'>A propósito do Censo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:shapelayout ext="edit"&gt;   &lt;o:idmap ext="edit" data="1"&gt;  &lt;/o:shapelayout&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;Mais cedo ou mais tarde, iremos concluir que a tão apregoada vocação agro-pecuária açoriana não se afirmou pela tipicidade e qualidade dos nossos produtos de que deveriam resultar ganhos maiores para os agricultores. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;O Censo de 2011 veio confirmar o decréscimo da população em seis ilhas açorianas: S.ta Maria, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Flores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Pouco importa que o arquipélago, no seu conjunto, tenha crescido 1,7%, pois isso aconteceu em concelhos populosos como Ponta Delgada, Ribeira Grande e até Praia da Vitória. Todavia, já começa a ser preocupante o decréscimo registado no concelho de Angra do Heroísmo se bem que a Ilha Terceira mantenha um saldo fisiológico positivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Em São Miguel, o fenómeno da atração dos micaelenses por Ponta Delgada, continua a afastar a população da Povoação (-6,13%) e do Nordeste (-7,01), o que já se registou em censos anteriores. O grave é que a população nordestense está abaixo dos 5 mil habitantes e a da Povoação ronda os 6.300.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Mais inquietantes me parecem os dados relativos às outras ilhas, à excepção do Corvo, onde o Ensino Básico trouxe vantagens evidentes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A Ilha do Pico já pouco passa a barreira dos 14 mil habitantes e todos os concelhos perderam população, e o Faial com 15.038 para lá vai também se não se estancar esta hemorragia que definha também as ilhas das Flores, Graciosa e São Jorge.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Há muito que se vem afirmando que o declínio da população afeta o desenvolvimento de ilhas com maior ou menor superfície e não favorece o crescimento empresarial nem a fixação de jovens. Sem gente, não há economia saudável, nem a capacidade empreendedora tem pernas para andar. Pelo menos nos atuais parâmetros económicos em que nos movemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Por isso, há que encontrar respostas compatíveis com a situação demográfica e económica de cada uma das ilhas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Nas ilhas com menor população, onde o envelhecimento é evidente, tem de se encontrar alternativas empresariais, ligadas às áreas do turismo agro-ambiental e à saúde que atraiam investidores e dêem emprego à população em idade ativa. Outra vertente é a ligada às novas indústrias da bio-tecnologia que, nas ilhas mais pequenas, pela sua posição estratégica-atlântica, podem ter um campo extraordinário de desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Mais cedo ou mais tarde, iremos concluir que a tão apregoada vocação agro-pecuária açoriana não se afirmou pela tipicidade e qualidade dos nossos produtos de que deveriam resultar ganhos maiores para os agricultores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;Fomos arrastados para a produção leiteira intensiva e engolidos pelas multinacionais do queijo flamengo e do leite em pó, e não resistimos à concorrência feroz dos mercados da carne sul-americanos. Para sobrevivermos, continuamente suplicamos da UE compensações à custa da ultraperiferia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Até quando se manterá esta situação que nos vai empobrecendo, silenciosamente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A solução tem de ser outra. Estas ilhas não estão votadas ao fracasso e ao abandono. Face às nossas capacidades ambientais, à nossa localização no meio do Atlântico, e a outras características cada vez reconhecidas por instituições internacionais, temos potencialidades para nos desenvolvermos no quadro do que de novo começa a vislumbrar-se para a economia mundial; com o contributo ativo da Universidade, abrindo e apontando caminhos decorrentes de uma aturada investigação científica, fonte do progresso humano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A este e outros contributos resultantes de uma cidadania ativa, deveriam juntar-se o de instituições empresariais, sindicais, educativas e políticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Os resultados do Censo, deveriam ter desencadeado na imprensa e nos órgãos sociais e políticos regionais – das Assembleias de Freguesia à Assembleia Regional – uma séria análise sobre o declínio populacional das últimas cinco décadas, apontando perspetivas para inverter a situação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Até agora, não vi que esse problema causasse qualquer perplexidade aos mais responsáveis; antes, alguns parecem mais interessados nas questiúnculas partidárias, nas questões de lana-caprina e em outras mediocridades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;É o nosso futuro que está em jogo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Ou paramos para pensar ou, pela nossa pequenez, seremos devorados pelo arrastar da crise sistémica que, quanto antes, deve dar lugar a um novo paradigma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;jornalista C.P. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3899379655793266409?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3899379655793266409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3899379655793266409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3899379655793266409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3899379655793266409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/07/proposito-do-censo.html' title='A propósito do Censo'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4627058483472395415</id><published>2011-07-21T19:00:00.000Z</published><updated>2011-07-21T19:02:25.039Z</updated><title type='text'>Turismo: e o mercado da saudade?</title><content type='html'>&lt;span lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Acabe-se com a designação de brasileiros, americanos e canadianos com que rotulamos os açorianos emigrados. Eles são, como nós, cidadãos de alma e coração, destas ilhas e sentem na carne discriminações nos transportes, nos serviços públicos e nas relações humanas.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;Andam por aí, dois-a-dois, ou em pequenos grupos. Aparentam ter mais de cinquenta anos, mas o seu andar ligeiro e bem disposto, adivinha uma frescura que lhes advem do contato muito estreito com a natureza. São amantes do silêncio e da beleza das nossas ilhas, cujo valor turístico é cada vez mais relevado, internacionalmente, sobretudo em pequenos nichos de mercado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Os novos «exploradores» das ilhas andam, descontraídos, indiferentes&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;à crise que se reflete no natural decréscimo de visitantes nacionais. Estes optam por outros destinos: Madeira, Algarve, litoral alentejano ou as praias do Estoril e da Costa da Caparica. Férias são férias e, enquanto os anunciados aumentos não se fazem sentir, há que aproveitar para retemperar forças.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Há muitos anos que ouço falar das potencialidades enormes do mercado da saudade constituído por centenas de milhar de açorianos que partiram para os Estados Unidos e Canadá, deixando o coração na ilha. Apesar de tudo, integraram-se por via do trabalho, dos filhos e netos e já não pretendem regressar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;-Regressar para quê, se aqui não há trabalho e se as coisas estão pior que lá?...-dizia-me um familiar que todos os anos visita a terra natal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;- A gente vai envelhecendo e depois, aqui os nossos também vão faltando e já não se encontra ninguém do nosso tempo. É a vida!... - atalhava o Joe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Há dias viajei na SATA, entre São Miguel e Terceira, com um grupo de luso-canadianos. São 54, ao todo, naturais de várias ilhas, do continente e até do Canadá. A iniciativa foi promovida por Nelly Pedro no seu programa televisivo «Gente Nossa» e, de imediato, conseguiu a inscrição de quinhentos interessados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;As excursões, com deslocação a todas as ilhas, começaram a ser preparadas com antecedência, no final do ano passado, mas os contatos com a SATA, segundo me foi dito, foram muito difíceis. «A transportadora regional não está preparada para viagens de grupo». Só foi possível realizar duas excursões: uma está a decorrer e a outra será em Julho. Dos quinhentos interessados, só houve lugar para 120. Os restantes cuja vinda poderia ajudar a ultrapassar as atuais dificuldades do setor turístico e hoteleiro, irão procurar, provavelmente, destinos mais acessíveis da América Central e Caraíbas que nada tem a ver com o destino da saudade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Não sou defensor da abertura dos Açores aos voos das companhias «low-cost». As consequências do turismo de massas em arquipélagos frágeis e pequenos como o nosso, seriam devastadores para a proteção da nossa qualidade ambiental. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Julgo, no entanto, que, em casos como estes, deve haver o entendimento das entidades responsáveis para responder a um mercado de grandes potencialidades e que poucas iniciativas teve para o seu desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A renovação da frota da SATA, com aviões de maior velocidade e maior capacidade de carga, teve em vista, satisfazer o aumento da procura interna e externa. Será que a empresa açoriana está a tirar o máximo partido do novo equipamento?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;No mercado europeu, sobretudo o alemão, os Açores apostam de há cerca de quatro décadas para cá, trazendo, inicialmente, agentes de viagens e operadores. Agora, volta a insistir-se, com avultadas somas de publicidade.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Por que não tomar idêntica atitude relativamente ao mercado da saudade, que nos é familiar e que, nos emigrantes, tem a predileção e o amor que o filho tem pela mãe? Não são eles os melhores divulgadores da sua terra? Temos isso em conta, quando aqui vêm? Ou penalizamo-los nos aeroportos por uns quilos a mais e com longas e penosas esperas dos voos de ligação que desincentivam outros regressos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Acabe-se com a designação de brasileiros, americanos e canadianos com que rotulamos os açorianos emigrados. Eles são, como nós, cidadãos de alma e coração, destas ilhas e sentem na carne discriminações nos transportes, nos serviços públicos e nas relações humanas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A abertura ao mundo que o turismo proporciona deve respeitar toda a pessoa humana independentemente da nacionalidade e do dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;a href="http://escritemdia.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana"&gt;http://escritemdia.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4627058483472395415?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4627058483472395415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4627058483472395415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4627058483472395415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4627058483472395415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/07/turismo-e-o-mercado-da-saudade.html' title='Turismo: e o mercado da saudade?'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4782921756652946609</id><published>2011-06-11T16:32:00.001Z</published><updated>2011-06-11T16:34:14.245Z</updated><title type='text'>A propósito do dia dos Açores</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Por mais interpretações que se faça sobre as razões que levaram 60% dos eleitores açorianos a abster-se, quase todas culpando forças políticas e  governantes, uma há que me parece ser a mais razoável: os açorianos sentem que a Assembleia da República e o Governo da Nação, pouco interferem nas suas vidas.  &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Afastados milhas e milhas de Lisboa, eles sabem que quem governa o arquipélago é o Governo Regional, mais que o Parlamento Açoriano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Carlos César e anteriormente Mota Amaral, perceberam isso bem. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É, por isso, muito leviano extrapolar os resultados das últimas eleições.  Os açorianos já aprenderam que só as matérias da justiça, das forças armadas e militarizadas escapam à tutela regional. Quanto aos negócios estrangeiros, no que toca aos Açores, eles são tratados no seio das instituições representativas das regiões da União Europeia ou, por outro lado, com a ajuda dos representantes da nossa comunidade emigrante dos EUA e Canadá. Esta tem sido a prática, ao longo de mais de três décadas de governo próprio, pese embora os embaraços causados aos inquilinos do palácio das Necessidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A tensão que a autonomia açoriana gerou, desde o início, com os poderes centrais lisboetas, por mais que se tente camuflar, é percebida pelo povo que há muitos e muitos anos, foi votado à distância e ao abandono. Foi assim no tempo dos Capitães-Generais, no Estado Novo com os ex-Distritos e ex-Juntas Gerais das ilhas adjacentes, e até no consulado de Cavaco Silva, antes da aprovação da Lei das Finanças Regionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando representantes dos órgãos de soberania e líderes partidários aqui vêm em funções oficiais e políticas, relevam, normalmente, os méritos da autonomia constitucional, mas, de imediato, sobrevalorizam a unidade nacional. Esquecem-se que os açorianos, sobretudo os residentes em ilhas menos populosas, lá vivem numa autêntica missão de soberania que o Estado não reconhece. A sua mentalidade colonialista evidencia-se, também, quando esses políticos atacam decisões legítimas do governo autónomo ou do parlamento regional democrático, como aconteceu, há tempos, com a rejeição pelo Presidente da República do Estatuto Político Administrativo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;O actual inquilino de Belém, que às novas tecnologias dá alguma importância, ignorou, sintomaticamente, na página oficial da presidência, a lista das dez personalidades e instituições açorianas a quem, no dia de Portugal atribuiu condecorações. Por aqui se vê a consideração que o Chefe do Estado tem pelos açorianos...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Perante este cenário, cabe aos órgãos de governo próprio dos Açores e a outros responsáveis açorianos, um papel relevante na descoberta de novas vias de progresso e desenvolvimento para as populações destas nove ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A crise económica e social que abala a União Europeia dos 27, não será ultrapassada pela alternância das viragens à direita ou à esquerda, enquanto se mantiver o atual paradigma económico e financeiro que levou à bancarrota alguns países, mais por culpa dos donos do capital, os quais, sem escrúpulos nem regras, acumulam, impunemente, fortunas fabulosas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Os Açores devem encontrar vias diferentes de desenvolvimento. A  economia do futuro assentará no ambiente, nas energias renováveis e na proteção da natureza; na ZEE e nas enormes potencialidades dos fundos marinhos; na aposta na agricultura biológica; na economia da saúde, do bem-estar e dos tempos livres; na localização geoestratética do arquipélago no apoio às tecnologias da informação e comunicação; e numa aposta forte na formação profissional e técnica dos trabalhadores para desenvolver estas áreas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; À Universidade dos Açores está reservado um papel fulcral e determinante na investigação e conceção de projetos criativos e inovadores  que envolvam empresários e investidores. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não há tempo a perder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os açorianos têm na sua matriz genética um dinamismo que os levou a construir novas pátrias além-mar, sem passagem de regresso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Chegou a hora de ficar e de chamar os que partiram para construirmos aqui uma nova ordem económica, configurada com a dimensão das ilhas, do mar, do ambiente e da beleza que nos distingue.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este é um projeto consistente e com futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4782921756652946609?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4782921756652946609/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4782921756652946609&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4782921756652946609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4782921756652946609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/06/proposito-do-dia-dos-acores.html' title='A propósito do dia dos Açores'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2832054152301358888</id><published>2011-06-05T17:40:00.000Z</published><updated>2011-06-05T17:41:41.679Z</updated><title type='text'>Ninguém nos tira a festa!</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Table Normal"; 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Há que ter mais tempo para a catarse, para reavivar&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;relacionamentos antigos recuperando vivências com que se construiram personalidades.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A dinâmica das sociedades faz-se de encontros e desencontros, nos quais a família ocupa lugar primordial. Todavia, o desaparecimento de valores ancestrais que alicerçaram a história, a cultura e a etnografia de povos oriundos de zonas ruralizadas, está a provocar uma rutura de efeitos imprevisíveis; muitas pessoas não conseguem nem assimilar, nem entender os novos valores da nossa sociedade que não chegou sequer a viver a era industrial. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;A maioria das pessoas, se bem que com pouca prática religiosa, continua a reger-se pelos ditames da igreja católica e de outras religiões cristãs, no que respeita a rituais e celebrações. E mesmo que muitos se digam agnósticos, não praticantes, ou ateus, o certo é que respeitam antigos usos e costumes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;É por isso que não merece qualquer crédito quem pretende alterar feriados religiosos e cívicos, sejam eles nacionais, regionais ou municipais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;As datas importantes do calendário cristão são marcos inquestionáveis na roda do ano, pois assinalam festividades em que o povo foi educado. Após as celebrações pascais, iniciam-se as festas do Espírito Santo, de maior ou menor âmbito. E nada nem ninguém tente afrontar esta tradição cujo dinamismo é cada vez mais crescente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Em São Miguel, às festas do Senhor Santo Cristo, seguem-se, invariavelmente, os impérios e as domingas, até à festa de São Pedro que, com os outros santos populares são celebradas com grande respeito. Nas restantes ilhas, o Espírito Santo tem uma semana repleta de impérios e coroações que continuam, durante o verão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;E depois, são as festas em honra dos santos padroeiros, as semanas festivas de todos os concelhos e ilhas e as férias que uma boa gestão de recursos humanos não dispensa, antes promove.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Um calendário tão recheado de folguedos e de feriados, não se coaduna com as mentalidades economicistas de muitos gestores e políticos. Para estes, os tempos difíceis que aí vêm, só podem ser ultrapassados com mais trabalho e canseiras. Produzir mais é o termo usado pelo sistema vigente. E apresentam-nos exemplos de povos com culturas e idiossincrasias diferentes, que ultrapassaram graves crises « trabalhando, trabalhando, trabalhando... »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Porém, tem sido essa a nossa sina, desde que os povoadores do infante aqui aportaram. Perante a natureza no seu estado mais primitivo, revolvemos montes e planícies à procura de solo arável e fértil. Para fazer frente aos ventos fortes do mar, construímos quilómetros e quilómetros de paredes que dividiram propriedades e heranças. Lavrámos alqueires e alqueires de terras, criámos gado, ao pé porta e nas pastagens altas onde só chegavam alimárias. Viajámos de terra em terra, por veredas e atalhos, acossados por brejo e chuvas, por vezes impiedosas que suplicávamos a Deus como benção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Cultivámos os primores da terra, plantámos trigo, milho, vinhas e até frutos tropicais que só permitiram a subsistência da maioria do povo camponês, pois a terra não lhe pertencia, mas aos senhores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Por entre rochas e vagas, lançámo-nos ao mar, em pequenos batéis, mas as redes e os perigos foram sempre maiores que o pescado, e de lá também não veio riqueza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Navegámos de ilha em ilha, transportando os poucos excedentes da terra e também homens e mulheres que buscavam vida melhor e saúde para seus achaques.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Vimos piratas estrangeiros, senhores de outros credos, roubarem o pouco que tinhamos e levarem moços de tenra idade. Defendemo-nos com briandas e touros e fomos ficando aqui, sem que, do oriente se vislumbrassem reforços à nossa secular resistência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;Enfrentámos sismos e vulcões com uma vontade hercúlea de reconstruir sempre o pouco da ilha que habitamos. Porque a Ilha é a nossa casa, lugar de festa partilhada com todos e gerada nos momentos de infortúnio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Os momentos difíceis que – dizem – aí vêm, já os provámos e ultrapassámos com dor, suor e lágrimas, aqui e nas terras da estranja.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana" lang="FR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ninguém nos tira a festa, porque ela está unida à luta e ao sofrimento que nos moldou os modos de ser e de estar. Nem que venham decretos, memorandos, impropérios e outras formas de dominação, deixaremos de fazer « festas, touradas, romarias, coroações », porque não abdicamos de ser açorianos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana" lang="FR"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2832054152301358888?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2832054152301358888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2832054152301358888&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2832054152301358888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2832054152301358888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/06/ninguem-nos-tira-festa.html' title='Ninguém nos tira a festa!'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-1861000837018777092</id><published>2011-05-30T20:05:00.001Z</published><updated>2011-05-30T20:07:00.779Z</updated><title type='text'>Santuário sem rede social</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há quem apregoe, repetidamente, que as Festas de Santo Cristo são as maiores festas religiosas dos Açores. A afirmação pode traduzir um certo bairrismo ou o amor à terra, sobretudo dos que emigraram. Fora isso, não tem qualquer consequência a nível externo. E podia ter, numa dimensão pastoral e religiosa e até turística (turismo religioso), se fosse divulgada através das novas tecnologias de informação – TIC.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É consensual que a RTP, através das transmissões nacional e internacional da Eucaristia, das Procissões e de outros programas alusivos, deu a conhecer a festa. Todavia, com a evolução das novas tecnologias, outros conteúdos multimedia devem ser disponibilizados, permanentemente, e a custos muito reduzidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A internet é, hoje, uma ferramenta fundamental para a transmissão de dados, som e imagem. É um mundo novo, com capacidades incalculáveis de comunicação que reduz o planeta à « aldeia global ». Assim queiram os responsáveis pelos povos, pelas religiões e pelas igrejas universais, nacionais e locais, utilizar essa tecnologia para anunciar a sua mensagem. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há já quem compreendeu que a pregação da Palavra tem um púlpito acessível a crentes e não crentes, agnósticos e ateus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há dias, no final de uma eucaristia dominical, um acólito distribuíu um pequeno cartão com o endereço eletrónico do « site » de uma paróquia da periferia de Lisboa. O gesto simples, sem qualquer explicação do celebrante, fez-me pensar que os jovens que dominam as TIC estão-nos, paulatinamente, a integrar num mundo novo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As tradicionais instituições religiosas, fechadas ao mundo e ao diálogo,  em torres de marfim a que só os eleitos tinham acesso ao sagrado, começam a abrir as janelas de par em par, para receberem o ar fresco da mudança e do Espírito que sopra onde, quando e como quer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; E não há dúvida que as novas tecnologias da comunicação e informação podem trazer um novo dinamismo na comunicação da Boa Nova e nos serviços que as igrejas locais, diocesanas e nacionais oferecem. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Aliás, o Vaticano que de progressista nada tem, deu o exemplo há algum tempo, utilizando as redes sociais, como o Facebook e o Twitter, para divulgar informação e documentação pastoral e pontifícia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há, todavia, quem não percebeu ainda os benefícios destes recursos tecnológicos. Não só em Portugal, mas, sobretudo, na Diocese dos Açores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Conta-se, pelos dedos, o número de paróquias com página na internet, ou um blog, onde poderiam dar conta da sua atividade e preocupações pastorais. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Esta falha é muito grave pois não há um sítio oficial do Santuário da Esperança, que muitos devotos açorianos ou não, espalhados pelo mundo, poderiam consultar para obter orientação, informações sobre as celebrações litúrgicas maiores, e ter acesso a toda a actividade pastoral e litúrgica diária; ou, como sucede no sítio do Santuário de Lourdes, ver, em permanência, imagens da Capela do Senhor e da Igreja da Esperança.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Uma página na net permitirá uma catequese orientada, pastoralmente, por temas que dinamizem a formação religiosa e a prática da Fé. Como sucede com o sítio « on line » do Santuário de Fátima, onde os fiéis e devotos podem obter informação religiosa adequada sobre tudo o que lá acontece e nas instituições religiosas instaladas na Cova da Iria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Por outro lado, isso permitiria que os devotos, através das redes sociais, tivessem acesso aos sentimentos e testemunhos de fé e de vida que diariamente chegam ao Santuário. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Se a Fé se alimenta da palavra e do testemunho, nada melhor e mais acessível a quantos acreditam na mensagem salvadora do Ecce Homo, ressuscitado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Transmitir as celebrações através da Internet, é bom, mas é muito pouco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As novas tecnologias da comunicação e informação permitem, diariamente, comunicar a Palavra catequizando, ou utilizando os recursos multimedia e informáticos, com profissionalismo e bem fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando assim acontecer, veremos crescer o número de devotos e aumentará o número de visitantes às nossas Festas Maiores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536 &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-1861000837018777092?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/1861000837018777092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=1861000837018777092&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1861000837018777092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1861000837018777092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/05/santuario-sem-rede-social.html' title='Santuário sem rede social'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3510874187171227153</id><published>2011-05-22T12:31:00.001Z</published><updated>2011-05-22T12:33:41.156Z</updated><title type='text'>Festas, feiras e feirantes</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;A atividade mercantil passa por dias menos bons, todos o constatam. No entanto, continuam por aí espalhados grandes espaços comerciais, construídos com os juros baixos que a banca oferecia aos empresários que embarcaram no sistema expansionista que originou a atual crise.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;Nunca me canso de visitar feiras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;, quando estou no continente. São espaços de uma vitalidade impressionante, pela alegria dos feirantes e pela maneira simples e direta de aliciar os compradores. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Gosto de conversar com eles para saber como vão os negócios. Os feirantes lidam com gente da classe média baixa das zonas rural e urbana que indiciam o estado da economia e da poupança. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há dias, na feira da Batalha, na antiga cerca do Mosteiro dominicano que habitualmente visito para admirar a beleza arquitetónica daquela construção manuelina, encontrei um feirante simpático. Perguntei-lhe como ia o negócio. « Já se ganhou muito dinheiro, mas agora não. » Então por que não procura outra ocupação? « Tenho 40 anos e não sei passar sem isto. Não sei fazer mais nada. Não sei ler, nem escrever. Não tenho carta. Nos dias de feira tenho de pagar 20 euros a quem me conduz a carrinha. Mas o nosso presidente (ele é cigano) enviou-me uma carta para eu ir frequentar a escola e obter o diploma do ensino básico. Depois tirarei a carta. Mas não posso deixar, isto é a minha vida. »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; São às dezenas os feirantes ciganos que animam as feiras por esse país fora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Vendem de tudo, a preços módicos, de concorrência, como proclamava a publicidade antiga. E agora que abundam os trapos, o calçado, os óculos, as malas, as bijuterias, tudo, made in China, os valores vieram por aí abaixo e arrastam consigo os preços de outros feirantes. Alguns gritam que os vestidos e as t'shirts são produto nacional – o nacional é que é bom! - outros comparam os seus preços com os da Mango, da Zara e da Bershka. « Oh dona venha cá, venha ver, remexa que não paga nada e se não servir nós trocamos! » Tudo como no comércio citadino. E as mulheres tocam, retocam, mas passam à banca adiante, à procura do mais barato, do melhor tecido, do diferente que, habitualmente, não encontram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ir à feira transformou-se num vício porque a cidade tornou-se cinzenta, impessoal, cansativa e o comércio urbano modernizou-se, mas perdeu o acolhimento. Tornou-se desagradável, na maioria dos casos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A tradição das feiras, francas e outras, vem de tempos remotos. É anterior à fundação da nacionalidade. Terá sido com a crise do feudalismo e o surgimento da burguesia que estes espaços de comércio ao ar livre tiveram um grande incremento e constituíram importante fonte de receita para os monarcas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A feira está na alma e na tradição do povo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há dias visitei a Feira Medieval na cidade de Torres Novas, distrito de Santarém. No interior das muralhas do castelo, construído no século 12 por D. Sancho I, e extra-muros, foi encenado todo o viver de há oitocentos anos. As formas de vida senhorial e rural, a gastronomia, o artesanato, o comércio e a cultura erudita da época, juntamente com os meios de defesa militar e a força muçulmana atacante, representados por figurantes vestidos a rigor, constituíram uma lição de história para milhares de visitantes. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na praça daquela pequena cidade cujo concelho ronda os 40 mil habitantes, decorreram vários espetáculos da época medieval.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A iniciativa foi do Município e teve a participação das empresas locais e de muitos artesãos que, integrando a narrativa histórica, vendiam os seus produtos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Foi, de fato, uma oportunidade para conhecer e aprofundar os saberes sobre a nossa história e identidade que penso deverá servir de exemplo para tantas celebrações festivas anuais que decorrem nos Açores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Revelar aos mais novos os primórdios e circunstâncias em que surgiram, por exemplo, as festas do Espírito Santo, a actividade baleeira,  piscatória, marítima, artesanal ou agrícola, revitalizando objetos guardados em museus e casas etnográficas, encenando ambientes de outras épocas que a modernidade já apagou, é uma maneira lúdica e educativa de promover a cultura. (As feiras de artesanato, pela sua falta de inovação, são cansativas...).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Recorrendo à investigação histórica e etnográfica, a encenação e representação das vivências antigas, são a melhor forma de enraizarmos a nossa identidade e de inovarmos festividades e celebrações, para que não caiam na rotina.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nos atos celebrativos a festa e a alegria têm muito a ver com o efeito surpresa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p.536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3510874187171227153?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3510874187171227153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3510874187171227153&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3510874187171227153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3510874187171227153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/05/festas-feiras-e-feirantes.html' title='Festas, feiras e feirantes'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-7718964370151734109</id><published>2011-05-21T09:02:00.001Z</published><updated>2011-05-21T09:04:37.638Z</updated><title type='text'>O meu manifesto cívico</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt;A Primavera deste ano tem despontado, timidamente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; A sua força geradora é uma esperança que toda a humanidade anseia, para fazer face ao desenvolvimento da criação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Este ciclo vital anual e sempre novo, revela a criatividade e dinamismo da natureza e lança um repto permanente à construção e desenvolvimento da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Não me parece despisciendo este intróito, neste tempo de intensa atividade política, destinada a eleger quem nos irá representar na próxima governação do País. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Os partidos concorrentes – são tantos que não se percebe onde estiveram até agora... - ressurgem à caça do eleitorado. Alguns, limitam-se apenas a comentar declarações e « fatos políticos » artificiais, para alimentar polémicas estéreis. Outros apresentam manifestos e programas de governo, mas a maioria do eleitorado nunca chega nem a conhecê-los nem a percebê-los, convenientemente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Da « liturgia » do culto aos líderes partidários e aos candidatos, fazem parte cenários teatrais e adereços que desviam as atenções de importantes compromissos públicos que visam os cidadãos e o bem comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;O discurso político segue, ao pormenor, as leis publicitárias do mercado e da concorrência. Os oradores, normalmente, fazem pronunciamentos inflamados, vazios de conteúdo e de estilo panfletário, contestando sobretudo os deslizes do adversário que se pretende vencer. E, se bem que digam o contrário, não se preocupam em mobilizar os cidadãos para um projecto comum. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Os comícios que, na verdadeira acepção da palavra, significam reunião de cidadãos para tratar de assuntos de interesse público, transformaram-se em espetáculos e rituais, onde não é permitido o diálogo e interlocutores. Apenas os oradores discursam, com maior ou menor vibração, e recebem da plateia aplausos de circunstância, sob a batuta do animador da « função ».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Dir-me-ão que a democracia portuguesa sempre seguiu este figurino, copiado de outras democracias ocidentais mais antigas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; O certo é que os eleitores estão cansados destes rituais que só os ferrenhos simpatizantes e militantes aceitam. Muitos já não alinham neste folclore.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; É contra este estado de coisas que me manifesto, nesta simples e despretensiosa crónica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Partidos e candidatos necessitam de repensar atitudes e procedimentos, para que os cidadãos acreditem e confiem neles. Isso só acontecerá se os eleitores reconhecerem nos políticos uma especial dedicação ao serviço público. Quem colocar a sua projeção pessoal ou os seus interesses individuais e de grupo, acima do interesse coletivo, cedo receberá protestos e o desprezo dos cidadãos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Não bastam os contatos de rua, o bater de porta-em-porta distribuindo panfletos e presentes, os cumprimentos furtuitos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; As propostas e manifestos partidários, saídos apenas da cabeça duns iluminados, redundam em fracasso, pois não atendem às condições de vida das pessoas. Importa ouvir, constantemente, os cidadãos, para saber o que pensam e pretendem - auscultar antes de agir, para derimir conflitos de interesses e zelar por todos, sobretudo pelos mais fracos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  O diálogo social deve preceder sempre a negociação político-partidária, e manter-se para além dos tempos de campanha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; A crescente contestação mundial e nacional contra os agentes políticos e governamentais demonstra quão arredados eles andam dos cidadãos eleitores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; É esta a causa do descrédito popular nas instituições e agentes que nos governam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Oxalá candidatos e partidos políticos entendam e respondam, satisfatoriamente, aos apelos que a sociedade civil lhes lança, a bem do funcionamento da democracia e do desenvolvimento do país.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-7718964370151734109?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/7718964370151734109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=7718964370151734109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7718964370151734109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7718964370151734109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/05/o-meu-manifesto-civico.html' title='O meu manifesto cívico'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-9193440693782882103</id><published>2011-05-17T23:38:00.001Z</published><updated>2011-05-17T23:41:05.621Z</updated><title type='text'>Sobre o assassinato de Bin Laden</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O anúncio feito pelo Presidente Obama da morte de Ossama Bin Laden, constituíu natural motivo de júbilo para muitos novaiorquinos, madrilenos e outros povos que viram desaparecer amigos e familiares em atentados terríveis, comandados pelo líder da Al-Qaeda. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O perigo de novas ações violentas de retaliação, desencadeadas por militantes daquele movimento terrorista islâmico é, todavia, uma possibilidade real com que a comunidade internacional está a contar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Significa isto que Bin Laden fez escola e espalhou discípulos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nos últimos dias tem-se conhecido alguns pormenores de como o comando militar norte-americano desencadeou o assalto à casa do líder da Al Qaeda e a forma como foi assassinado. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O facto do Presidente dos EUA não ter autorizado a publicação de fotografias do cadáver, denota a violência da acção militar a que assistiram  familiares, nomeadamente uma filha de 12 anos, que afirmou ter sido o pai assassinado após a prisão. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este desfecho, há muito aguardado, teve, de imediato, aproveitamento político. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O Presidente dos EUA, ciente dos benefícios que poderia retirar do feito para a sua reeleição, ameaçada pela crise económica daquele país, correu logo a dar a notícia. Com isso, parece ter recuperado a simpatia do eleitorado democrata e o aplauso dos republicanos, defensores de uma autoridade forte e de poderio militar que afirme, sem rodeios, a super-potência mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No entanto, se a missão do comando militar satisfez os mais inquietos com as acções terroristas, ela levanta, também, uma série de questões sobre o modo como decorreu e o respeito pelos direitos que qualquer cidadão, mesmo o mais criminoso merece, quer em vida, quer após a morte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Para um país, cujo paradigma da liberdade contribuiu para as transformações operadas em países europeus na transição do absolutismo para o liberalismo, impunha-se que o homem mais procurado do mundo, fosse julgado pelos alegados crimes cometidos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Dever-se-ia, por isso, ter-se preservado a sua vida, até ao limite. Se foi ou não possível proceder assim, não o saberemos, por enquanto. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Sabemos, no entanto que o seu corpo foi lançado ao mar, desrespeitando  a tradição cultural muçulmana. E isso é grave, pois qualquer cadáver deve merecer o máximo respeito, segundo normas e convenções internacionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Por outro lado, a vida, mesmo a do maior criminoso, é um direito fundamental e não compete a ninguém violá-lo. É por isso que existem tribunais e, nestes casos, o Tribunal Penal Internacional que, presentemente, até está a analisar alegados crimes cometidos pelo regime de Khadafy. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O procedimento dos EUA, aplaudido por líderes políticos do chamado mundo livre, tem a minha discordância, pois é revelador de dois pesos e de duas medidas ou, pior, de procedimentos discricionários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando Obama foi eleito, prometeu encerrar a prisão de Guantanamo, por reconhecer que se tratava de uma prisão de alta segurança mas sem critérios judiciais. A comunidade internacional recebeu a promessa como sinal de uma mentalidade nova na defesa dos direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O assassinato e o destino dado ao corpo do ex-lider da Al-Qaeda, revelam que o desrespeito pelos direitos humanos, único caminho para a paz entre os povos, está muito longe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Enquanto os responsáveis das nações procederem de forma a transformar líderes terroristas em mártires, os povos oprimidos continuarão a acreditar que é através da violência que mudarão suas vidas e atingirão o céu.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; Temo que a forma como mataram e sepultaram Bin Laden seja semente de novos mártires, como reza a tradição cristã.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-9193440693782882103?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/9193440693782882103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=9193440693782882103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/9193440693782882103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/9193440693782882103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/05/sobre-o-assassinato-de-bin-laden.html' title='Sobre o assassinato de Bin Laden'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-5552023519477675657</id><published>2011-05-04T11:57:00.000Z</published><updated>2011-05-04T11:59:14.131Z</updated><title type='text'>Carta a um trabalhador-reformado</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Caro amigo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Amanhã é o Dia Mundial do Trabalhador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A data foi instituída em 1889, por um Congresso Socialista, realizado em Paris, em homenagem à greve geral que, três anos antes, ocorrera em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Milhares de trabalhadores saíram à rua para manifestar-se a favor da redução do horário de trabalho de 13 para 8 horas diárias e contra as condições desumanas dos operários fabris. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Esta luta teve consequências práticas de que muitos emigrantes açorianos vieram a usufruir nos trabalhos portuários, nos caminhos de ferro e nas fábricas de téxteis da América do Norte. Os que viviam nos « farms », trabalhavam de sol a sol, indiferentes ao passar das horas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O mesmo sucedeu, durante dezenas de anos, aos trabalhadores de cá, homens do sacho e do arado, agricultores e lavradores, empregados do comércio, de fábricas, de repartições públicas, professores e outros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Os locais de trabalho não tinham relógio de ponto, nem havia pressa em arrumar a secretária, deixando o trabalho a meio, que amanhã é outro dia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Caro amigo reformado: &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Essa época já lá vai, como sabes, mas permanece ainda o orgulho pelo brio e dedicação com que tudo se fazia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O brio suplantava todas as lacunas de formação. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O exame da quarta-classe, se bem que atribuísse diploma, era uma qualificação académica que outros países já tinham ultrapassado há dezenas de anos. Mas quantos passavam daí? Mesmo assim, uma boa quarta-classe, era certificado mais que suficiente para um emprego bem remunerado. Depois o brio fazia com que cada um fosse estudando, evoluindo na sua profissão para atingir melhores patamares salariais. Foi assim que muitos rapazes entraram na tropa como soldados rasos e, aos poucos, subiram a pulso na carreira militar, sujeitando-se aos indispensáveis concursos e provas, para atingirem postos mais altos. Noutros sectores de actividades pública e privada, aconteceu o mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A regra era fazer tudo bem feito, mesmo que sem preparação e formação profissional de base. Aprendia-se fazendo, ou aprendendo com os mais experientes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O brio era uma qualidade tão estimada como a honra e, normalmente, as duas andavam a par, sendo apreciadas por todos, em particular, os empregadores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Os homens do campo e pescadores tinham orgulho no bom desempenho dos seus ofícios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O brio dos agricultores e lavradores, era patente no bom amanho das terras, na quantidade e qualidade das colheitas e na apresentação e desempenho dos animais. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Os pescadores, orgulhavam-se da qualidade das suas embarcações, do desempenho da sua tripulação e da quantidade das suas pescarias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Não havia mestre que não gostasse de ver gabada a obra que lhe saíra das mãos, pois sabia que o público era um juíz severo mas justo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Estes deveres faziam parte da cartilha educativa das mães, cujo dia também se celebra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Caro amigo trabalhador-reformado:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Que tem todas estas considerações a ver com o Dia Mundial do Trabalhador?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Tudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Numa época em que reivindicações laborais e sindicais parecem pretender esconder a falta de esforço individual, o brio e a dedicação, a qualidade do desempenho, recordo o exemplo de uma geração educada, no valor quase supremo do trabalho. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O seu esforço e sacrifício, normalmente mal recompensados, têm de ser apreciados pelos senhores do mando e do dinheiro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;A geração que colocou na honra e no brio profissional o esteio de suas vidas, não pode aceitar que, por razões altamente questionáveis, venham, agora, novos doutrinadores e senhores da alta finança, da produção sem-limites e da precariedade laboral, impôr regras de conduta que, já se constatou, conduzirão à desordem social e à pobreza.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Muito menos se forem atingidas as suas pensões de reforma que, durante dezenas de anos, foram amealhando nos cofres públicos, sob gestão do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Por isso é que neste 1º de Maio, impõe-se reclamar a defesa destes direitos sagrados a bem de quem colocou a Honra e o Brio, ao serviço dos demais e do progresso da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-5552023519477675657?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/5552023519477675657/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=5552023519477675657&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/5552023519477675657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/5552023519477675657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/05/carta-um-trabalhador-reformado.html' title='Carta a um trabalhador-reformado'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4050382102411249650</id><published>2011-04-25T01:04:00.002Z</published><updated>2011-04-25T01:08:51.356Z</updated><title type='text'>Remédios para uma doença crónica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-cVVof-BHtkI/TbTJlSt4MhI/AAAAAAAABzQ/473RV0_24Js/s1600/IMAG0294.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-cVVof-BHtkI/TbTJlSt4MhI/AAAAAAAABzQ/473RV0_24Js/s320/IMAG0294.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5599321879244976658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 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&lt;/span&gt;Sobre o cais da Horta, dezenas e dezenas de passageiros. Muitos como eu, tinham viajado, entre Lisboa e a ilha da Horta, como proclamou um funcionário do &lt;i style=""&gt;check-in&lt;/i&gt;, alto e bom som, penalizados pelo acréscimo dos custos dos transportes que os nossos governantes teimam em não querer ver. Outros, alguns deles doentes, regressavam a casa, após exames no Hospital da Horta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;À hora de embarque, chovia que Deus a dava. Uma ambulância trouxe um doente amacado que, sem qualquer protecção ou resguardo, foi transportado para dentro do barco. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Entre o Faial e o Pico, o mar estava revolto e a Montanha escondida entre nuvens negras e espessas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Há dias, foi anunciado o lançamento do concurso público para a construção do novo Centro de Saúde da Madalena. É um empreendimento grandioso que será dotado de moderno equipamento e, além dos atuais serviços e reduzidas valências, contará com uma maternidade e &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;especialistas em obstetrícia e pediatria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Pensava nisto, com o barco rebolando nas vagas de norte, quando me ocorreu a construção, há mais de uma década, do novo centro de saúde de São Roque. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Então, foi prometido que os picoenses teriam melhores serviços de saúde. Falou-se até na possibilidade de ali se realizarem pequenas cirurgias e, porque não? Partos. O edifício foi inaugurado, com novos meios de diagnóstico. Foram até adquiridos equipamentos informáticos para a telemedicina, mas esses não saíram dos caixotes e ficaram inutilizados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Deu-se um salto em frente na prestação de cuidados de saúde diferenciados? Não! Ficámos na mesma. Ou melhor: ficámos pior porque hoje a ilha do Pico tem menos população e a que resta está mais envelhecida, portanto mais necessitada de cuidados de saúde diferenciados e com menos capacidade para deslocar-se ao Faial. Temos o mesmo número de médicos de clínica geral e continuamos sem especialistas que respondam &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;às carências dos picoenses em: cardiologia, urologia, neurologia, pelo menos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Quanto à telemedicina, um recurso fundamental para responder em casos mais graves e superar a inexistência das especialidades atrás referidas e outras, nada foi feito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Os governantes até podem encará-la como solução, mas os médicos não entram no esquema. Porquê? São impreparados, e as responsabilidades dos centros hospitalares a que os centros de saúde ficarão ligados, serão maiores. Não é verdade? Então implementem já esse processo, pois trará benefícios imediatos a quem vive em ilhas onde não há hospitais...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Estava eu pensando nestes meus protestos, quando o barco entra no porto da Madalena que – dizem - vai ser beneficiado. O mar acalmara e a chuva desaparecera, mas a Montanha continuava escondida. De terra vinha um cheiro diferente, um aroma a faia e a incenso que cobrem cada vez mais a terra fértil desta segunda ilha açoriana, em área, que não em gente e condições de vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Em cima do cais, dezenas de pessoas aprestavam-se a viajar para a ilha em frente. Num instante, os passageiros foram saltando para a escaleira, ajudados pela marinhagem. Sempre foi assim e nunca ninguém caiu ao mar, mesmo quando ele está bastante ruim. Será por isso que não se melhora os acessos dos passageiros, nem se instala mangas para os doentes não se alagarem?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Duas ambulâncias aproximam-se do barco, com mais doentes para o Hospital da Horta. A doente que viajou para o Pico, é retirada de bordo e colocado no chão do cais, até que a ambulância fique desocupada. A idosa nada diz, ao contrário dos olhares dos presentes.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Isto só no terceiro mundo! – comentava alguém.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Só no terceiro mundo, repeti. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;O que aconteceu com o centro de saúde de São Roque, pode acontecer com o novo centro de saúde da Madalena, se não se conseguir romper com as limitações que outros impõem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Entretanto, continuam os doentes a entrar e sair dos barcos,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;desabrigados, ao frio e à chuva, apelando à misericórdia divina:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;Senhor Bom Jesus, valei-me! Senhor Espírito Santo, valei-me!&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -4.05pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Jornalista c.p.536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4050382102411249650?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4050382102411249650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4050382102411249650&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4050382102411249650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4050382102411249650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/04/remedios-para-uma-doenca-cronica.html' title='Remédios para uma doença crónica'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-cVVof-BHtkI/TbTJlSt4MhI/AAAAAAAABzQ/473RV0_24Js/s72-c/IMAG0294.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-6349975360893313898</id><published>2011-04-24T12:26:00.000Z</published><updated>2011-04-24T12:27:02.769Z</updated><title type='text'>O  dia  D  do  Cristianismo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Quando reflito sobre o meu passado e sobre o que contribuiu para a construção da minha personalidade, ocorre-me sempre aquela frase do filósofo espanhol Ortega y Gasset: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;"Eu sou eu e minha circunstância". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Marcados pelas circunstâncias que envolveram pessoas e acontecimentos, a elas recorremos quando abrimos o álbum de recordações para contar estórias que moldaram o nosso ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Neste tempo pascal, quem viveu, intensamente, antes e depois do Concílio do Vaticano II, o cerimonial cristão, não consegue libertar-se do ambiente quase monástico que envolvia a semana Santa e o Domingo de Páscoa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Era sob um misticismo quase fúnebre que todo o cerimonial decorria. A partir do Domingo de Ramos, a Sé de Angra escurecia-se, ainda mais, para encenar um ambiente de recolhimento, propício à penitência da carne que enlevasse o espírito aos frutos da Morte do Senhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Antes da liturgia voltar a ser em vernáculo, a narração da Paixão era cantada em latim, por três intérpretes. Havia um coro polifónico que intervinha quando a turba lançava impropérios contra Jesus, nos momentos mais cruciais da paixão. Criava-se, assim, um ambiente propício à interiorização da verdadeira tragédia, que culminava com a ignominiosa morte de Cristo na cruz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Vestidos de escuro, os fiéis, até sexta-feira santa, apresentavam um ar compungido, pois segundo se afirmava, também eles eram cúmplices da sentença de Pilatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Angra do Heroísmo, acorria à Sé para os vários cerimoniais em que participava todo o cabido e os alunos todos do Seminário. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A cidade vivia um silêncio ensurdecedor, que atingia as actividades comerciais e até desportivas. Respeitava-se, porém, os procedimentos e ditames eclesiásticos, como se eles regessem, naqueles dias, toda a actividade angrense.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Numa dimensão diferente o mesmo se passava nas zonas rurais. &lt;b style=""&gt;Educadas pelo clero, as pequenas localidades eram tementes a Deus, no significado mais real do termo. A penitência pregada dos púlpitos, era seguida à risca, e sem objeção, assemelhando-se às sevícias e castigos das regras monásticas. Na sexta-feira santa, o jejum, a abstinência e a fome eram cumpridos sob pena de pecado grave. Permitida só a água que não mata jejum.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Tempos diferentes que todos respeitavam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O contexto sócio-cultural e religioso de então proporcionava um domínio clerical muito acentuado, mas não contestado pela grande massa dos fiéis, com pouca formação religiosa e cultural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O Vaticano II trouxe uma abertura extraordinária à Igreja. Expurgou os ritos e cerimoniais de tudo o que desfocou o essencial da Fé em Cristo, consagrou o primado do Povo de Deus sobre o clericalismo, apresentou o Evangelho como a única mensagem de Salvação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A Páscoa e a Ressurreição deixaram, então, de ser o corolário da Semana Santa e passaram a constituir o fundamento da Fé dos crentes, na sequência da pregação de São Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Domingo de Páscoa ou da Ressurreição é, portanto, o Dia D do Cristianismo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Esta convicção têm-na, há muito, os fiéis de várias regiões do continente. As visitas pascais ou o “compasso”constituem momentos de partilha da alegria da Vitória sobre a Morte. A mensagem é levada de casa em casa pelo pároco aos seus paroquianos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Por cá, era costume as pessoas visitarem-se e trocarem folares e amêndoas, presentes que significa(va)m partilha, amizade e alegria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;A Páscoa, na verdade, só tem sentido se proporcionar à humanidade, melhores tempos de alegria, de fraternidade, de justiça e de liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;São estes os meus votos sinceros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-6349975360893313898?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/6349975360893313898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=6349975360893313898&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/6349975360893313898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/6349975360893313898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/04/o-dia-d-do-cristianismo.html' title='O  dia  D  do  Cristianismo'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-1941857768111807852</id><published>2011-04-22T11:53:00.000Z</published><updated>2011-04-22T11:58:48.198Z</updated><title type='text'>A   QUESTÃO   DE(O)   FUNDO</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;A opinião pública tem assistido a uma crescente produção de informação sobre o pedido de ajuda de Portugal a instituições financeiras mundiais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Os jornalistas, ávidos de uma palavrinha de um qualquer funcionário da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, não descolam dos seus percursos até às arcadas do Terreiro do Paço, junto ao Ministério das Finanças, para obter declaração de circunstância e sem interesse para o cidadão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Há um massacre constante de notícias e pronunciamentos políticos sobre a situação portuguesa que não proporciona a tranquilidade necessária aos sacrifícios que aí vêm.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Por outro lado, dá a impressão que são esses funcionários da UE e do FMI que nos vêm trazer a solução para um pequeno país que ao longo de oitocentos anos fez história pelos melhores motivos e ajudou outros povos a se desenvolverem económica e socialmente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;A velha aliança inglesa, tão contestada pela burguesia do sec.18, trouxe benefícios ao Reino Unido, mas o encerramento das nossas indústrias artesanais. Mais tarde, quando D.João VI se afastou para o Brasil para fugir às invasões napoleónicas, os ingleses, a troco do apoio militar, tomaram conta do governo da nação, através do General Beresford, que exauriu as finanças públicas e preteriu os militares portugueses em favor da tropa britânica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Já no século 20, nos grandes conflitos mundiais, Portugal cedeu o território açoriano ao domínio britânico e norte-americano, para bases militares que ainda hoje mantêm.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Que beneficiámos com essas alianças? Subalternizaram-nos esses povos ditos amigos e, agora, fazem de nós pedintes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Nas últimas décadas, integrados no espaço comunitário que seguia a economia neoliberal como base do crescimento económico, embarcámos no consumismo despesista, cujos lucros tremendos aumentaram, substancialmente, os cofres de banqueiros sem escrúpulos, e contribuíram para a formação de milhares de fortunas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;No entanto, quantos economistas acusam o cidadão comum de ter gasto mais que o possível, quando eram os próprios bancos, na sua ânsia de aumentar os lucros, que nos ofereciam, com facilidade, rapidez e sem critério, financiamentos para o que podíamos e não podíamos pagar?!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Que estado poderia sobreviver a essas incursões capitalistas e consumistas, se tivesse impedido a construção de milhares e milhares de novas habitações, a compra de novos veículos e outros bens de consumo, a abertura de centros comerciais e de grandes superfícies que geravam empregos, aumentavam as receitas públicas e se enquadravam no sistema económico vigente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Quem assim não procedesse seria acusado de contrário à livre iniciativa, de combater as leis da concorrência e de impedir o progresso – princípios do neo-liberalismo que acabaram por cilindrar os países e cidadãos mais débeis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Nesta fase da história da humanidade, são evidentes as interrogações sobre qual o modelo económico seguinte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Há quem defenda, há muito, um novo paradigma. O certo, porém, é que as soluções para o colapso financeiro dos estados estão nos organismos da União Europeia e no FMI que se regem por critérios neoliberais e pelas distorções das agências de rating ao serviço dos senhores do dinheiro. Não há espaço nas contrapartidas aos empréstimos, para a solidariedade, para a preocupação com os mais fracos e para a recuperação da economia. Apenas a exigência do pagamento atempado e total das dívidas, acrescidas de juros e lucros exorbitantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Esta é a verdade que o povo simples, com a sua dura experiência de vida, percebe e contesta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Impõe-se, pois, uma atitude séria e responsável dos agentes políticos e da comunicação social. Não embarquem nem na consagração, nem no apoio aos « salvadores » dos depauperados cofres públicos e privados. Procedendo assim, estarão a consagrar um sistema injusto e desumano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Informem, com verdade, mas não dêem guarida ao estafado e inconsequente discurso da maledicência que alimenta o síndrome coletivo da incapacidade para ultrapassar a crise! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Promovam a expressão de novas ideias económicas e sociais, de novos projectos, de novos valores. Neles assentará a sociedade vindoura que todos aspiramos e pretendemos seja mais igual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;E se, neste entretanto, alguns tiverem de partir para outras paragens, em busca de melhores condições de vida, não se lhes fechem as portas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Quando em Março de 1677, em tempos também difíceis, 50 famílias açorianas partiram para o sul do Brasil, levando a ilha no coração, iniciou-se, então, a história da nossa diáspora. Mais tarde, foram os Estados Unidos e o Canadá que nos acolheram. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Sempre demos o nosso melhor para que a humanidade fosse mais solidária, e soubemos afirmar valores humanos, que não se conformam com os ditames que os homens do dinheiro nos querem impor (pobres mas honrados!). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Contra eles dizemos, como Ciprião de Figueiredo: Antes morrer livres, que em paz sujeitos!&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;" lang="FR"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-1941857768111807852?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/1941857768111807852/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=1941857768111807852&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1941857768111807852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/1941857768111807852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/04/questao-deo-fundo.html' title='A   QUESTÃO   DE(O)   FUNDO'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2703269928938630283</id><published>2011-04-09T18:39:00.001Z</published><updated>2011-04-09T18:42:08.750Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política agrícola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='agricultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FAO'/><title type='text'>Regressar à agricultura ecológica</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Também para nós, não se augura tempos fáceis, pois dependemos da importação de cereais para o pão e rações, da importação de legumes, fruta e outros bens de primeira necessidade que, há anos atrás, medravam sem produtos químicos, nas ladeiras e nos quintais ao pé de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;O nosso tempo é de muitas e complexas mudanças.&lt;/span&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Para além da crise financeira que, de tanto repetida e não solucionada corre o risco de desacreditar instituições económicas e políticas, existe a crise alimentar mundial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quem escutou, vezes sem conta, lamentos de homens e mulheres do campo, apercebeu-se das críticas que eles faziam à política agrícola comum europeia. Exprimiam-se de forma simples, condenando o abandono dos campos e da pequena produção de bens alimentares, pressentindo que a mudança para a produção agrícola intensiva não viria dar bons resultados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A transformação de terrenos em pastagens para alimento de milhares de cabeças de gado leiteiro, acompanhada de importantes subsídios à lavoura, podem ter trazido benefícios pontuais, mas agravou os problemas resultantes do excesso de produção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Foi contra esta visão parcelar e imediatista que os antigos agricultores, homens da enxada e do arado, na “sua ignorância”, se manifestaram. Todavia, ninguém os ouviu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Recentemente um funcionário da ONU avisou que “nos principais países produtores de cereais, a superfície cultivável atingiu, praticamente, o seu limite máximo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; E acrescentou: “o aumento do preço do petróleo e a seca, farão disparar os produtos alimentares em mais 20%, até ao final do ano”. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; 2011, segundo a FAO, vai ser um ano de crise alimentar. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; São más notícias para as populações mais pobres, afetadas pela seca e pelo subdesenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há países que pretendem ultrapassar a falta de alimentos com o aumento da produção agrícola. Mas os técnicos da FAO dizem que essa não é uma visão de futuro. ”A solução não está no atual modelo agro-industrial, mas no modelo eco-agrícola.” &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Também para nós, não se augura tempos fáceis, pois dependemos da importação de cereais para o pão e rações, da importação de legumes, fruta e outros bens de primeira necessidade que, há anos atrás, medravam sem produtos químicos, nas ladeiras e nos quintais ao pé de casa. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Esses terrenos, hoje, ou estão ao abandono e são pasto de faias, incensos, ou dão erva para os animais, cujo valor baixou devido ao excesso de produção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Felizmente, muitos prevendo a crise, retomaram a enxada e começaram a cultivar as suas hortas que sempre lhes deram novidades e o sustento de todo o ano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ainda há dias, em fim de tarde, numa movimentada estrada da periferia de Lisboa, em terrenos públicos desaproveitados, vi e apreciei algumas hortas bem trabalhadas. Lá andava, no seu bocadinho, um homem curvado à enxada, cuidando das suas sementeiras, indiferente ao barulho e velocidade do trânsito que rolava ao seu redor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este país tem tanta terra abandonada mas fértil, onde outrora hortas, pomares, cearas e milheirais, foram um pobre sustento, é verdade! de milhares e milhares de famílias!...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Oxalá as crises alimentar e financeira sejam potenciadoras de uma mudança na agricultura, rumo a uma economia nova, que vise a promoção dos direitos de todos e a preservação da natureza e do meio-ambiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2703269928938630283?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2703269928938630283/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2703269928938630283&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2703269928938630283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2703269928938630283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/04/regressar-agricultura-ecologica.html' title='Regressar à agricultura ecológica'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2689963237985074216</id><published>2011-04-02T17:22:00.003Z</published><updated>2011-04-02T17:26:45.993Z</updated><title type='text'>Reabitar a cidade</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; No 465.º aniversário de Ponta Delgada é inevitável repensar a cidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Em 1957, aqui cheguei, numa manhã de Outubro, no paquete « Carvalho Araújo ». Iniciei estudos no Seminário Menor, instalado no ve&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-Vn9VfyAQEMw/TZdcBCE6I3I/AAAAAAAABtw/8YwT_bENuSg/s1600/PDL.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 397px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Vn9VfyAQEMw/TZdcBCE6I3I/AAAAAAAABtw/8YwT_bENuSg/s320/PDL.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591038635210842994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;lho e degradado Convento dos Jesuítas e na Igreja de Todos os Santos, monumentos felizmente recuperados e reabilitados.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Nesse tempo, e já lá vão mais de cinquenta anos, muitas ruas eram térreas. O transporte de mercadorias era efectuado também por carros de bois e os pregões dos leiteiros e dos vendilhões de peixe e de louça da Vila, ouviam-se, com facilidade. A pacata e silenciosa vida da cidade, subordinava-se às badaladas do relógio da Matriz.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Ponta Delgada, acabava de expandir-se para o mar, através da Avenida Marginal. Os novos aterros, entre o edifício da Polícia e a residência de Carlos Agnelo Borges serviam de parque de estacionamento às empresas de camionagem.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; A expansão para o mar deu um novo dinamismo à baixa da cidade que hoje existe.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; No século 19, Ponta Delgada e a Ilha de São Miguel, conheceram uma grande pujança comercial e económica, devido ao comércio da laranja para Inglaterra e à fixação de empresários estrangeiros. Segundo afirma Fátima Sequeira Dias, no sítio do Município, Ponta Delgada era a terceira mais importante cidade portuguesa, quer em riqueza, quer em população.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; No início do século XX, e segundo a mesma historiadora, essa classificação desceu para oitavo lugar.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Hoje Ponta Delgada, é ultrapassada por várias cidades, até do interior do continente, capitais de província ou não.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; A industrialização e o aumento do sector terciário na década de 80, foram responsáveis pelo aumento da população urbana oriunda dos campos, que se instalou nas pequenas e grandes cidades onde havia trabalho e melhores condições de vida.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Numa escala mais reduzida foi o que se passou, em Ponta Delgada.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; A pequena cidade, elevada a essa categoria em 2 de Abril de 1546 por D.João III, transformou-se num pólo industrial, comercial e de serviços, atraindo gente da própria ilha e das restantes oito.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Decorre, presentemente, o censo de 2011, mas não é difícil prever que a maior cidade açoriana aumentou o número de habitantes.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Entre 1991 e de 2001, a população de São Miguel cresceu cerca de 4 mil habitantes e a quase totalidade fixou-se em Ponta Delgada.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Daí o notório aumento do parque habitacional e a expansão da malha urbana no sentido horizontal e vertical, atingindo zonas agrícolas e alterando a fisionomia da cidade que, em anos passados, se admirava  do Alto da Mãe de Deus.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Ponta Delgada, hoje, dispersa-se por novas centralidades.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; O seu centro histórico, outrora coração e pulsar do multi-secular burgo está quase inanimado. Nele ainda permanecem o comércio tradicional e serviços, estabelecimentos de ensino, repartições públicas, unidades hoteleiras e instalações culturais.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Lentamente, continua-se a renovar, a reabilitar e a requalificar-se edifícios, espaços públicos e antigas ruas. Mas a cidade teima em não renascer, em reanimar-se, em ressuscitar para uma nova  dinâmica como a que conheceu até há 20 anos.   &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Esta situação revela que o que foi feito não foi o mais importante para atrair, de novo, residentes, como sucede com outras cidades que, tendo passado pela desertificação inverteram esse ciclo.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Infelizmente, não vejo os responsáveis muito preocupados e apresentando soluções adequadas. Pelo contrário.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Há comerciantes a reclamarem estacionamentos gratuitos. Outros defendem a cobertura de ruas. Quase todos dizem-se desapoiados pelas entidades públicas, mas poucos respondem às novas e mais exigentes medidas impostas pela concorrência à actividade comercial, poucos denotam capacidade inovadora e empreendedora que vá de encontro à modernidade e às necessidades dos consumidores, cada vez mais esclarecidos e exigentes.  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; A Autarquia que nos últimos anos investiu em parques de estacionamento e na requalificação urbana, parece esperar os frutos desse investimento que tarde virão.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;b&gt;O centro histórico de Ponta Delgada já não se enche de gente à hora do almoço e, no fim do dia, o transito é diminuto e faz-se com facilidade. &lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt; Como nos anos 50, a cidade é silenciosa porque desertificada. &lt;/b&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;b&gt; Quem toma a iniciativa de reanimá-la como o fizeram no século 19 as famílias ricas que aqui se instalaram e no século 20 os comerciantes abastados?&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-weight: normal;"&gt;A alma de uma cidade não são apenas os serviços administrativos, financeiros, comerciais, os equipamentos culturais, hoteleiras e de restauração, os transportes públicos e particulares, etc. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-weight: normal;" align="JUSTIFY"&gt; A alma, a grandeza e a vida de uma cidade assenta nas pessoas, no património construído e cultural, no dinamismo funcional e relacional que distingue o urbano do rural.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; Em dia de aniversário, aqui deixo algumas reflexões sobre um problema típico do nosso tempo, originado por uma concentração urbana excessiva e descontrolada que afeta a vida nesta e nas outras ilhas.&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://escritemdia.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2689963237985074216?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2689963237985074216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2689963237985074216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2689963237985074216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2689963237985074216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/04/reabitar-cidade.html' title='Reabitar a cidade'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Vn9VfyAQEMw/TZdcBCE6I3I/AAAAAAAABtw/8YwT_bENuSg/s72-c/PDL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3652799208460914822</id><published>2011-03-28T16:24:00.001Z</published><updated>2011-03-28T16:25:25.757Z</updated><title type='text'>Crise? Qual crise?</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje não venho falar de crise, nem da queda do Governo de Sócrates. Deixo isso aos políticos e aos comentadores das noites televisivas a quem, de mão beijada foram oferecidos temas para muitas e repetitivas conversas, nos próximos meses. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Vêm aí anúncios de personalidades ministeriáveis para esta ou para aquela pasta, revelações bombásticas sobre medidas a incluir em programas eleitorais, informações de fontes próximas deste e daquele líder partidário que fazem notícias ou manchetes e vendem mais jornais e telejornais, em horas de grande audiência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Nestas ocasiões, estabelece-se uma relação, quase promiscua e interesseira, entre jornalistas, dirigentes político-partidários e candidatos a deputados, envolvimento que alimenta páginas e páginas de jornais. Os critérios jornalísticos são ultrapassados por critérios comerciais e estes, regem-se pelas  clientelas eleitorais e partidárias que se alinham, facilmente, sob este ou aquele título, este ou aquele comentador convidado, este ou aquele político escolhido a dedo para a série infindável e cansativa de debates que, a partir de agora, se adivinham. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; São debates sobre o que pode ou não fazer um governo de gestão, sobre a data das eleições, sobre mais empréstimos e o pagamento de juros da dívida, sobre os programas eleitorais, sobre coligações e alianças pós-eleitorais, sobre gastos da campanha, sobre a fiabilidade dos cadernos eleitorais, debates sobre debates com os líderes dos partidos, a dois a quatro a seis ou a oito e se são nesta ou naquela televisão, debates sobre quem começa e quem acaba a entrevista, debates sobre um novo PEC, sobre se há ou não dívida escondida, debates sobre se vamos pagar mais ou menos impostos...debates e mais debates, não para esclarecer os eleitores sobre a garantia de execução de novas e menos penalizantes medidas políticas, mas para sossegar clientelas ávidas de poleiros, de cargos, de prestígio e de visibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A realização de eleições abre a porta a novos protagonistas políticos que já se movimentam, pressurosos, junto dos estados maiores dos partidos, prometendo em troca fidelidade e um ilimitado empenho nas acções de campanha e na « caça » de velhos e novos eleitores. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Nos corredores do poder e nos bastidores dos partidos vai um movimento desusado, não para encontrar as melhores soluções que visem a melhoria de vida dos cidadãos – base e fonte do poder democrático –, mas para conquistar um lugar elegível nas listas de deputados, num gabinete ministerial, numa empresa pública... num poleiro qualquer.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Bem longe destas movimentações interesseiras vive o cidadão comum, vergado pelo peso das suas obrigações fiscais, pelo cumprimento dos seus compromissos bancários. Sujeito ao seu trabalho diário e ao sustento da sua família, tem de mourejar, incessantemente, para andar na rua de cara lavada, primando pela honestidade e pelo cumprimento do dever.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Por isso é cada vez maior o fosso entre eleitores e eleitos, políticos, governantes e povo em geral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este distanciamento favorece e explica o aumento da abstenção, do desinteresse por quem nos governa, e a generalização de maus juízos sobre os responsáveis políticos. São todos iguais, diz-se, por aí, à boca cheia. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os jovens, a geração à rasca, aliou-se da participação política e nem participa no acto eleitoral. Os mais velhos, ficam cada vez mais em casa, cansados de promessas não cumpridas e de tantos sacrifícios inconsequentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Será esta a nossa sina?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mas hoje não vou falar de crise, nem da queda do Governo de José Sócrates, o Primeiro Ministro determinado que no seu primeiro governo baixou o défice do Estado e prometeu o que não pode cumprir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Também não vou falar de outros candidatos bem conhecidos em lides políticas e batalhas eleitorais, onde renovaram amor eterno aos idosos e pensionistas, aos agricultores e empresários, aos trabalhadores, desempregados e demais pobres. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Toda a gente gere a crise no seu dia-a-dia, com maior ou menor dificuldade, mas encontrando, habitualmente, saídas corajosas e compatíveis com as suas possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A crise transformou-se numa forma de vida, num processo em que todos, mais ou menos, estamos envolvidos há anos, muitos anos! &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Então, não emigrámos para o Brasil e América do Norte por causa de crises, não passámos por crises sísmicas, intempéries e tantas desgraças?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Crise? Qual crise? A que nós gerimos, na economia doméstica, é bem maior que a crise que outros nos pretendem impôr, obrigando-nos a pagar dívidas que não contraímos, com dinheiro que não temos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A crise faz parte da história humana e não há volta a dar a esta lei. Ela decorre da transitoriedade da vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Daí eu não pretender falar da crise e muito menos da queda do governo...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://escritemdia.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;http://escritemdia.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3652799208460914822?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3652799208460914822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3652799208460914822&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3652799208460914822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3652799208460914822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/03/crise-qual-crise.html' title='Crise? Qual crise?'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4212541069902950018</id><published>2011-03-25T16:55:00.001-01:00</published><updated>2011-03-25T16:57:14.062-01:00</updated><title type='text'>A cultura do risco e da inovação</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os últimos acontecimentos nacionais e mundiais têm-nos causado muitas perplexidades e incertezas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A vida humana parece cada vez mais em risco, mesmo em países cujo desenvolvimento técnico-científico parecia exemplar. Na verdade, onde está o homem está o perigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É, todavia, nos momentos de crise que se veem os valentes. Sempre assim foi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há dias, um jornalista e sociólogo italiano escrevia no jornal « Público » que após a segunda guerra mundial, cuja devastação na Europa central é por demais conhecida, a Itália conheceu um verdadeiro milagre económico, graças ao esforço de trabalhadores, operários, comerciantes e camponeses que se tornaram empresários e empreendedores. Da sua capacidade criadora, resultaram produtos como: a Vespa, a Lambretta, o Topo Gigio, várias marcas de electrodomésticos, jóias, mobiliário, etc, cuja qualidade continua a ser reconhecida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Num olhar superficial sobre a economia destas ilhas, ao longo das últimas décadas, vejo melhorias significativas em todos os setores na produção, gestão e comercialização. Houve até um notável esforço das famílias na formação e qualificação profissional dos jovens, de modo a mais facilmente se integrarem no mercado de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Todavia, são muito escassas as iniciativas empresariais inovadoras. Olhando a agricultura, as pescas e a indústria que lhe está associada, temos de admitir que, se por um lado, melhoraram os equipamentos, as estruturas e o fabrico dos produtos tradicionais, por outro não se inovou a sua apresentação nem se criaram novas marcas. O mesmo se diga do comércio e dos serviços, à excepção do turismo, onde houve grandes investimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Muitos empresários açorianos são demasiado conservadores e cautelosos e, quando arriscam, pensam logo em segurar-se nos subsídios do estado, salvaguardando, ao máximo, o seu capital. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É esta mentalidade reinante que perpassa por todo o tecido económico regional: da agricultura às pescas, da fileira do leite à construção civil, e à novel indústria turística.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Para tudo se pede subsídios: para as festas, para a reparação de casas e construção da  habitação própria, para a renda, para a construção do salão, para os organismos paroquiais, para pagar propinas, para viagens, para os clubes recreativos e desportivos, para as crianças, jovens e adultos, para a agricultura e para as pescas, para o comércio e indústria, e eu  sei lá que mais...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Um olhar atento pelos jornais dá-nos conta da importância dos financiamentos públicos nas instituições privadas sejam elas de caráter económico, cultural, desportivo e até religioso, fazendo-se mesmo depender da sua atribuição, apoios político-partidários em períodos eleitorais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na União Europeia, no País e na Região, vivemos numa economia subsídio-dependente que sobrecarrega a mesa dos orçamentos e, consequentemente, os contribuintes. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É a desvirtuação da função supletiva do Estado no funcionamento da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Levou-se ao extremo o estado-providência que agora se vê exangue e pedinte perante os gulosos senhores do dinheiro, verdadeiros sangue-sugas da miséria alheia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Este paradigma tem de mudar! Compete aos responsáveis políticos ir cortando estes procedimentos e ao ensino – todo ele, desde o básico ao superior -  alterar esta mentalidade reinante e muito arreigada que não promove a criatividade, o empreendedorismo e o risco próprio de quem investe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os açorianos, nos últimos duzentos anos, conheceram a experiência amarga da emigração: primeiro para o sul do Brasil e depois para a América do Norte. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Partiram receosos, de mãos vazias, com a roupa no corpo, e só um ícone religioso da sua devoção animava as suas convicções: uma enorme vontade de trabalhar, de vingar na vida e de ser alguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quase todos conseguiram os seus intentos. De trabalhadores de lavouras ou de « farms », passaram a empresários agrícolas; pescadores viraram armadores; empregados fabrís, criaram negócios no comércio e nos serviços; mandaram os filhos estudar e simultaneamente trabalhar. Deram asas à sua imaginação e criatividade, acompanharam o desenvolvimento das zonas em que viviam. Muitos deslocaram-se de cidade em cidade, de estado para outro  estado, sempre à conquista de novos empregos, melhores salários e negócios que beneficiassem a família e os familiares que haviam ficado atrás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A história recente da emigração está carregada de ensinamentos e de exemplos que nos podem ser muito úteis para ultrapassarmos a atual crise.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Como escreveu o já citado jornalista italiano: « é em momentos de crise que todos nós devemos semear - e tenho certeza de que muitos estão já a fazê-lo. Esses que não têm medo de arriscar, decerto colherão os frutos das suas escolhas nos próximos anos. »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Pelo risco e pela inovação passam a mudança económica e social que todos nós ansiamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mas para isso é fundamental o contributo de todos e de cada um.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4212541069902950018?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4212541069902950018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4212541069902950018&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4212541069902950018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4212541069902950018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/03/cultura-do-risco-e-da-inovacao.html' title='A cultura do risco e da inovação'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2697981381449782183</id><published>2011-03-12T13:41:00.001-01:00</published><updated>2011-03-12T13:46:10.611-01:00</updated><title type='text'>A propósito de uma visita a Évora</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;A cidade de Angra do Heroísmo obteve a classificação de Património da Humanidade, atribuída pela UNESCO, em 1983, numa época em que se reerguia de um violento sismo. Pensava-se, então, que se tinha descoberto a galinha dos ovos de ouro. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; A primeira cidade terceirense tem uma história de quinhentos anos: porto de travessias transcontinentais de naus carregadas de riquezas das Índias e dos Brasís, ponto estratégico-militar do atlântico e praça resistente ao domínio filipino, capital do reino por três anos, sede da Capitania Geral e da Diocese dos Açores... &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Angra, a « mui nobre e sempre leal » - título conferido por D. João IV - apresenta-se ao mundo com um centro urbano bem delineado, com castelos e palácios, igrejas e  conventos – património de culturas e de memórias que nunca é demais realçar. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Apesar desta rica e bem conservada herança, Angra não conseguiu ainda impôr-se nas rotas do Património consagrado pela UNESCO.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Ao contrário, Évora, capital do Alentejo, cidade irmã de Angra, integrada, em 1986, na lista da UNESCO, talvez por estar localizada em território continental, próxima de Espanha, teve sorte bem diferente. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Visitei-a, muito a correr, em sábado de Carnaval. &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-lV345CiUQrI/TXuG9fX-_DI/AAAAAAAABro/7lWw__3GSXg/s1600/IMAG0201.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-lV345CiUQrI/TXuG9fX-_DI/AAAAAAAABro/7lWw__3GSXg/s320/IMAG0201.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583204554008099890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; O comércio aberto, dava nota de alguma vitalidade. Os forasteiros, muitos deles espanhóis, passeavam na Praça do Giraldo, entravam na velha Sé, construída em finais do século XII, admiravam o templo de Diana erigido no século I D.C., desciam à igreja de São Francisco, de estilo gótico-manuelino, entravam na anexa Capela dos ossos e visitavam o jardim e o Palácio quinhentista de D.Manuel I. Tocados pela tradicional calma alentejana, os transeuntes passeavam pelas ruas estreitas, apreciando o artesanato de cortiça, os artefactos de cerâmica, objectos e produtos típicos da gastronomia e agricultura, expostos em pequenas, modernas e bem decoradas lojas, integradas em edifícios antigos e bem conservados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Évora é uma cidade tranquila, acolhedora. A sua universidade, criada em 1559 – a seguir à de Coimbra -, insere-se no espaço urbano e ramifica-se em vários núcleos espalhados pela Região, onde a sua influência técnico-científica se faz sentir. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Mas Évora não é só a cidade-património. Évora é o ponto de partida da rota dos vinhos alentejanos, cuja qualidade cada vez mais se afirma no mercado português e europeu. Dela partem também inúmeros visitantes da Barragem do Alqueva, um extenso lago, o maior de Portugal e da Europa, cujas ramificações fazem lembrar a paisagem do grupo central do arquipélago.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Nada, porém, que deslumbre um açoriano ou um visitante destas ilhas. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Nos Açores, a beleza da natureza é enriquecida pela ocupação dos espaços e pela vivência das suas gentes. É esta diferença significativa que enriquece o produto Açores. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Algumas paisagens açorianas, nomeadamente a montanha da Ilha do Pico e as Lagoas micaelenses, aparecem em pequenos out-doors, em locais frequentados de Lisboa. Não tantos como convinha para uma campanha agressiva e eficaz; nem julgo estar-se a publicitar destinos e produtos que envolvem o arquipélago no seu conjunto. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; O património de Angra, por exemplo, não figura nos referidos cartazes e não se pode ocultar a história e a cultura açoriana, fundamentos da maneira de ser e de estar do nosso povo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Há uns tempos atrás, uma telenovela foi patrocinada por uma marca de queijo açoriano, com a ajuda de Pauleta. À primeira vista, os resultados foram positivos, pois os efeitos mantêm-se, pelo que se observa nas superfícies comerciais. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; O exemplo merece, portanto ser seguido pelas instituições públicas e privadas ligadas ao turismo. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Publicitar um país, uma região, uma cidade, é uma tarefa gigantesca e constante. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Os Açores são um produto turístico de qualidade, como é cada vez mais reconhecido pelas revistas da especialidade. Esse reconhecimento não pode  merecer campanhas pontuais ou segmentadas. Tem de se cativar, permanentemente, os consumidores mostrando-lhes que a oferta tem muitas virtualidades e é muito diversificada, pois envolve as nove ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Assim procede a Madeira e, curiosamente, com a colaboração da SATA Internacional, empresa que não é a única a efectuar ligações para aquela região autónoma. Porquê? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Seria útil analisar o envolvimento da transportadora aérea regional na promoção do destino Açores, quer na sua revista de bordo quer junto dos seus operadores. Este remoque traduz o sentimento de muitos açorianos e, oxalá sirva de reflexão aos responsáveis pela promoção do destino Açores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Não basta estar integrado nas listas de património mundial da UNESCO, e já lá estão Angra do Heroísmo e a Paisagem da vinha da Ilha do Pico. É muito importante que da economia dos tempos livres, resultem proventos tão necessários à vida dos açorianos de todas as ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;  &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-2697981381449782183?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/2697981381449782183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=2697981381449782183&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2697981381449782183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/2697981381449782183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/03/proposito-de-uma-visita-evora.html' title='A propósito de uma visita a Évora'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lV345CiUQrI/TXuG9fX-_DI/AAAAAAAABro/7lWw__3GSXg/s72-c/IMAG0201.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3912573930822626762</id><published>2011-03-07T10:28:00.001-01:00</published><updated>2011-03-07T10:30:39.055-01:00</updated><title type='text'>Estórias de Carnaval</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Não há quem não tenha guardado, para toda a vida, memórias do carnaval ou entrudo.&lt;/span&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Da infância, recordo os mascarados que entravam em casa de minha avó, por ocasião da matança do porco. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; As noites eram negras, o inverno rigoroso e os candeeiros da iluminação pública, lanternas que ofuscavam os transeuntes. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quando os mascarados entravam em casa, escondia-me nas mantas da minha avó, ou corria para a cozinha. Lá as mulheres enchiam morcelas e cuidavam do lume onde grandes caldeirões, destilavam torresmos de toucinho em banha, que dava para o ano inteiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ninguém entendia os medos da minha infância, alimentados pelos temores da escuridão, das almas do outro mundo e de carrancas horríveis que, nesses dias, vagueavam pelas ruas. Nem mesmo quando os mascarados retiravam os seus disfarces, os olhava à vontade, como pessoas amigas e conhecidas. Tinha deles um pavor imenso e de tudo o que lhes dissesse respeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Até as danças de espada que garbosamente se exibiam no Largo da Vila, me causavam receios. Aquelas espadas em riste, circulando entre os dançarinos, lembravam-me batalhas de reis lusitanos travadas contra a mourama. Nunca apreciei estórias e dramalhões de faca e alguidar que as danças iam contando, de terra em terra, num teatro popular autêntico que, segundo sei, só continua na Ilha Terceira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mais divertidos eram os bailes nas sociedades, acompanhados de conjuntos musicais organizados para o efeito. Gente de toda a ilha, ia, às Lajes, dançar e confraternizar. A folia prolongava-se até ao romper da aurora, desde que o motor da central elétrica suportasse o esforço. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os mais pequenos, vestidos pela costureira de casa, em moldes retirados de revistas, exibiam-se nas matinés das tardes de carnaval. Brincavam com  confetis e serpentinas, e as correrias e canseiras acabavam, habitualmente,  aos colos das mães, em sono reconfortante. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Nos anos do Seminário, o Entrudo (do latim &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;introitus&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;, entrada, ou período de três dias que precede a Quaresma), eram dias de retiro, na senda dos rigorosos exercícios espirituais instituídos por Santo Inácio de Loiola, fundador dos Jesuítas. Era o contraponto religioso às manifestações e alegrias mundanas diabolizadas por uma preconceituosa moral que em tudo via a influência do diabo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Dentro dos muros reinavam o silêncio e a compunção, numa lógica maniqueísta. Na cidade, a diversão: danças e bailes, desfiles de estudantes e touradas de praça que anivamam, intensamente, jovens e adultos. Dois mundos de costas voltadas, desentendidos por preconceitos, tarde ou nunca ultrapassados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; São muitas as manifestações populares desta quadra. Algumas mantêm-se inalteradas, graças à persistência dos mais idosos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Recordo um grupo de idosos da Ajuda da Bretanha que, nesta altura, evocava as suas memórias de infância, caracterizando-se com trajes antigos, cheirando a naftalina. Havia fatos e vestidos domingueiros, chapéus de cerimónia, e também roupas de trabalho de camponês e de dona de casa, corroídas pelos anos e cosidas vezes sem conta porque pano, não havia, e o dinheiro também não chegava, nem sequer para comer. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Tudo servia para recordar os viveres de outrora, tantos penares e  labutas. No fim, o comentário: « os tempos agora são muito diferentes! São melhores, nem se compara!... »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Doutras épocas, chegaram-nos também as malassadas de São Miguel, os coscorões e as filhós das outras ilhas, servidos com licores, aguardentes e outras bebidas tradicionais, com que se brindava mascarados e convivas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Brindemos à alegria do Carnaval, pois tristezas não pagam dívidas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3912573930822626762?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3912573930822626762/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3912573930822626762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3912573930822626762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3912573930822626762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/03/estorias-de-carnaval.html' title='Estórias de Carnaval'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3092210209130779621</id><published>2011-03-04T17:56:00.000-01:00</published><updated>2011-03-04T17:58:28.423-01:00</updated><title type='text'>Na senda da modernidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;A esperança média de vida, além dos 75 anos, é uma conquista e um benefício de que a sociedade não está a retirar os convenientes ensinamentos. Graças aos desenvolvimentos científicos, atinge-se, presentemente, níveis etários que os textos bíblicos referiam, com alguma descrença dos leitores. &lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Convivemos, diariamente, com venerandos idosos cujas experiências e estórias de vida nos despertam grande curiosidade e simpatia, pela simplicidade com que nos são transmitidas. A evolução e o progresso da humanidade atingiram tais proporções que, facilmente, nos admiramos das condições de vida de há 30, 40 e 50 anos atrás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Historicamente falando, digamos que foi ontem, mas as diferenças dos modos de vida dos mais antigos são, de facto, bastante notórias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Foi assim com as pessoas e com as instituições. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Também a imprensa, acompanhando as transformações sociais, culturais e políticas, passou por evidentes alterações na forma e nos conteúdos, de onde se deveria retirar os necessários ensinamentos para a crise que hoje enfrenta. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; O Diário dos Açores faz 142 e continua vivo, atual, atuante, e aberto ao presente e ao futuro. Como em 1870, quando o seu fundador Tavares de Resende decidiu iniciar a publicação do mais antigo quotidiano dos Açores. E fê-lo com o intuito de pugnar pela defesa dos valores das gentes desta terra e de suas legítimas e ancestrais aspirações. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Assim sucede hoje. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não descurando a missão de informar o DA intervem, abre as suas páginas à livre expressão de ideias, à apresentação de conceitos diferentes de sociedade, ao exercício saudável, democrático e cada vez mais necessário da cidadania, e à crítica de situações que lesam o bem comum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não é fácil, em meios pequenos, resistir, com a possível isenção, a interesses particulares, a influências corporativas públicas e privadas, e a agentes da administração pública, com quem se lida diariamente e que são o esteio publicitário de um jornal. Gerir todos esses interesses, concedendo-lhes espaço informativo e o destaque que a opinião pública reclama, não é tarefa fácil. Exige muita reflexão, muito bom senso e uma permanente leitura do ambiente político, cultural e social. Obriga a meios humanos competentes e a uma capacidade financeira que dê uma resposta cabal à evolução da imprensa e às crescentes solicitações dos leitores que têm acesso a outros media e plataformas informativas, quiçá mais atrativas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Perante a constante e rápida evolução das novas tecnologias de informação (TIC), uma grande interrogação, presumo, se coloca aos proprietários do jornal: qual o futuro de uma instituição com quase século e meio? Será que vale a pena o esforço?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A nova plataforma digital do DA, com conteúdos informativos e um acervo documental muito interessante, vai de encontro à modernidade e permite oferecer novos produtos multimedia ao crescente número de leitores  do &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000080;"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;&lt;u&gt;&lt;a href="http://www.diariodosacores.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;www.diariodosacores.pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; É neste sentido que aponta o futuro, num processo evolutivo que passou, rapidamente, dos tipos de letra em chumbo, ao digital. E não ficará por aqui a evolução técnica. Desde que sirvam os valores da liberdade, da democracia e da cidadania, todas as plataformas de comunicação são bem-vindas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Parabéns, Diário dos Açores! Longa vida! &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;(no 142.º aniversário do Diário dos Açores)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3092210209130779621?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3092210209130779621/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3092210209130779621&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3092210209130779621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3092210209130779621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/03/na-senda-da-modernidade.html' title='Na senda da modernidade'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-5695862789356965543</id><published>2011-02-26T11:26:00.001-01:00</published><updated>2011-02-26T11:26:43.791-01:00</updated><title type='text'>A LIBERDADE SOB O EFEITO DOMINÓ</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;A situação explosiva que se vive na Líbia, após as Revoluções na Tunísia e no Egipto, é mais um sinal de que uma onda de mudança atinge países onde não se previa que tal viesse a suceder, tão rapidamente.&lt;/span&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A comunidade internacional assistiu, há poucos anos, perplexa, a um movimento islâmico fundamentalista que se temia viesse a invadir a velha Europa. Tudo porque houve grandes tragédias, consequência do fundamentalismo e do fanatismo religioso de alguns líderes políticos que atacaram nações ocidentais e pretendem fundar a chamada « nação árabe » no Médio Oriente e em África. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; De um momento para o outro, graças às novas tecnologias da informação e comunicação e ao fenómeno da globalização, o fundamentalismo religioso desvaneceu-se. Os povos oprimidos e subjugados soltaram amarras, e o desejo de liberdade e de justiça causou a revolta contra a tirania, cuja perpetuação no poder gerou, naturalmente, currupção. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A história narra, exaustivamente, exemplos destes. Agora são os povos libertados que o confirmam, após silenciamentos dolorosos que massacres e prisões não conseguiram calar. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A liberdade é um bem e um direito que, quem o tem, jamais quer perdê-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em 1992, acompanhei a visita relâmpago do então Ministro João de Deus Pinheiro aos países do Magreb, Norte de África. Portugal desempenhava, nesse ano, a Presidência da CEE.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Sendo embora uma visita rápida, constatei, logo no aeroporto de Argel, um forte ambiente militar. A Argélia vivia em grandes convulsões sociais, resultantes de lutas religiosas e políticas, da pobreza e do subdesenvolvimento, reprimidas pelo regime militar forte e autoritário que impedia o exercício das liberdade fundamentais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na Tunísia, o ambiente não era melhor. As intalações da TV, em Tunis, de onde enviámos uma crónica para Lisboa, estavam protegidas por portões blindados, como se de um quartel se tratasse. A segurança, armada até aos dentes, era feita pelo exército e fomos revistados a pente fino, como se fossemos potenciais criminosos. No hotel, junto a uma estação de veraneio, o ambiente era desanuviado e os visitantes, na sua maioria italianos, circulavam à vontade, como se estivessem no seu próprio país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; No espaço de 24 horas, visitámos também a Líbia. Quando desembarcámos no aeroporto de Tripoli, não havia movimento de aviões mas o ambiente era de pré-guerra. Na pista, estavam enfileirados vários aviões de combate, prontos a levantar, ao mínimo sinal de alarme. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A comitiva ministerial não foi deixada à vontade. Fomos instalados num hotel, durante pouco mais de uma hora, provavelmente para impedir-nos de visitarmos a cidade. Da janela do quarto, junto ao Mediterrâneo, Tripoli pareceu-me uma pequena cidade, pacata e sem trânsito, com grandes potencialidades turísticas, caso o país estivesse aberto ao exterior.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Esperávamos ver Khadafi, no encontro com o Ministro João de Deus Pinheiro, representante da CEE. Mas tal não aconteceu. Os líbios que ao almoço cercaram os jornalistas estrangeiros, falando bem português, informaram-nos que « o líder da revolução » se encontrava muito longe, a quatrocentos quilómetros de Tripoli. Não podia, por isso, receber a comitiva portuguesa. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;As informações sobre Khadafi eram tão concisas e as respostas às nossas questões tão sóbrias que foi fácil perceber serem agentes disfarçados da polícia do regime. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na altura, acusava-se o líder líbio por, em 1988, ter ordenado o ataque terrorista ao avião da Pan Am que vitimou 270 pessoas. Talvez por isso, Khadafi escusou encontrar-se com o representante da Comunidade Económica Europeia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Passados vinte anos, compreendo a revolta, a coragem e a vontade de mudança dos povos árabes. Estou certo que outros mais se seguirão, em África e no Oriente. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade são direitos há muito consagrados. Os regimes ditatoriais não duram sempre, embora sacrifiquem milhares de vítimas - os chamados mártires da Liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Os outros, como Khadafi, serão mártires mas das suas próprias tirania e desmandos, falsos ídolos de um trono que julgavam ser eternamente seu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-5695862789356965543?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/5695862789356965543/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=5695862789356965543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/5695862789356965543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/5695862789356965543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/02/liberdade-sob-o-efeito-domino.html' title='A LIBERDADE SOB O EFEITO DOMINÓ'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-4193424228221273930</id><published>2011-02-21T17:03:00.006-01:00</published><updated>2011-02-21T17:20:21.768-01:00</updated><title type='text'>Uma visão insustentável da Diocese</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;a href="http://altodoscedros.blogspot.com/2011/02/diocese-de-angra-insustentavel.html"&gt;Diocese de Angra insustentável?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:18pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;&lt;a href="http://altodoscedros.blogspot.com/"&gt;Ontem, no jornal “A União”, dei, de chofre, com este título: “Com o modelo actual Diocese de Angra “não é sustentável”.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://altodoscedros.blogspot.com/2011/02/diocese-de-angra-insustentavel.html?spref=bl"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal  como Emílio Porto, afirma no seu blogue  &lt;a href="http://altodoscedros.blogspot.com/"&gt;Alto dos Cedros&lt;/a&gt; também fiquei estupefacto com o pronunciamento do  ecónomo diocesano, ou será &lt;span style="font-style: italic;"&gt;diretor financeiro da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Empresa Diocesana  Angrense, S.A&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Nunca pensei que um sacerdote tivesse uma concepção  tão laicista da Igreja e que a pastoral diocesana tivesse uma visão tão  mercantilista e economicista da Comunidade Católica residente nas nove ilhas dos  Açores.&lt;br /&gt;O artigo do EP é de uma serenidade acutilante, de uma lucidez  evangélica que apela aos responsáveis da Diocese para se preocuparem  mais com a reflexão bíblica e com o aprofundamento da Fé e esperarem  que a semente lançada à terra dê muitos frutos. Se se continuar a  apostar não em pastores, mas em funcionários eclesiais e em pseudo-sacerdotes, então deixem  as paróquias que o povo crente saberá alimentar a sua Fé e não deixará  cair igrejas ou ermidas. Tem sido assim há 500 anos, com a ajuda de Deus  e da entre-ajuda dos homens.&lt;br /&gt;E se a Diocese se extinguir, é porque  os fiéis nela não encontraram a Pedra angular, a Fonte da água viva, o  Sinal de salvação que conduz ao Caminho, à Verdade e à Vida.&lt;br /&gt;Como diria o Dr. Rogério Gomes: "Igreja, minha Mãe, eu creio!!!..." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-4193424228221273930?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/4193424228221273930/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=4193424228221273930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4193424228221273930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/4193424228221273930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/02/uma-viso-insustentavel.html' title='Uma visão insustentável da Diocese'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3260882641676073562</id><published>2011-02-20T22:29:00.001-01:00</published><updated>2011-02-20T22:32:14.173-01:00</updated><title type='text'>Manhãs de Sábado - um bom exemplo radiofónico</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt; &lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Noutro tempo, os rádios eram aparelhos grandes, escassos e caros. Só os mais abastados os possuíam. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Na nossa casa, havia um aparelho de rádio Halicrafter, em metal cinzento, certamente, vindo da América. Todos os dias, à noite, na onda curta, meu pai ouvia notícias, no meio de assobios ondulados ,as estridentes que só a vontade de estar ligado ao mundo, numa ilha fechada, ultrapassava as deficiências sonoras. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Poucos aparelhos de rádio havia nas Lajes. Só em algumas mercearias e tabernas. Aos domingos, ecoavam pelas ruas, os relatos de futebol. De semana, os rádios eram ligados muito cedo, para servirem de chamariz. Eles acompanhavam as arriadas à baleia na frequência marítima para os fregueses ouvirem os relatos entre o vigia e os mestres das lanchas, sobre o rumo e o comportamento das baleias e o nome do trancador do cetáceo. Eram autenticas reportagens relatando peripécias e, de quando em vez, trágicos acidentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Já então, a rádio era um meio portentoso, de levar aos lugares mais recônditos informação sobre o curso da humanidade, de guerras terríveis na Europa e no mundo algumas das quais envolveram também os Açores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Mais tarde, através da base das Lajes, surgiram os pequenos aparelhos transistorizados. O contrabando comercial foi tão grande que rapidamente os rádios passaram a estar ao alcance de todas as camadas populacionais. Foi a primeira grande mudança. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Em Angra, por exemplo, os homens aos domingos passeavam pelas ruas ostentando os seus transistores e ouvindo música ou relatos de futebol, em altos sons. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; A chegada da televisão, em 1976, destronou os móveis ornamentais, preciosos e caros, cujos rádios e gira-discos funcionavam com válvulas. Nas salas de visita tinham lugar destacado, mas a caixa que mudou o mundo e o avanço técnico atirou-os para o sótão das velharias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Passado o primeiro impacte, a rádio recuperou a sua função original de meio de comunicação de massas, de acesso rápido à informação sobre a hora e de instrumento promotor e facilitador da educação, da cultura e do entretenimento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Tal como hoje sucede com a internet, cujo papel nas recentes revoltas populares em África e no Médio Oriente teve papel preponderante, também a rádio promove a liberdade de expressão e de opinião, dá voz aos sem-voz, às pequenas comunidades, e transforma-se num arauto de aspirações e anseios legítimos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Estes são os princípios orientadores das rádios locais e das rádios ditas regionais, se é que estas designações estão ajustadas ao fenómeno da globalização. Algumas já perceberam a missão social que desempenham e constatam, nas audiências, a sua aceitação ou rejeição por parte dos ouvintes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Há exemplos satisfatórios e louváveis do papel que os programas de rádio podem ter na auscultação dos problemas das populações e na sua divulgação junto dos poderes e da opinião pública; há programas que relevam  as culturas locais, os saberes e falares típicos cuja riqueza fortalece a  identidade açoriana; há programas que apelam ao exercício da cidadania, à preservação e cuidado com o ambiente, com as riquezas naturais e humanas - factores importantes da cultura e da coesão social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Durante 15 anos, o programa Manhãs de Sábado, da RDP-Açores, (hoje Antena 1-Açores) desempenhou, de uma forma exemplar, estes desígnios. Já aqui o disse, há uns anos atrás: Mário Jorge Pacheco (juntamente com João Almeida e José Joaquim) foi dos poucos radialistas açorianos que se preocupou em dar voz às nove ilhas, aos sábados de manhã. E fê-lo recorrendo a homens e mulheres – cronistas desinteressados, mas assíduos -, para quem os valores e anseios da sua ilha estão acima de qualquer bairrismo doentio. MJP entendeu que a música açoriana e a música que se faz nos Açores, devem ter um carinho muito especial e uma divulgação sem limites pois, não sendo suportada pelas poderosas máquinas promocionais das grandes editoras, corre o risco de perder-se no reduto das ilhas e de morrerem os seus autores e intérpretes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Papel importante teve também MJP na aproximação com a diáspora, do Sul do Brasil à Califórnia, levando-lhe notícias nossas e trazendo-nos a vida dos que partiram. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Manhãs de Sábado, em 15 anos, revelou aos açorianos que nas ilhas de cá e de lá, há uma preciosa herança cultural, uma imensa e constante criatividade artística e uma identidade salgada pela maresia e pela força dos elementos. Só por isto teria valido a pena este programa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Que outros lhe sigam o rasto, na Antena 1 ou noutras rádios, pois os bons exemplos devem ser seguidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Obrigado Mário J.Pacheco!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista C.P. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3260882641676073562?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3260882641676073562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3260882641676073562&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3260882641676073562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3260882641676073562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/02/manhas-de-sabado-um-bom-exemplo.html' title='Manhãs de Sábado - um bom exemplo radiofónico'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-7388182502602911001</id><published>2011-02-12T15:08:00.001-01:00</published><updated>2011-02-12T15:10:34.436-01:00</updated><title type='text'>Livros – o pão da cultura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Acuso os agentes culturais por não estarem abertos ou recusarem-se a projetar o trabalho intelectual e artístico de homens e mulheres que provam nos seus livros que a obra literária não é apanágio apenas de um grupo de escritores lisboetas com acesso à crítica favorável das revistas e jornais do fim-de-semana, e a uma publicidade comercial eficiente. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;A reivindicação vem de há muitos anos e não há forma de ser satisfeita: as regiões têm de se ouvir em todo o espaço nacional. Passa por aqui muita insatisfação popular, muito desconhecimento da cultura das periferias, muita ignorância do viver de milhões de portugueses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Ainda há dias, ao recordar-se o início da revolta dos angolanos a 4 de Fevereiro, demonstrou-se a ignorância do governo de Lisboa face ao que então se passava na ex-colónia. Esta insensibilidade ancestral, revela a mentalidade reinante que não atinge só os políticos, mas outros sectores de actividade económica e cultural.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Exemplo disto é a pouca ou nenhuma importância que os livreiros continentais dão às obras de escritores açorianos ou de temática açoriana. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Custa-me acreditar que livros de autores açorianos, publicados pela extinta editora Salamandra estejam a ser vendidos, na feira do livro de Ponta Delgada, ao baixo preço de um euro e meio. Não critico, nem culpo o proprietário da Feira por esse facto, pois, segundo me disse, custaram-lhe 50 centimos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;Acuso os agentes culturais por não estarem abertos ou recusarem-se a projetar o trabalho intelectual e artístico de homens e mulheres que provam nos seus livros que a obra literária não é apanágio apenas de um grupo de escritores lisboetas com acesso à crítica favorável das revistas e jornais do fim-de-semana, e a uma publicidade comercial eficiente. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Acuso os autores dos programas escolares por manterem nos currículos obras de autores portugueses, cuja temática nada tem a ver com o imaginário e o quotidiano destas ilhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Acuso o sistema educativo por não inculcar nos alunos o gosto pela leitura. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Acuso os que preferem a atitude passiva de ver televisão e passam ao lado do prazer de ler e de aprofundar conhecimentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Acuso os CTT – empresa pública-, por não ter à venda em milhares de estações de correio, livros de escritores açorianos, ou no arquipélago editados, alegando que é uma empresa externa que cuida dessa tarefa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; « Escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho », foi o desejo conseguido por Eça de Queirós que muito poucos satisfazem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Hoje, no entanto, esses desígnios são pouco considerados face à mentalidade economicista da sociedade, cada vez mais contrária aos valores do espírito e da cultura, nomeadamente das culturas locais e regionais, esteios preciosos da grande cultura universal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Quem escreve e quem publica um artigo, uma crónica, um livro, pretende que as suas palavras sejam lidas e discutidas pelos leitores. Nada pior para quem escreve do que não ser lido. Por outro lado, não deve saber nada bem a um escritor passar por uma livraria e ver que um livro seu custa tanto como uma revista ou um jornal, ou muito menos que um qualquer livro de um escritor estrangeiro. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; À venda na feira estão livros de José Martins Garcia, Dias de Melo, Urbano Bettencourt, Daniel de Sá, Onésimo T. Almeida, José F.Costa, Vamberto Freitas, Álamo de Oliveira, Madalena Ferin e outros. Têm reconhecida qualidade e contribuem para que a literatura e as letras portuguesas reflitam a açorianidade, imprimindo-lhes um cunho universalista. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Não se diga, pois, que os livros são caros. Estes estão ao alcance de  todos e devem integrar bibliotecas particulares e de escola. Comprá-los e lê-los é imperioso, para que possamos apreciar o valor das letras açorianas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; Aqui fica o meu reconhecimento e um apelo aos editores e livreiros açorianos, às entidades públicas e privadas, para que continuem a publicar e a apoiar o que aqui se vai criando - e muito é! Não deixem ficar nas gavetas tantos saberes, tanta arte e cultura, e tantas estórias de vida que fazem a história deste povo insular e atlântico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-7388182502602911001?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/7388182502602911001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=7388182502602911001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7388182502602911001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/7388182502602911001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/02/livros-o-pao-da-cultura.html' title='Livros – o pão da cultura'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-3911825587571573488</id><published>2011-02-07T13:49:00.002-01:00</published><updated>2011-02-07T13:52:31.966-01:00</updated><title type='text'>Da Baixa da cidade ao Aeroporto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Discordo, há muito das tarifas dos parques de estacionamento de viaturas do Aeroporto João Paulo II, onde decorrem importantes melhoramentos. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt; Construídos em terrenos da Região, segundo me informou um governante da época, e custeados pelo orçamento regional, deveriam ter tarifas mais baixas. Os preços são exagerados.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; 1.- A « baixa » de Ponta Delgada, nos últimos 20 anos, tem seguido o rumo de outras cidades mais populosas: despovoou-se a favor do comércio e dos serviços, de agências bancárias e de seguros, de consultórios médicos e de advogados, de repartições públicas, da administração regional e local. E nem mesmo a rede de transportes que permite uma acessibilidade fácil ao centro, contribuíu para fixar gente no velho burgo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; A Rua dos Mercadores, cujo nome resistiu às alterações toponímicas, perdeu a vitalidade de outrora. O mesmo aconteceu com as ruas de António José de Almeida e de Machado dos Santos, e com a movimentada rua do Valverde. Onde estão as antigas casas comerciais que sinalizavam  as ruas e os seus empresários? Os mais afoitos e empreendedores sairam para outras zonas da periferia junto de áreas residenciais, ou instalaram-se em áreas comerciais e industriais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Lembro-me, de entre outros, João Oliveira Carreiro, um « self-made-man » que, ao longo de quase quatro décadas, construíu e cimentou uma empresa de eletrodomésticos, de apreciável dimensão para o nosso meio. O seu espírito empreendedor já foi reconhecido, publicamente, e deve ser exemplo para os empreendedores mais novos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Da sua actividade, sei o que ele me contou, nas longas conversas que tivemos, aos sábados de manhã; primeiro na loja da rua do Valverde, depois na avenida D.João III e, por fim, no grande espaço comercial que abriu nos Valados. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; João Oliveira Carreiro, em São Miguel, vendeu e montou milhares e milhares de aparelhos de televisão, desde que a RTP-Açores começou a emitir, em 1976, e foi também dos primeiros comerciantes do ramo a abrir lojas nas outras ilhas. Primeiro na Terceira, onde possui um espaço comercial na zona industrial de Angra, depois na Horta e, logo a seguir na Madalena do Pico. Todas elas com sucesso, porque o negócio de JOC sempre respondeu às transições do mercado e às necessidades dos consumidores. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; A última vez que nos encontrámos foi em Outubro passado. Pareceu-me que os anos lhe começavam a pesar. Todavia, quando chamou à conversa os negócios, logo o sorriso e o entusiasmo se lhe espelharam no semblante, traduzindo um ar de empresário bem sucedido e de bem consigo mesmo e com os demais. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; « Telefonaram-me de Lisboa a perguntar como é que eu dava três anos de garantia aos produtos daquela marca. E eu respondi-lhes que faço do meu pessoal o que bem entendo. Se tenho uma oficina, por que não posso dar aos meus clientes mais um ano de garantia, além dos dois da marca, ?  Queres saber, Avila, eles calaram-se!» &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; JOC, construíu o seu « império » comercial, porque, desde muito novo, teve uma grande intuição para o negócio. « Podes procurar no mercado, e não encontras mais barato » dizia ele convencido da sua verdade. E fazia-o com tal convicção que o cliente acreditava, porque se houvesse algum contratempo ou avaria, lá estava ele a dar a cara, ou a sugerir ao técnico isto ou aquilo. « Se tiveres problemas, levas um aparelho dos nossos enquanto este se repara ». &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Há dias procurei-o nos Valados, para conversarmos e informar-me como vai o mercado, o que ele, habitualmente, fazia com a maior transparência. Disseram-me que estava em casa há dias. Comovi-me com a notícia, porque conhecia as suas preocupações sociais, o seu trato com os trabalhadores, o seu modo afável e simpático de lidar com os clientes. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Estou certo de que, com a sua têmpera, vai ultrapassar mais esta dificuldade, como aconteceu com tantas outras ao longo da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Força, João! Ponta Delgada e os Açores necessitam de empresários dinâmicos e generosos como tu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Precisamos de empresas interessadas nas gentes desta terra, e não das que se preocupam mais em colher proventos a qualquer preço. Há algumas por aí.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; 2.-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;Discordo, há muito das tarifas dos parques de estacionamento de viaturas do Aeroporto João Paulo II, onde decorrem importantes melhoramentos. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Construídos em terrenos da Região, segundo me informou um governante da época, e custeados pelo orçamento regional, deveriam ter tarifas mais baixas. Os preços são exagerados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Daí o parque maior estar às moscas. Como nem todos têm posses, deixam as viaturas no pequeno parque gratuito, a cerca de 1 Km da aerogare, o que, em dias de chuva, causa transtornos. Esse parque, facilmente se enche, por isso as viaturas estacionam no espaço contíguo, em piso térreo, empedrado e enlameado, a necessitar, urgentemente, de ser alcatroado. O desleixo é tal que, uma viatura sem rodas, já lá está abandonada. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Não deveria a empresa do aeroporto melhorar aquela espaço, como aconteceu com os demais?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; Se o não faz, por que o Governo Regional, não toma posse de todos os parques de estacionamento, como proprietário dos terrenos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt; (Se estas informações são incorrectas, seja reposta a verdade por quem de direito.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;José Gabriel Ávila&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana,sans-serif;"&gt;jornalista c.p. 536&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8751547382951906448-3911825587571573488?l=escritemdia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritemdia.blogspot.com/feeds/3911825587571573488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8751547382951906448&amp;postID=3911825587571573488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3911825587571573488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8751547382951906448/posts/default/3911825587571573488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritemdia.blogspot.com/2011/02/da-baixa-da-cidade-ao-aeroporto.html' title='Da Baixa da cidade ao Aeroporto'/><author><name>JGA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8751547382951906448.post-2413264314753523656</id><published>2011-01-30T22:15:00.000-01:00</published><updat
